domingo, 22 de julho de 2012

A BORBOLETA, SÍMBOLO DA ALMA...........

A Dimensão Filosófica da Vida De Um Inseto




Carlos Cardoso Aveline



A vida da borboleta ilustra o ciclo da reencarnação humana




A vida só pode ser compreendida quando a vemos como um processo que inclui morte e renascimento, vigília e sonho.

O corpo humano abriga uma alma que também é mortal, embora seja sutil e só morra algum tempo depois do corpo. Mas a alma contém em si um Espírito que não morre e que “renascerá” uma e outra vez. Ao contrário do corpo físico, a alma-espírito  pode voar como se tivesse asas.

Chuang,  um antigo sábio chinês, confessou:





“Certa vez, eu, Chuang Chou, sonhei que era uma borboleta, a voar para lá e para cá;  borboleta para todos os fins e em todos os sentidos. Tinha consciência apenas de minha felicidade como borboleta, sem saber que era Chou. Logo despertei, e ali me achava, de novo e verdadeiramente eu mesmo.  Agora, não sei se eu era antes um homem a sonhar que era uma borboleta, ou se sou agora uma borboleta a sonhar que sou homem.” [1]

No Oriente e no Ocidente, a borboleta é um antigo símbolo da alma humana. Alguns indivíduos ficam em dúvida: eles não sabem se são seres físicos que, enquanto dormem, fluem como almas, ou se são almas, capazes de voar, que, durante o estado de vigília, têm a ilusão de pensar que são seres físicos.





A imagem do espírito-alma como borboleta não é uma exclusividade da China.  Na Grécia antiga, Psiquê, a alma, era descrita como uma borboleta que escapava do corpo com a morte.[2] 

A filosofia esotérica ensina que a alma mortal (Kama-Manas) contém em si o Espírito imortal (Atma-Buddhi),  que seguirá a jornada mesmo quando ela morrer,  e que, muito mais  tarde, viverá uma nova encarnação.  A vida da borboleta, em suas várias etapas, reflete o processo do corpo-alma-espírito.





O autor Henry Thomas escreveu:

“A reencarnação ocorre com mais clareza no caso das lagartas. E que gloriosa reencarnação! As lagartas parecem morrer, e depois subitamente renascem como belas mariposas e borboletas. O que realmente ocorre é o seguinte. A lagarta, desde que nasce, só faz uma coisa,  e a faz bem. Come.  E como come! Uma lagarta come muitas vezes mais que o seu próprio peso  durante um dia. Come tanto que sua pele não suporta mais. Nós, humanos, nunca somos perturbados por este tipo de dificuldade, porque nossa pele se expande à  medida que nosso corpo cresce.  A pele da lagarta, porém, permanece inelástica, enquanto o corpo engorda. Por isso, deve-se dizer literalmente que a lagarta come até rebentar, isto é, ela rompe a pele e sai fora  dela.  Enquanto isso, uma pele nova e mais larga cresceu por baixo da velha. Em breve, porém, a mesma dificuldade ocorre de novo, e outra mudança se opera, até que a lagarta tenha mudado de pele cerca de cinco vezes. Neste ponto a lagarta encolhe-se, enruga-se e parece estar pronta para morrer. E  então ocorre o milagre. A pele racha pela última vez, mas por baixo dessa pele não encontramos mais outra pele de lagarta, e sim uma criatura de aspecto estranho, que não tem boca, nem pés, nem olhos. Essa existência cataléptica, em estado de crisálida, pode durar somente dez dias, ou pode durar do outono de um ano até o verão seguinte.”

Este é o período que simboliza o repouso entre uma vida e outra, entre uma dimensão e outra.





Henry Thomas prossegue:

“Quando a época de renascer chega afinal, o estupendo processo se realiza quase que subitamente. A pele da crisálida rasga-se e uma criatura, úmida e frágil, esforça-se por obter ar livre, procurando um lugar ao sol, onde possa ficar pendurada pelos pés.  Agita e desdobra suas asas enlameadas e injeta-lhes sangue. Depois de uma hora ou mais, as asas gradualmente secam e tornam-se menos enrugadas.  E então, quase num abrir de olhos, o inseto já está completamente limpo e você poderá ver diante de si uma esplêndida borboleta. Poderá ter asas azuis do tom mais puro, ou flamantes asas vermelhas, ou combinações inumeráveis de cores, tintas e matizes. A lagarta rastejante e feia renasceu, na forma de uma  das mais belas criaturas de Deus: a alada flor dos ares.” [3]

A teosofia explica que Deus monoteísta é uma invenção humana que só existe nas igrejas e na imaginação do público leigo. O que há de fato é uma imensa pluralidade de inteligências divinas, e uma Lei Universal Impessoal e eterna, a lei do Equilíbrio e da Justiça.





