quarta-feira, 14 de março de 2012

Um Demônio no Espelho........


Prazer, meu nome é demônio,
os gregos me chamavam de psyche
Mas eu prefiro me chamar de um nome:
o seu nome.


Eu sou fingido, sou artista
um hábil malabarista
velho, já encarnei mais vezes
do que você pode imaginar
Sou orgulhoso, metido
para você eu sou um doido varrido
E talvez seja mesmo, quem sabe?
Adoro Netzach


Na lonjura da sua loucura
eu procuro a tua figura
e ai de ti, se eu te achar
Queres saber quem eu sou, pois então
vê se presta atenção
porque só uma vez vou te falar


Eu sou teu sonho, teu corpo, tua mão
sou a árvore que você vê, o céu e o chão
mas apenas quando estes estão
refletidos no teu ego bruto, embora desafiador
Eu sou a tua realidade, a tua projeção
sou a tua cidade, a tua nação
quando tu vês alguém, tu me vês
Mas eu não sou esta pessoa, assim como não sou tu,
eu sou tu em consciência desta grande alucinação
a qual tu chamas tua vida

Quando me encontras tu entra em chamas
teu coração bate forte, tua mente, quase insana
ninguém me aguenta, mas admito, tem gente que tenta,
mas em vão, ser meu amigo
Eu amigo? Não sou bem nem mal, sou o Conhecimento
me chamaram de Choronzon, que nome horrendo!
eu sou rico, bonito e poderoso
se você é mulher, sou charmosa, gostosa, cheirosa, perceptiva
Enfim, vou resumir senão te embaralho:
sou teu Ego, teu desejo, tua ânsia, teu ser
tua incapacidade de amar e de se dar
Eu sou o teu apego


Alguns pensaram que eu era inimigo,
mas vou te dizer,
sem mim tu estarias perdido,
ou melhor, nem teria existido
Portanto, vou te dar um conselho porque estou de bom humor
Eu sou o escaravelho, a vida, tu, o ator
Mas não caia tu na tolice de me adorar ou render culto
pois eu sou tu, imbecil inculto!
Agora de novo vou resumir brevemente para que
clarifique a tua mente:
EU SOU A NEGAÇÃO DO OUTRO


O que é a negação do outro?
tu me perguntaste assustado
Eu respondi, meio irritado
"É A NEGAÇÃO DO QUE TU
TOLAMENTE CHAMAS DE REALIDADE!"
Por isso cedo ou tarde tu vais me conhecer
Se teus pés forem o caminho da iluminação percorrer
E se de mim passares, se eu não te conseguir seduzir
Serás Mestre dos mortais, do rei e do vizir,
não terás mais nada, terás o fruto que eu escondo
e proíbo os homens de pegarem:
a imortalidade no vazio
do que chamaram de Dharma


Quando tu me encontras?
Quando abres mão da tua realidade, sem dó nem piedade
Quando o poder está em ti, não fora,
mas erradamente, o usas para ver o teu mundo
como se fosse uma lente
e vês a ti mesmo e nada mais!
Eu sou o que os Hindus chamaram de Atman, Chaitanya
quando tu me vês, tu vês o mundo todo
como se fosse de ti mesmo projetado

E quando tens essa visão, se assusta,
tua boca falastrona e tua mente boba
rapidamente calam e amadurecem
como eu faço bem para os mortais!
Quando tu me encontras tu vês
o quanto tu gostas desta ilusão
que tu chamas vida, e reencarnação
Tu vês o quanto tu gosta da separação,
pois sem ela acaba o amor,
e só há solidão, solidão,
mil vezes solidão
e dor!


Porém aí há uma passagem estreita
que não arrisques te jogar com toda tua força
antes que estejas preparado, para teu bem:
O teu Grande Sacrifício, quando és crucificado
ou não, se teu ego ilusório for acorrentado
então, futuro, presente e passado,
se tu tiveres sucesso, se dissolvem na divina compaixão


Agora te explico que não sou quem tu chamas de Lúcifer
este é por mim odiado Eu sou o que chamam de Jeová,
o deus do ego, o vingador, o imolador, o amaldiçoador,
o deus da matéria eu sou teu ego mais baixo
se eu pudesse resumir ainda outra vez
eu sou a beleza da tua ilusão,
aquela mulher, aquele homem, aquele carrão


Lúcifer, meu abnegado irmão
é tu mesmo, preso na ilusão
caído, perdido, lembrando aquele paraíso
pensando que existes, que teu eu é real
Lúcifer é o amor do sábio
O brilho no olho do mago
O Mestre, o que tem a luz

Mas te digo uma coisa agora e escutes bem
eu não gosto de ninguém
eu sou teu sonho, tua ilusão
Quando tu olhar o outro
e erradamente veres ele como tua projeção,
ao invés de veres ele como tua irmã ou irmão
Então saibas tu que estarás brincando comigo
Então busca para isso o antídoto:
lê o que falou o Buddha, o Iluminado
sobre a compaixão, sobre o Anatman
o não-eu, e então terás o prêmio, que é a libertação
pois terás abrido mão do teu ego, então,
serás um Mestre deste teu sonho, desta tua ilusão


Mas comigo não se brinca
Eu sou cruel, rio, torturo, xingo, te humilho
no monturo do teu ego eu te pilho
Eu sou o Coringa
E muitos caem na minha loucura
com mentes imaturas
lhes falta amor, compreensão
e mergulham de cabeça na minha visão
achando se tratar de solução !!!


É o caso das lendas dos que vocês chamam vampiros
eles mergulham fundo no ego e me encontram
Eu cuspo neles, rio deles e os aprisiono
e para sempre eles estão sozinhos, sem alma, sem o sentir,
o corpo astral deles eu tomo para mim,
muitos não aguentam a caem na loucura, que sou eu próprio
Se você quer saber os que são meus olha os corpos astrais deles
estão sempre deslocados, para o lado,
por isso nas tuas lendas eles são frios, pálidos,
o Sol lhes queima a pele e possuem péssimos hábitos


São poucos, é verdade, pois a falsidade
não aprisiona os homens como eu teria desejado
Então eles vêem mesmo sem perceber,
o vazio do sonho, mas sem enlouquecer,
eles se entregam em amor pelo sonho,
e o amor os salva de mim.
 Portanto o amor não é algo,
um ideal bonito que tu deverias ter
o amor é o teu salvador
é a tua chance de viver
o amor e a sabedoria
te dão mais do que te daria
em mil anos de loucuras



Derf ed airotua
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quarta-feira, 7 de março de 2012

A Saudade do Lar Cósmico


 Basta uma boa melodia e uma inspiração profunda. 
Fecho meus olhos e entro em meu Reino de Luz. 
Um mundo desconhecido para muitos dessa sociedade, mas um Eterno Lar de quem sabe de onde veio. 
Vendo tanta correria em minha frente, é difícil se tornar visível para o mundo. 
Meu mundo é todo invisível. Um mergulho no oceano de Luz me traz mais força e vontade de seguir em frente. 

Me limpo e me energizo de um dia desgastante, numa dimensão onde as moléculas ficam todas presas, grudadas numa densidade como em poucos lugares cósmicos pode existir. 
Acostumado a expandir minha energia infinitamente, a descobrir novos mundos e reinos, às vezes sou obrigado a me conter com o que tenho no momento. 
Porém, nada como deitar um pouco e esparramar sua energia por todo o cosmos, indo em todas as direções, num movimento de expansão sem bloqueios, sem dúvidas no caminho, sem dificuldades, apenas seguindo o fluxo da vida eterna e atemporal.

E agora? 
Já me expandi tanto que é tão difícil retornar. 
Melhor continuar seguindo em frente... porém, parece que alguma força superior nos força a retorna. 
Nossos átomos são puxados de volta, e não temos força para controlar. 
Aos poucos nos damos conta que retornamos.

Estamos aqui. 
Vemos nossos átomos e moléculas presos novamente. 
Cada vez que acessamos nossas origens torna-se mais difícil ainda retornar. 
Manter a conexão com duas realidades tão distintas é árduo e cansativo. 
Melhor seria viver apenas em uma só. 
Por isso que vemos a sociedade e suas pessoas e eles parecem viver como se nada estivesse acontecendo. 
Por não conhecerem realidades muito mais agradáveis ao nosso coração, vivem como se estivesse tudo bem. 
É tudo o que conhecem, então eles não podem desejar algo que ainda não descobriram que existe.

E vamos passando nosso tempo aqui. 
Expandindo nosso coração como sempre fizemos... muito antes de aqui chegar. 
Mantendo a Chama Divina sempre acesa e vibrante. 
Mostrando ao mundo que existem formas de viver, que só são acessíveis pelo coração.

Coloque uma boa música, inspire profundamente. 
Siga também essa viagem...
Luz no Caminho,
Bruno Borges
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domingo, 4 de março de 2012

Contos e Lendas da Mitologia Celta.......






Contos e Lendas da Mitologia Celta
Ilustrado por Mauricio Negro

Talvez a Mitologia Celta seja menos conhecida que a grega ou romana, embora seus contos e lendas sobre os feitos de heróis e deuses de modo algum sejam de  inferior beleza.
Este é um livro recomendado para os admiradores das lendas célticas.  O autor Christian Léourier narra diversas de algumas das lendas mais importantes da Mitologia Celta.
Entre tais gloriosas lendas, Lug assegura o triunfo das tribos de Dana sobre os monstros vindos do caos. Enquanto Pwyll conquista o reino dos mortos e o amor de uma deusa. Cûchulainn, sozinho, enfrenta um exercito inteiro. Temos também a lenda sobre a paixão de Diarmaid e Grainne, que mais tarde inspiraria a lenda de Tristão e Isolda.
Chocando-se com o cristianismo, a mitologia celta logo foi caçada pela Igreja sob a alegação de eliminar os vestígios do paganismo. Tais lendas, portanto,  chegaram até nós pelas transcrições de monges irlandeses e do Pais de Gales, por escritos dos historiadores da Antiguidade e descobertas arqueológicas.