De que modo a borboleta é um símbolo da reencarnação humana?





A sucessiva troca de peles da lagarta corresponde à troca da infância pela condição de adulto jovem, pela meia idade, pela velhice, e pela velhice extrema.

A ponte ou escada que liga a alma imortal à alma mortal, e que une os estados de sonho, sono e vigília, é chamada em teosofia de Antahkarana.

Graças a ela, podemos desenvolver gradualmente uma consciência da continuidade de todos os estados mentais ao longo das 24 horas do dia, e ao longo de várias vidas.





Esta ponte entre  mundos também é chamada de “Escada de Jacó”, na imagem simbólica de Gênesis, 28: 10-13. Ela possibilita compreender o processo do renascimento, porque um dia de 24 horas inclui uma pequena reencarnação: a cada manhã, voltamos renovados.





NOTAS:


[1] Chuang-tzu, citado por Lin Yutang em sua obra “A Importância de Compreender”, Círculo do Livro S.A., SP, 458 pp., ver p. 95.


[2] “Dicionário de Mitologia Grega”, Ruth Guimarães, Cultrix, 318 pp., item “Psiquê”,  p. 267.


[3] “As Maravilhas do Conhecimento Humano”, Henry Thomas, vol. II, Edição da Livraria do Globo, Porto Alegre, 1941, 400 pp., ver pp. 312-313.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Porta para o Infinito (Relatos de Poder)..........



Carlos Castaneda – frases de Don Juan Matus – Porta para o Infinito (Relatos de Poder) – parte I
A autoconfiança do guerreiro não é a mesma que a do homem comum. Este busca a certeza aos olhos do espectador e chama a isso autoconfiança. O guerreiro busca a impecabilidade a seus próprios olhos e chama a isso humildade. O homem comum está agarrado a seus semelhantes, enquanto o guerreiro só se agarra a si mesmo. Talvez você esteja perseguindo uma quimera. Busca a autoconfiança do homem comum, enquanto devia estar atrás da humildade do guerreiro. A diferença, entre os dois é notável. A confiança em si significa saber algo com certeza; a humildade significa ser impecável em suas ações e sentimentos.

Não importa o que se revela e o que se guarda para si. Tudo o que fazemos, tudo o que somos, reside em nosso poder pessoal. Se temos o suficiente, uma palavra que nos for pronunciada pode ser suficiente para mudar o rumo de nossas vidas. Mas, se não tivermos suficiente poder pessoal, o fato de sabedoria mais magnífico nos poderá ser revelado sem que tal revelação faça a menor diferença.
Cada guerreiro tem seu modo próprio de sonhar. Cada modo é diferente. A única coisa que todos temos em comum é que fazemos truques para nos obrigar a abandonar a busca. O antídoto é insistir, apesar de todos os obstáculos e desapontamentos.
Se quisermos ter êxito em alguma coisa, o sucesso deve chegar devagar, com muito esforço, mas sem tensões nem obsessão.

Um guerreiro aceita seu destino, seja qual for, e o aceita na mais total humildade. Aceita com humildade aquilo que ele é, não como fonte de pesar, mas como um desafio vivo. É preciso tempo para cada um de nós compreender este ponto e vivê-lo plenamente. Eu, por exemplo, detestava a simples menção à palavra humildade. Sou índio, e nós índios sempre fomos humildes e nunca fizemos outra coisa senão curvar a cabeça. Pensei que a humildade não fazia parte da vida de um guerreiro. Mas estava enganado.

 Hoje sei que a humildade do guerreiro não é a humildade de um mendigo. O guerreiro não curva a cabeça para ninguém, mas ao mesmo tempo não permite que ninguém curve a cabeça para ele. O mendigo, ao contrário, prostra-se de joelhos por qualquer coisa e lambe as botas de quem quer que ele considera superior, mas, ao mesmo tempo exige que alguém que ele considera inferior lhe lamba as botas.