Contos e Lendas contidas no livro:
1. O erro do rei Nuada
2. A segunda batalha de Mag Tured
3. A busca dos filhos de Tuireann
4. O Príncipe do Abismo
5. A cavaleira de Aberth
6. A montanha sobre o mar
7. A mulher mais bonita do mundo
8. A fraqueza dos ulates
9. O pedaço do herói
10. O touro Castanho de Cualnge
11. Um voo de cisnes
12. O rei sem reino
13. O casamento de Fionn
14. O ciúme de Fionn
15. A ilha das mulheres
16. O príncipe dos bardos.
Posfácio
Mapa: a expansão dos celtas no século III a.C.
Mapa: A Irlanda e a Bretanha no tempo dos celtas
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A importância da aceitação........

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A importância da aceitação

A importância da aceitação

por Andre Lima - andre@eftbr.com.br

A vida sempre nos traz situações contrárias às nossas expectativas. No nosso dia-a-dia, vários eventos ocorrem fora do nosso planejamento, contrariando aquilo que desejamos. Pode ser até mesmo uma pequena bobagem, como um telefonema que atrapalha a nossa concentração ou uma queda temporária da internet, por exemplo, mas não há um único dia que não ocorra algo em desacordo com as nossas expectativas.

Ao passarmos por essas experiências, geramos dentro de nós uma negatividade. São sentimentos desconfortáveis de raiva, frustração. Todos eles são formas de não-aceitação do ocorrido. Parece algo muito natural e normal.

A não-aceitação é uma resistência interior a algo que está acontecendo naquele momento, ou que já aconteceu no passado. Travamos uma luta interna que gera negatividade e nos faz sofrer por não querermos aquele resultado. Mas a situação já está ali ou já foi. Inconscientemente, é como se acreditássemos que ao criar a resistência interior conseguiremos mudar a situação. Mas é claro que isso é uma ilusão. O que pode mudar a situação em alguns casos é a tomada de alguma providência. A resistência interior adiciona apenas sofrimento para nós mesmos e não traz nenhum resultado prático. Em muitos casos, não há providência alguma a ser tomada e apenas sofremos impotentes com a nossa resistência.

Vamos agora a exemplos práticos. Eu estava a caminho do aeroporto de Recife, para ir ao Rio e de lá pegar outro avião. Recebi a ligação da agência de viagens informando que a companhia aérea que faria o vôo a partir do Rio estava de greve e meu vôo foi cancelado. Imediatamente, começaram a surgir um estado interior de tensão e resistência como se minha mente estivesse dizendo "isso não era para ter acontecido, que coisa chata e agora vai me causar um transtorno...". Mas já aconteceu. Não foi um estado de tensão muito grande, mas consegui percebê-lo. Assim que percebi, resolvi voluntariamente soltar essa tensão e aceitar a situação para que eu ficasse em paz, criando zero de resistência interior ao fato ocorrido.

Esse tipo de resistência surge de forma automática, é um velho condicionamento mental que vem passando por gerações e leva o ser humano a sofrer desnecessariamente. Uns têm esse condicionamento mais intenso e sofrem mais. Já outras pessoas vivem mais profundamente o estado de aceitação quando algo ocorre fora das expectativas e sentem mais paz do que a maioria.

No meu caso, não havia mais nada que eu pudesse fazer, a não ser aguardar as instruções da agência ao chegar ao Rio. Resolvi, então, que iria entrar no estado de aceitação, e a partir daí, tomaria as providências que fossem necessárias, se houvesse. Há alguns anos, essa mesma situação certamente teria causado muito mais sofrimento.

Tudo isso que falei é extremamente simples e óbvio. Mesmo assim, vivemos criando não-aceitação o tempo todo, nas mais diversas situações. Entramos nesse estado de forma inconsciente e é preciso a auto-observação para mudar essa forma de reagir.

A reclamação é uma das formas mais óbvias da não-aceitação. Reclamar da chuva, do atraso, do prejuízo, da doença, do engarrafamento, da comida ou de qualquer outra coisa. Não me refiro em si às palavras que são usadas para apontar uma situação, como por exemplo, ao dizer "o trânsito está lentíssimo e vou chegar atrasado" e, sim, ao sentimento que está por trás das palavras. Se houver um sentimento negativo, é isto que é a não-aceitação.

Se você aponta algo como "o dia está chuvoso" e não há qualquer sentimento negativo por trás, então, não há reclamação. Você está apenas descrevendo o dia, sem sofrimento, aceitando o clima do jeito que ele está. Não há uma resistência interior que inconscientemente tenta mudar o que já é. A partir daí você pode ou não tomar alguma providência, se sentindo em paz.

Mas é possível também  dizer que o dia está chuvoso e sentir uma raiva, frustração ou qualquer outro sentimento. Nesse caso, a descrição do tempo vem acompanhada de não-aceitação, que é uma contrariedade interior, que não fará a menor diferença para o clima, mas nos causará desconforto.

Pode ser que você decida ficar em casa por causa da chuva. A partir daí, podem surgir mais sentimentos de não aceitação que se manifestam através de comentários mentais: "ai, vou deixar de fazer isso e aquilo que é importante...". Mas não tem como fazer agora. E resistir a isso com esses pensamentos e sentimentos apenas gera sofrimento.