Foi por isto que eu lhe disse que eu não sabia como se sentiam os mestres. Só conheço a humildade do guerreiro e isto nunca permitirá que eu seja mestre de alguém. Você gosta da humildade de um mendigo. Curva a cabeça diante da razão.
A liberdade é dispendiosa, mas o preço não é impossível.
Nós todos passamos pelas mesmas funções. O único jeito de vencê-las é persistir em agir como guerreiro. O resto vem sozinho e por si. O resto é o conhecimento e o poder. Os homens de conhecimento possuem ambos. No entanto, nenhum deles poderia dizer como os adquirira, a não ser que continuou a agir como guerreiro e, num dado momento, tudo se modificou.

Um guerreiro deve ficar calmo e controlado e nunca deve perder o pulso.
Eis o defeito das palavras. Sempre nos obrigam a sentir-nos esclarecidos, mas, quando nos viramos para enfrentar o mundo, elas sempre nos falham e terminamos enfrentando o mundo como sempre o fizemos, sem esclarecimento. Por este motivo, o feiticeiro procura agir em vez de falar e para isso ele consegue uma nova descrição do mundo: uma nova descrição em que falar não é assim tão importante, e em que novos atos têm novos reflexos.

Um guerreiro começa com a certeza de que seu espírito está desequilibrado; aí, vivendo num controle e consciência completos, mas sem pressa nem compulsão, ele faz o máximo para conseguir esse equilíbrio.
Não fique nervoso. Nada há neste mundo que um guerreiro não possa enfrentar. Entenda: um guerreiro já se considera morto, de modo que nada tem a perder. O pior já lhe aconteceu, e portanto ele está lúcido e calmo. A julgá-lo por seus atos ou suas palavras, nunca se suspeitaria de que ele tenha presenciado tudo.Sempre que o diálogo interno pára o mundo entra em colapso, e facetas extraordinárias de nossos seres emergem, como se tivessem sido mantidas numa guarda severa por nossas palavras. Você é o que é porque diz a si mesmo que é assim.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Demita seus gurus........

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É hora de acabar com a dependência e nos tornarmos tão grandes quanto os mestres que seguimos – tão autênticos, peculiares e obstinados quanto eles

por Tijn Touber

“Todo homem deve chegar aos céus à sua própria maneira”
Frederico II (1712-1786), rei da Prússia

Ilustrações: Indio San

Gurus, professores espirituais, terapeutas: eu costumava segui-los com devoção. Devorava seus livros, não perdia um seminário e me sentava a seus pés. Durante anos viajei para a Índia, sem dúvida o país com maior índice de gurus por habitante. Todo professor que eu encontrava prometia algum tipo de libertação: um dizia que seria pelo compartilhamento do conhecimento, outro por meditação, Yoga ou recitação de mantras. Havia os que eram a própria encarnação do amor; outros eram rudes e investiam sem piedade contra seus seguidores até lhes despedaçar o ego. Contudo, comecei a questionar se a relação entre um guru e seus seguidores seria mesmo a melhor maneira de atingir a libertação. Afinal, pouquíssimas vezes encontrei um seguidor que houvesse alcançado a iluminação. A maioria dos seguidores era gente devota, mas que duvidava muito de si mesma. Percebi também que algumas vezes eu parecia encolher na presença de um guru que inspirava admiração em todos. Seria um sentimento de respeito ou seria medo? O mestre zen chinês Lin Chi chamava a atenção para o perigo dos gurus. Ele via como seus contemporâneos transferiam a responsabilidade por seu bem-estar espiritual para outros. Com isso as pessoas abriam mão de seu poder. Essa observação levou-o a fazer uma declaração que se tornaria célebre: “Se o Buda cruzar seu caminho, mate-o”. Se você acha que vai encontrar a iluminação fora de si mesmo, está no caminho errado.

Os ensinamentos de Lin Chi se mantêm atuais ainda hoje. Apesar da extrema individualização do mundo ocidental, as pessoas continuam em busca de algo em que se apoiar. Hoje há mais gurus do que nunca com os nomes de conselheiro mental, terapeuta, assistente social.

O cientista social americano John McKnight há mais de 40 anos estuda o efeito dos conselheiros profissionais sobre a sociedade. “Todas as vezes que procuramos um especialista, abrimos mão de uma parte de nós mesmos. Com sua atuação, os conselheiros profissionais esvaziaram a alma da comunidade”, diz ele em The Careless Society (A sociedade negligente). Gurus e conselheiros profissionais não são os únicos que tendem a tornar as pessoas dependentes. Pais e educadores muitas vezes fazem o mesmo. Quantos deles veem o “Buda” nas crianças? Quase nunca perguntamos às crianças quem elas são, e sim o que desejam ser. A mensagem subjacente é a seguinte: vocês não são coisa alguma, mas se fizerem o que recomendamos, poderão se tornar alguém no futuro. A ideia de que temos de nos tornar alguma coisa para sermos bem-sucedidos, livres ou felizes é um enorme mal-entendido.

A convicção de que um caminho externo pode nos guiar a algo melhor é a razão pela qual praticamente ninguém jamais chega a seu destino. Se estamos sempre a caminho, jamais chegaremos a parte alguma. Os gurus também prometem a iluminação para mais tarde, condenando seus seguidores à eterna dependência. O que seria do guru se ele não tivesse seguidores? Naturalmente, alguns personagens não ficaram encurralados nessa mútua dependência. Esses são os mestres radicais, que não toleram seguidores nem tietes, porque sabem que a liberdade espiritual só pode ser alcançada por aqueles que ousam se apresentar nus perante a verdade, sem lealdade prévia a uma doutrina ou guru. Jesus jamais teria se tornado cristão, tampouco Buda seria budista. Esses mestres eram rebeldes que seguiam antes de tudo a si mesmos. O analista Carl Gustav Jung é mais um exemplo. Certa vez, ele disse: “Graças a Deus não sou junguiano”.
Jung referia-se ao que considerava um problema de relações desiguais em todas as formas de terapia. Ele acreditava que a cura só poderia acontecer se houvesse espaço para a pessoa em toda a sua inteireza. Uma relação desigual implica a existência de uma muralha que o seguidor dificilmente terá condições de atravessar. Superar o mestre é difícil, sobretudo se aprendemos a não confiar em nossa própria sabedoria. O seguidor não percorre uma trajetória própria, e sim a de um outro, porque se trata de um caminho já palmilhado. Portanto, não há necessidade de muito esforço para segui-lo. A conclusão a que o mestre chega – o resultado do trabalho espiritual – não é a mesma a que chega seu seguidor. O mestre experimentou tanto a trajetória quanto o destino. O discípulo conhece apenas o destino, conforme descrito pelo mestre.

Esta é a razão pela qual os discípulos quase sempre são mais santos do que o papa e mais radicais em suas opiniões do que o mestre. Tais opiniões, não raro, podem ser reduzidas a cápsulas de fácil digestão. Afinal, quanto mais inseguras forem as pessoas, mais se apegarão à “verdade”. Além disso, a maior parte dos discípulos não entende totalmente os ensinamentos do mestre, por isso insights sutis e complexos são pasteurizados em conceitos de fácil entendimento.

O paradoxo que muita gente encontra em sua busca por iluminação se deve ao fato de que esse estado de consciência não corresponde ao apego a “verdades” e “fatos”. Um fato não é uma verdade, e sim uma criação. Portanto, não perdemos nossa “natureza búdica” por causa daquilo que não sabemos, e sim por causa daquilo que estamos convictos de saber porque outras pessoas assim nos disseram. No momento em que nos convencemos de que alguma coisa é fato, perdemos contato com a realidade. Talvez os gurus não sejam mestres a ser imitados. Talvez sejam exemplos que podem nos servir de inspiração. Eles nos mostram que é possível atingir um estado superior de consciência, mas cabe a nós chegar lá. Portanto, é hora de mandar embora os gurus (fatos, verdades, crenças, princípios, dogmas) para que o guru dentro de nós aflore. É hora de nos tornarmos tão grandes quanto os gurus que seguimos – tão autênticos, peculiares e obstinados quanto eles. O tratamento deu certo: o guru morreu.
 