Caso decida pegar o guarda-chuva e sair, podem brotar outros sentimentos de resistência que vão gerar pensamentos: "a rua está cheia de lama, e odeio me sujar. Vai acabar com minha escova que dei hoje no cabelo e sinto raiva desse prejuízo".

Normalmente, quando tomamos consciência do quanto esse processo apenas nos causa sofrimento, começamos a -eixar voluntariamente de criar resistência. Mas a não-aceitação aparecerá em vários momentos, involuntariamente, por ser um velho condicionamento. "É muito difícil aceitar as coisas como são!".  É o que a nossa mente vai nos dizer. Na verdade é mais difícil não aceitar, pois há um gasto de energia e gera sofrimento. A aceitação é simples, não requer qualquer ação. É um simples permitir que as coisas existam da forma que são sem ir contra elas nem tentar controlá-las, até por que ir contra interiormente não resolve nada.

Quando nos sentimos incomodados com a maneira de ser de alguém estamos também criando não-aceitação. Ao aceitarmos as pessoas do jeito que são, nosso sofrimento acaba. Isso não significa dizer que você não possa colocar limites ou apontar algo para outra pessoa, ou mesmo se afastar de alguém. Mas você pode fazer isso sem gerar a negatividade interna. Primeiro você aceita, depois age.

Aceitar e depois agir, caso seja possível fazer algo para mudar a situação. E se não for possível agir, que se aceite em paz aquilo que é. Isso pode ser praticado para qualquer tipo de situação e leva a uma vida de crescente paz. Viver assim é agir com sabedoria. Viver na não aceitação é deixar que o ego e a mente condicionada cresçam e dominem nossa vida nos gerando sofrimento. É preciso ficar atento.

Ao aplicarmos *EFT para dissolver a raiva e a frustração que surgem em nós a partir das situações do dia-a-dia, entramos mais facilmente no estado da aceitação. A energia da reclamação, da frustração é dissolvida e os pensamentos negativos desaparecem.

André Lima -EFT Practitioner
*EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar,   http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp  
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12 MANEIRAS DE JOGAR ENERGIA FORA.........

12 MANEIRAS DE JOGAR ENERGIA FORA

Por Vera Caballero

Todas as vezes que escrevo sobre energias, mais precisamente sobre o relacionamento energético entre os seres humanos, recebo dezenas de mensagens de leitores reclamando e pedindo soluções para o roubo de energia. Essas pessoas sempre apontam colegas de trabalho, familiares, amigos e determinados locais como os responsáveis pela sua debilidade energética. Não posso negar que realmente existem pessoas complicadas e ambientes não muito agradáveis.
Hoje chamaremos a atenção de vocês para alguns aspectos importantes. Por mais que existam pessoas desequilibradas e difíceis nós é que somos responsáveis pelas nossas energias e cabe a cada um de nós preservá-la e administrá-la da melhor forma possível. Existem “receitinhas”, orações, banhos, cristais e um arsenal de proteção, que são válidos e eficientes até um certo ponto. Porque aquele que não assume a responsabilidade por suas venturas e desventuras sempre estará vulnerável às energias ao seu redor.
Sabe por que o outro rouba a sua energia? Porque você deixa a porta aberta!!! E depois ainda diz que a culpa é do outro… Para ajudar a refletir, fiz uma listagem de doze atitudes (e olhe que a lista é imensa!) que gastam uma tremenda energia vital. Uma vez desvitalizado e sem proteção fica fácil para qualquer um chegar perto e perturbar seu equilíbrio. Use esta listagem também para pensar porque a prosperidade às vezes passa longe de você. A energia que seria usada para atrair o bem, a felicidade, o amor, o dinheiro acaba sendo gasta de forma inadequada. Confira a listagem e veja o que precisa ser modificado em sua vida!

1. A falta de cuidado com o corpo e hábitos errados

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer sempre são colocados em segundo plano. A correria da vida diária e a competitividade das grandes cidades faz com que acabemos negligenciando aspectos básicos para a manutenção de nossa saúde energética. Quando a saúde física está comprometida, a aura se ressente, ficando menor e menos brilhante, comprometendo nosso sistema de defesa energético. Os exercícios físicos são sempre úteis por nos ajudar a movimentar e eliminar as energias estáticas. As pessoas que são dependentes químicos apresentam verdadeiros rombos na aura e isso as predispõe a toda sorte de assédios espirituais e vampirismo energético.

2. Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia e todos nós sabemos disso: ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho corporal. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos e esse é, aliás, um mal do homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando muita energia. Pensamos tanto que não sobra vitalidade para tomar uma atitude concreta e, o pior, alimentamos ainda mais o conflito.
Devemos não só estar atentos ao volume de pensamentos, mas também à qualidade deles.Pensamentos positivos, éticos e elevados nos recarregam, ao passo que a negatividade e pessimismo consomem energia e atraem mais negatividade para nossas vidas. Observe: pensando você conseguiu resolver o problema? Quase sempre a resposta é ‘não’. Então, mude de atitude.
Relaxe, use uma música suave e entregue o problema para o universo resolver. Mesmo que isso aconteça apenas por alguns poucos minutos. Durante esse tempo sua mente estará descansando. Quando a mente silencia, permite que sua intuição, seu anjo da guarda, Deus, Eu Superior ou o que você acreditar, converse com você e lhe traga inspiração e criatividade  e isso se reverte em mais energia. Os meus alunos têm semanalmente 2 horas para fazer isso, o resultado é muito bom. Que privilégio, não?!!!!

3.  Sentimentos tóxicos

Se você sofre um choque emocional ou sente uma raiva intensa, pode estar certo, até o final do dia estará simplesmente esgotado energeticamente. Juntamente com a raiva você queimou altas doses de sua energia pessoal. Imagine agora um ser que nutre ressentimentos e mágoas, às vezes durante anos seguidos. De onde você acha que vem o combustível para alimentar esses sentimentos tão densos? Não é à toa que muitas dessas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas, afinal, a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade está sendo gasta na manutenção de sentimentos negativos.
Medo gasta energia, culpa também, já a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos e elevados, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima e principalmente a alegria e bom humor recarregam nossa energia e nos dão força para empreender projetos e superar obstáculos.

4. Fugir do presente

Onde eu coloco a minha atenção aí coloco a minha energia. É tendência freqüente do ser humano achar que no passado as coisas eram mais fáceis: ‘bons tempos aqueles!”. Tanto os saudosistas, que se apegam aos prazeres do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas e desatinos de tempos atrás, estão colocando suas energias no passado.
Por outro lado temos os sonhadores ou aqueles que vivem numa eterna expectativa do futuro, depositando nele sua felicidade e realização. Viver no tempo passado ou futuro faz com que sobre pouca ou nenhuma energia no tempo presente. E é somente no presente que você constrói sua vida. O passado e o futuro dependem unicamente do seu momento presente. Aquele que vive sempre no tempo errado não tem em mãos uma dose de energia suficiente para se proteger das energias e locais densos.

5. Falta de perdão

Perdoar significa soltar. Soltar ressentimentos, mágoas, culpas. Soltar o que aconteceu e olhar somente para a frente e viver o presente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos e gastamos menos energia alimentando feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres e abertos para a felicidade. Aquele que não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica ‘energeticamente obeso’, carregando fardos do passado e isso requer muita energia.

6. Mentira pessoal

Todos nós mentimos ao longo de nossas vidas e sabemos quanta energia é gasta posteriormente para sustentar a mentira e, quase sempre, acabamos sendo pegos. Imagine agora quando ‘você é a mentira’. Quanta energia gastamos para sustentar caras, poses, desempenhos que não são autênticos!!! Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos. A mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, a mártir, o intelectual, a lista é enorme. Quando somos nós mesmos a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço. O mesmo não é válido quando queremos desempenhar um papel que não é o nosso.

7. Viver a vida do outro

Ninguém vive só, através dos relacionamentos interpessoais evoluímos e nos realizamos. Mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio que traz senso de limite e respeito por si e pelo espaço do outro nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, será a frustração. Quandointerferimos na vida alheia, nos misturamos com o carma negativo do outro e trazemos isso para nossa vida.

8. Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta de forma muito negativa as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque bem legal para os períodos confusos é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa, os documentos e tudo o que mereça uma boa faxina. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem a mente e o coração. Pode não resolver o problema, mas nos ajuda bastante e traz um grande alívio.
Outra forma bem eficiente de perder energia é não terminar tarefas. Todas as vezes, por exemplo, que você vê aquela blusa de tricô que não concluiu, ela lhe diz inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou! E isso gasta uma energia tremenda! Ou você termina definitivamente a blusa ou livre-se dela e assuma que não vai terminá-la. O importante é tomar uma atitude.
O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão tempo e energia.
E lembre-se, bagunça e sujeira são ótimas moradas para energias densas e desarmoniosas.

9. Afastamento da Natureza

A Natureza é nossa maior fonte de alimento energético e, além de nutrir, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energias.
A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais. Procure, sempre que possível, estar junto à Natureza. Você também pode trazê-la para dentro de sua casa ou local de trabalho. Além de um ótimo recurso decorativo, as plantas humanizam os ambientes, nos acalmam e absorvem as energias negativas e poluentes.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12.  Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.
O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!

Vera Caballero é  Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias. Para entrar em contato, escreva para: contentamento@ig.com.br – Site: Alma Serena
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O SÁBIO..........



O SÁBIO

" Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.

Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.

Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.

Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.

O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."

Lao Tsé
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lugos

 Lugos ou Lug, é um Deus Celta, representado em muitas Lendas como sendo o triunfo da Luz sobre a Escuridão. Ele é o Guardião legítimo da Lança Mágica de Glorias e era particularmente associado ao uso da funda (arma feita de pele de animal com a qual se lançam pedras), com a qual matou o seu terrível adversário, Balor.