Tijn Touber (1960) é um músico, escritor e professor. Ele é fundador de Lois Lane. Seu álbum de estréia chegou ao primeiro dos Top 100 álbuns, vendendo mais de 100.000 peças. Tijn escreve incluindo a canção título do filme Amsterdamned. Após esta aventura musical, ele se concentra em desenvolver a consciência, viaja para a Índia dezessete vezes, é aprendiz de mestres iluminados e vidas há quatorze anos como um iogue asceta no coração de Amesterdã. Durante este período, ele dá cursos para a polícia de Amsterdã, os criminosos nas prisões, o pessoal de enfermagem em hospitais (VU, AMC e MCA) e jovens no Lowlands.
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domingo, 3 de junho de 2012

Juramidam veio me ensinar...


Juramidam veio me ensinar
Eu devo aprender
Estou aqui junto com meus irmãos
Consagrando Plantas do Saber
O Jagube e a Rainha
Unidos têm todo Poder
É Sagrada Medicina
E as curas vêm trazer
Eu tomo Daime para me curar
Eu tomo Daime pra me fortalecer
Eu tomo Daime pra limpar meu coração
Eu tomo Daime para me conhecer
Graças a Deus, aqui dentro da sessão
Eu tenho Mestre que me ensina
Basta eu bem me concentrar
Estando firme na correta disciplina
A disciplina, meus irmãos, vou ensinar
É falar pouco e aprender a ouvir
É aprender ao Mestre escutar
Obedecer e no caminho seguir
Vamos todos, meus irmãos, silenciar
Concentrados na Divina Harmonia
Que Deus, com certeza, habita
Aqui no meio desta família
Não esqueçamos de praticar o bem
Em toda a oportunidade
Fazer o bem sem olhar a quem
É ensino da nossa Divindade
É Deus em mim, Deus em ti, Deus em nós
Na Sua Suprema Bondade
Meus irmãos, vamos nos entregar a Deus
Aqui, agora e em toda eternidade
E para finalizar
Meu Mestre, a Vós agradeço
Dai-me Força e dai-me Luz
Se Vós achar que eu mereço
E caso eu não mereça
Eu já vou pedindo meu perdão
Meu Mestre, eu quero estar com Vós
De todo meu coração
http://centroflordejasmim.blogspot.com.br/2011/09/juramidam-veio-me-ensinar.html
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Um Demônio no Espelho........


Prazer, meu nome é demônio,
os gregos me chamavam de psyche
Mas eu prefiro me chamar de um nome:
o seu nome.


Eu sou fingido, sou artista
um hábil malabarista
velho, já encarnei mais vezes
do que você pode imaginar
Sou orgulhoso, metido
para você eu sou um doido varrido
E talvez seja mesmo, quem sabe?
Adoro Netzach


Na lonjura da sua loucura
eu procuro a tua figura
e ai de ti, se eu te achar
Queres saber quem eu sou, pois então
vê se presta atenção
porque só uma vez vou te falar


Eu sou teu sonho, teu corpo, tua mão
sou a árvore que você vê, o céu e o chão
mas apenas quando estes estão
refletidos no teu ego bruto, embora desafiador
Eu sou a tua realidade, a tua projeção
sou a tua cidade, a tua nação
quando tu vês alguém, tu me vês
Mas eu não sou esta pessoa, assim como não sou tu,
eu sou tu em consciência desta grande alucinação
a qual tu chamas tua vida

Quando me encontras tu entra em chamas
teu coração bate forte, tua mente, quase insana
ninguém me aguenta, mas admito, tem gente que tenta,
mas em vão, ser meu amigo
Eu amigo? Não sou bem nem mal, sou o Conhecimento
me chamaram de Choronzon, que nome horrendo!
eu sou rico, bonito e poderoso
se você é mulher, sou charmosa, gostosa, cheirosa, perceptiva
Enfim, vou resumir senão te embaralho:
sou teu Ego, teu desejo, tua ânsia, teu ser
tua incapacidade de amar e de se dar
Eu sou o teu apego


Alguns pensaram que eu era inimigo,
mas vou te dizer,
sem mim tu estarias perdido,
ou melhor, nem teria existido
Portanto, vou te dar um conselho porque estou de bom humor
Eu sou o escaravelho, a vida, tu, o ator
Mas não caia tu na tolice de me adorar ou render culto
pois eu sou tu, imbecil inculto!
Agora de novo vou resumir brevemente para que
clarifique a tua mente:
EU SOU A NEGAÇÃO DO OUTRO