Lugh é um Deus que está presente em todos os Panteões Celtas.. Em Gaulês antigo tinha o nome de Lugos, e ao longo do resto da Ilha Britânica, é conhecido como Lug. As Histórias e mitos sobre ele diferem em cada região onde é reverenciado de inúmeras formas e através de diferentes ritos.

Principalmente conhecido como Deus do Sol, Lugh também é um Deus Guerreiro, da Medicina, Druida, Bardo, Ferreiro, Cervejeiro, entre outras coisas.
As suas funções identificam-no como um Deus da Guerra e das Artes Mágicas, mas os poetas e todos os artistas também são por ele beneficiados, juntamente com os guerreiros e os magos. As suas armas sagradas em todas as tradições são a funda e a lança.

Lugh é um Deus do céu e está fortemente ligado com o fogo, com o Sol e com o tempo. Em várias representações suas, Ele aparece com um Torc ( (peça de joalharia Celta ), e uma lança brilhante, que por vezes aparece como sendo um raio.
Ele é o Deus de todas as habilidades, artes e da excelência em todo o empenho imaginável. Ele é visto como o Protetor e Guia do seu Povo. Animais que lhe são especialmente sagrados são, as águias e os corvos que mantêm vigia sobre tudo aquilo que acontece na Terra. A sua Árvore Sagrada é o Freixo.
Embora ele seja representado das mais diversas formas e com atributos diferentes, existem alguns pontos em comum encontrados nos Mitos sobre Lugh em diferentes Tribos Celtas:

Ele é um Deus Jovem com longos cabelos e com a face brilhante como o Sol
Ele é qualificado em várias Artes
Ele é sobrevivente de gêmeos no nascimento
Ele é adotado em criança (na Irlanda por Tailtu e em Gales por Gwydion)
As suas armas principais são a lança e a funda
A sua associação com pássaros e a capacidade de se transformar neles. Lugh, assim como Morrighan, está associado com corvos e gralhas, embora na mitologia Gaulesa ele se transforme em Águia.

Lendas e Narrativas

A história de Lugh começa com o amor secreto entre Cian ( (um Dannan ) e Eithne ( filha de Balor , o Fomoriano.
Balor, para proteger a sua filha, prende-a numa torre muito alta, inalcansável por qualquer meio a não ser pelo voo. Cian, apaixonado por Eithne, pede a uma Druidesa que o torne capaz de voar sobre uma nuvem em cima da torre.

Meses depois, Eithne dá á luz duas lindas crianças (o que comprova que o pai não era um Fomoriano porque os Fomorianos são seres míticos que não devem muito á beleza ). Balor, preocupado e enfurecido com isto, lança as crianças ao mar.
Mas, uma profecia tinha sido feita anos antes, dizendo que uma criança Fomoriana de sangue Dannan provocaria a morte de Balor e este quis prevenir aquele destino fatal.

Uma das crianças afoga-se e a outra começa a nadar. Esta criança é descoberta pelo Deus do Mar, Mannanann Mac Lir que o envia a uma mulher guerreira e feiticeira, Tailtiu , para ser adoptado e cuidado até chegar o tempo em que o menino estivesse crescido o bastante para voltar com os 4 tesouros do Outro Mundo para derrotar os Fomorianos.

O Jovem Lugh foi então levado por Tailtiu que o ensinou e criou. Ele aprendeu depressa. Ela ensinou-lhe tudo o que pôde e enviou-o a outros para ele aprender o que ela não podia ensinar. Lugh teria então de voltar para Mannanan e cumprir o seu destino.


A Cidade de Tara

Os Formorianos dominavam os Dannan através da sua força opressiva. Nuada, o Rei, tinha perdido a sua mão numa batalha. Embora uma outra mão, feita de prata, funcionasse tão bem ou melhor do que a natural, lhe tivesse sido colocada em substituição, ele foi forçado a abdicar do trono devido á lei Celta que proibia qualquer governante a tomar o cargo se tivesse um defeito no corpo.
No seu lugar ficou Bres, um homem bem parecido mas com um semblante rude.
Foi precisamente quando Nuada Argentam "O braço de Prata" estava a celebrar o seu retorno ao trono que Lugh chegou a Tara. Chovia muito e Lugh aproximou-se dos portões e pediu para entrar.
"Como te chamas e o que fazes?" perguntou-lhe o Guarda dos portões.
"Sou Lugh, neto de Diancecht o Curandeiro e filho de Cian e Ethine filha de Balor o Formoriano" respondeu Lugh.
"A que vens?" perguntou-lhe o Guarda
"Vim para oferecer os meu préstimos ao teu Povo."
"Que sabes então tu fazer e que artes dominas ?" disse o Guarda " Ninguém entra aqui sem ser Mestre em alguma Arte!"
"Eu sou carpinteiro" disse Lugh.
"Não precisamos de carpinteiros! Já temos um e bom, o seu nome é Luchtainne." Disse o Guarda.
"Eu sou um excelente ferreiro" disse Lugh.
"Também não precisamos de ferreiros! Temos um e também excelente. O seu nome é Goibniu " disse o Guarda.
" Eu sou Guerreiro profissional" disse Lugh.
"Não precisamos de guerreiros. Temos Ogma e ele é o nosso campeão!" disse o Guarda.
"Eu sou arpista" disse Lugh.
"Também temos um e é perfeito no toque da arpa!" disse o Guarda.
"Eu sou poeta e conheço inúmeros contos" disse Lugh.
"Também temos um e conta contos como ninguém!" disse o Guarda.
"Eu sou Feiticeiro" disse Lugh.
"Também temos muitos feiticeiros e Druidas!" disse o Guarda.
"Então pergunta ao Rei", disse Lugh, "se ele tem um homem que faça todas estas coisas. Se tiver então não tenho razão para entrar". Assim o Guarda foi ter com o Rei descrevendo-lhe o estrangeiro que pretendia entrar e contando-lhe a história. Nuada mandou então que o seu melhor jogador de xadrez para jogar contra o estranho. Lugh venceu com louvor. Oghma , que era campeão do reino, foi exibir a sua força, lançando uma grande pedra pela porta fora. Lugh saiu, agarrou a mesma pedra e pegando nela, atirou-a para o sítio exacto de onde Oghma a tinha tirado. Então pediram-lhe que tocasse arpa. Primeiro, Lugh tocou uma melodia de sono, de forma que todos os que a ouviram, incluindo o rei, dormiram até ao dia seguinte. Depois lançou um feitiço da melancolia, espalhando a melodia de tristeza pelos ares e todos ficaram profundamente tristes. De novo, lançou um feitiço de alegria na melodia, trazendo de volta o bem estar e a alegria a todos.
Quando Nuada viu todos estes talentos, imaginou que este homem poderia ser de grande utilidade contra os Formorianos. Lugh não só entrou em Tara como se tornou Rei durante 13 dias e 13 noites, tendo Nuada ficou sendo o seu conselheiro durante este seu reinado.


Com o passar das épocas, Lugh se transformou no símbolo essencial entre todos os festivais, lendas e histórias irlandesas. Sendo conhecido e venerado como o Deus de todas as habilidades.
Senhor da Luz celta.

O festival de Lugnassadh ostenta seu nome, o qual significa a luz ou o brilho.
Também foi associado com o Deus romano Mercúrio.

http://www.guardioesdaluz.org/index.php?option=com_content&view=article&id=93:deus-lugh&catid=34:mitologia&Itemid=49








Contam as lendas que Lugh, estando no Reino de Lochlann (terra-natal fomoriana), tomou conhecimento das más intenções dos Fomorianos com os Tuatha Dé Danann e prontamente foi correndo pra avisa-los. Assim, depois de atravessar terras hostis e mares bravios finalmente chegou a Tara, a capital dananiana, só que lá enfrentou o mais insólito obstáculo entre todas as aventuras de sua vida : Um velho guerreiro que fazia guarda na porta do reino dananiano não queria deixa-lo entrar!


Sem dúvida seria fácil para Lugh vencer aquele reles ´´porteiro´´ , porém, iria com isso revelar sua identidade que com tamanho zelo ocultou durante toda a viagem para que os Fomorianos não suspeitassem dos propósitos de sua presença no Reino Dananiano. Igualmente corria o risco dos Tuatha Dé Danann encarassem isto como um ato de grande desrespeito e como efeito tentassem mata-lo antes que tivesse chance de dar qualquer explicação.

A solução
Ocorre que Lugh era um bom guerreiro não só nos punhos como também no uso da palavras , daí partiu para convencer o guerreiro a permitir a sua entrada em Tara sem que em nenhum momento podendo revelar sua intenções ou mesmo quem era. Finalmente depois de muito papo o "porteiro" argumentou que até poderia deixa-lo entrar só que havia uma rígida regra no reino de que só poderia viver entre os dananianos àqueles que demonstrassem serem úteis seja em suas habilidades ou no exercício de algum oficio entre os quais não houvesse nenhum expert entre os Tuatha Dé Danann.
Infelizmente para cada arte e oficio que Lugh dizia ser um conhecedor o porteiro retrucava que já havia no reino alguém ocupado de exercer a mesma arte e oficio, o que salientava o fato de ser proibida a sua presença entre os dananianos por conta dos costumes locais.
Pensativo, então Lugh finalmente indagou ao velho guerreiro se havia alguém entre os Tuatha Dé Danann que fosse conhecedor de todas as artes e ofícios tal como ele bem como também reforçou o argumento se o rei não ficaria furioso com o "porteiro" se soubesse ter sido ele o responsável por ter deixado ir embora alguém tão valioso.
O velho guerreiro engolindo seco e temeroso da ira do rei deixou que Lugh entrasse , só que exigindo que se apresentasse provas do que dizia pessoalmente ao monarca sob pena de ter a língua cortada por tamanha mentira.