O que é a negação do outro?
tu me perguntaste assustado
Eu respondi, meio irritado
"É A NEGAÇÃO DO QUE TU
TOLAMENTE CHAMAS DE REALIDADE!"
Por isso cedo ou tarde tu vais me conhecer
Se teus pés forem o caminho da iluminação percorrer
E se de mim passares, se eu não te conseguir seduzir
Serás Mestre dos mortais, do rei e do vizir,
não terás mais nada, terás o fruto que eu escondo
e proíbo os homens de pegarem:
a imortalidade no vazio
do que chamaram de Dharma


Quando tu me encontras?
Quando abres mão da tua realidade, sem dó nem piedade
Quando o poder está em ti, não fora,
mas erradamente, o usas para ver o teu mundo
como se fosse uma lente
e vês a ti mesmo e nada mais!
Eu sou o que os Hindus chamaram de Atman, Chaitanya
quando tu me vês, tu vês o mundo todo
como se fosse de ti mesmo projetado

E quando tens essa visão, se assusta,
tua boca falastrona e tua mente boba
rapidamente calam e amadurecem
como eu faço bem para os mortais!
Quando tu me encontras tu vês
o quanto tu gostas desta ilusão
que tu chamas vida, e reencarnação
Tu vês o quanto tu gosta da separação,
pois sem ela acaba o amor,
e só há solidão, solidão,
mil vezes solidão
e dor!


Porém aí há uma passagem estreita
que não arrisques te jogar com toda tua força
antes que estejas preparado, para teu bem:
O teu Grande Sacrifício, quando és crucificado
ou não, se teu ego ilusório for acorrentado
então, futuro, presente e passado,
se tu tiveres sucesso, se dissolvem na divina compaixão


Agora te explico que não sou quem tu chamas de Lúcifer
este é por mim odiado Eu sou o que chamam de Jeová,
o deus do ego, o vingador, o imolador, o amaldiçoador,
o deus da matéria eu sou teu ego mais baixo
se eu pudesse resumir ainda outra vez
eu sou a beleza da tua ilusão,
aquela mulher, aquele homem, aquele carrão


Lúcifer, meu abnegado irmão
é tu mesmo, preso na ilusão
caído, perdido, lembrando aquele paraíso
pensando que existes, que teu eu é real
Lúcifer é o amor do sábio
O brilho no olho do mago
O Mestre, o que tem a luz

Mas te digo uma coisa agora e escutes bem
eu não gosto de ninguém
eu sou teu sonho, tua ilusão
Quando tu olhar o outro
e erradamente veres ele como tua projeção,
ao invés de veres ele como tua irmã ou irmão
Então saibas tu que estarás brincando comigo
Então busca para isso o antídoto:
lê o que falou o Buddha, o Iluminado
sobre a compaixão, sobre o Anatman
o não-eu, e então terás o prêmio, que é a libertação
pois terás abrido mão do teu ego, então,
serás um Mestre deste teu sonho, desta tua ilusão


Mas comigo não se brinca
Eu sou cruel, rio, torturo, xingo, te humilho
no monturo do teu ego eu te pilho
Eu sou o Coringa
E muitos caem na minha loucura
com mentes imaturas
lhes falta amor, compreensão
e mergulham de cabeça na minha visão
achando se tratar de solução !!!


É o caso das lendas dos que vocês chamam vampiros
eles mergulham fundo no ego e me encontram
Eu cuspo neles, rio deles e os aprisiono
e para sempre eles estão sozinhos, sem alma, sem o sentir,
o corpo astral deles eu tomo para mim,
muitos não aguentam a caem na loucura, que sou eu próprio
Se você quer saber os que são meus olha os corpos astrais deles
estão sempre deslocados, para o lado,
por isso nas tuas lendas eles são frios, pálidos,
o Sol lhes queima a pele e possuem péssimos hábitos


São poucos, é verdade, pois a falsidade
não aprisiona os homens como eu teria desejado
Então eles vêem mesmo sem perceber,
o vazio do sonho, mas sem enlouquecer,
eles se entregam em amor pelo sonho,
e o amor os salva de mim.
 Portanto o amor não é algo,
um ideal bonito que tu deverias ter
o amor é o teu salvador
é a tua chance de viver
o amor e a sabedoria
te dão mais do que te daria
em mil anos de loucuras



Derf ed airotua
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quarta-feira, 7 de março de 2012

A Saudade do Lar Cósmico


 Basta uma boa melodia e uma inspiração profunda. 
Fecho meus olhos e entro em meu Reino de Luz. 
Um mundo desconhecido para muitos dessa sociedade, mas um Eterno Lar de quem sabe de onde veio. 
Vendo tanta correria em minha frente, é difícil se tornar visível para o mundo. 
Meu mundo é todo invisível. Um mergulho no oceano de Luz me traz mais força e vontade de seguir em frente. 

Me limpo e me energizo de um dia desgastante, numa dimensão onde as moléculas ficam todas presas, grudadas numa densidade como em poucos lugares cósmicos pode existir. 
Acostumado a expandir minha energia infinitamente, a descobrir novos mundos e reinos, às vezes sou obrigado a me conter com o que tenho no momento. 
Porém, nada como deitar um pouco e esparramar sua energia por todo o cosmos, indo em todas as direções, num movimento de expansão sem bloqueios, sem dúvidas no caminho, sem dificuldades, apenas seguindo o fluxo da vida eterna e atemporal.

E agora? 
Já me expandi tanto que é tão difícil retornar. 
Melhor continuar seguindo em frente... porém, parece que alguma força superior nos força a retorna. 
Nossos átomos são puxados de volta, e não temos força para controlar. 
Aos poucos nos damos conta que retornamos.

Estamos aqui. 
Vemos nossos átomos e moléculas presos novamente. 
Cada vez que acessamos nossas origens torna-se mais difícil ainda retornar. 
Manter a conexão com duas realidades tão distintas é árduo e cansativo. 
Melhor seria viver apenas em uma só. 
Por isso que vemos a sociedade e suas pessoas e eles parecem viver como se nada estivesse acontecendo. 
Por não conhecerem realidades muito mais agradáveis ao nosso coração, vivem como se estivesse tudo bem. 
É tudo o que conhecem, então eles não podem desejar algo que ainda não descobriram que existe.

E vamos passando nosso tempo aqui. 
Expandindo nosso coração como sempre fizemos... muito antes de aqui chegar. 
Mantendo a Chama Divina sempre acesa e vibrante. 
Mostrando ao mundo que existem formas de viver, que só são acessíveis pelo coração.

Coloque uma boa música, inspire profundamente. 
Siga também essa viagem...
Luz no Caminho,
Bruno Borges
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domingo, 4 de março de 2012

Contos e Lendas da Mitologia Celta.......






Contos e Lendas da Mitologia Celta
Ilustrado por Mauricio Negro

Talvez a Mitologia Celta seja menos conhecida que a grega ou romana, embora seus contos e lendas sobre os feitos de heróis e deuses de modo algum sejam de  inferior beleza.
Este é um livro recomendado para os admiradores das lendas célticas.  O autor Christian Léourier narra diversas de algumas das lendas mais importantes da Mitologia Celta.
Entre tais gloriosas lendas, Lug assegura o triunfo das tribos de Dana sobre os monstros vindos do caos. Enquanto Pwyll conquista o reino dos mortos e o amor de uma deusa. Cûchulainn, sozinho, enfrenta um exercito inteiro. Temos também a lenda sobre a paixão de Diarmaid e Grainne, que mais tarde inspiraria a lenda de Tristão e Isolda.
Chocando-se com o cristianismo, a mitologia celta logo foi caçada pela Igreja sob a alegação de eliminar os vestígios do paganismo. Tais lendas, portanto,  chegaram até nós pelas transcrições de monges irlandeses e do Pais de Gales, por escritos dos historiadores da Antiguidade e descobertas arqueológicas.

Contos e Lendas contidas no livro:
1. O erro do rei Nuada
2. A segunda batalha de Mag Tured
3. A busca dos filhos de Tuireann
4. O Príncipe do Abismo
5. A cavaleira de Aberth
6. A montanha sobre o mar
7. A mulher mais bonita do mundo
8. A fraqueza dos ulates
9. O pedaço do herói
10. O touro Castanho de Cualnge
11. Um voo de cisnes
12. O rei sem reino
13. O casamento de Fionn
14. O ciúme de Fionn
15. A ilha das mulheres
16. O príncipe dos bardos.
Posfácio
Mapa: a expansão dos celtas no século III a.C.
Mapa: A Irlanda e a Bretanha no tempo dos celtas
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