O desafio
Eram tempos de grandes festas e celebrações entre os dananianos por que tinham se livrado da tirania fomoriana e recuperado o trono para um dos seus como rei dos Tuatha Dé Danann, fazendo o valoroso Nuada Mão de Prata como regente daquele povo. Neste clima bem festivo chega um forasteiro que vinha trajado com roupas suntuosas alegando ser um mestre em todas as artes e ofícios para se apresentar ao rei e requerer o direito de morar no reino.
Nuada Mão de Prata ouvia divertido o que dizia o velho guerreiro sobre a conversa que ele teve com aquele estrangeiro a sombra do portão da entrada do reino e com bom humor disse que até permitiria a entrada do estranho já que tamanha imaginação e criatividade para mentir realmente era um "dom" que nenhum dananiano possuía. Para tanto bastaria que o enigmático homem bem trajado confessasse que mentiu...
Lugh não se fez rogado e declarou em alto e bom som para todos os presentes que não estava de forma nenhuma mentindo, exigindo em nome de sua honra e do bom nome dos seus ancestrais que o rei permitisse prová-lo mesmo que as custas da própria vida se porventura falhasse. Dito isto jogou sua espada aos pés de Nuada fazendo uma mesura com as mãos para indicar que podia usa-la para dar fim a sua vida, não dando alternativa ao rei senão aceitar o desafio.
Um por um cada dananiano foi chamado para demonstrar perante o rei sua excelência no domínio de uma arte ou oficio, dando chance para Lugh fazer o mesmo com o desafio de mostrar que podia faze-lo bem melhor . Ao final o impossível parecia ter ocorrido e realmente Lugh triunfou sobre todos.

O triunfo
Entre espantado e admirado o bom rei Nuada pegou a espada de Lugh e disse que a guardaria como lembrança de que os Tuatha Dé Danann devem também confiar nos estranhos que chegam as portas do reino para desfrutar do seu convívio, proclamando que dali em diante aquele estranho deveria ter o direito de viver entre os dananianos. Dito isto Nuada percebeu surpreso que até então não sabia o nome do forasteiro, porém, sem dúvida alegou que um bom título a ele seria chama-lo de Ioldanach que quer dizer Mestre dos Mil Talentos.
Retribuindo a lisonja, aquele "forasteiro" passou a declinar sua origem desde o mais remoto ancestral até que para curiosidade dos presentes foi citado que ele era o filho nascido da união de Cian com Ethniu, neto pelo lado paterno do honorável mestre nas artes da cura entre os Tuatha Dé Danann que era Diancechet e pela parte materna do não menos lendário entre os Fomorianos do gigante Balor. Dando uma pausa e deixando cair ao chão o disfarce que ocultava sua identidade ele arremata dizendo alto como um trovão: Eu sou Lugh!
Antes que todos os presentes recuperassem o fôlego perdido pelo grande espanto causado pela revelação, Lugh relata em detalhes os planos sórdidos dos Fomorianos de invadir o reino dos Tuatha Dé Danann e reduzir a todos dananianos a condição de seus escravos. Esta alerta de Lugh foi providencial para os Tuatha Dé Danann saíssem vitoriosos na guerra que se avizinhava...

A Verdadeira Fonte da Força de Lugh
Lugh foi criado desde da tenra infância com grande carinho por Tailtui, mulher que na origem era uma simples serva das mais humildes entre os Tuatha Dé Danann, mas que pelo o qual o "Mestre dos Mil Talentos" sempre nutriu mais carinho e respeito do que por seus verdadeiros pais biológicos (Cian e Ethniu) - apenas casados por conta de acordos políticos para selar aliança entre os Formorianos e Tuatha Dé Danann.
Explica-se tamanho amor filial de Lugh , pois como mestiço era visto com desconfiança e até desprezo tanto pelos familiares do lado materno quanto paterno, apenas restando como apoio aquele dado de maneira solitária por Tailtui que impossibilitada de ter seus próprios filhos correspondeu dando a ele tudo o que podia em afeto maternal possível de ser humanamente concedido.
Não resta dúvida que foi Tailtui a principal responsável em motivar o jovem Lugh lutar por um lugar ao Sol de destaque tanto entre Formorianos quanto os Tuatha Dé Danann, impelindo desde cedo a praticar esportes e estudar com afinco ao ponto de ficar invencível como guerreiro, virar o mais habilidoso dos artesões e um sábio reconhecido pelo valor da extensão de seu conhecimento enciclopédico.
Não por menos em nome de honrar a memória e sabedoria de sua mãe de criação Lugh fez questão de instituir na data da morte de Tailtui (01 de agosto) uma espécie de "feriado" religioso. Posteriormente que consolidou-se o Lugnassad como uma data anual de esportes em honra a Lugh que sempre se revelou um aficionado por todo tipo de disputa.

Lugh, o Guerreiro Sábio
Ele carregava em seu sangue a ascendência de dois povos eternamente inimigos desde a aurora dos tempos, contando com a rara beleza e inata sabedoria mística dos Tuatha Dé Danann aliada com a estupenda força e fúria de combate que apenas um verdadeiro membro da raça dos fomorianos poderia demonstrar.
Este era o filho nascido da união de Cian com Ethniu, neto pelo lado paterno do honorável mestre nas artes da cura entre os Tuatha Dé Danann que era Diancechet e pela parte materna do não menos lendário entre os Fomorianos do gigante Balor que com o mero olhar trazia a morte de seus inimigos. Este era Lugh!
Apesar de ser um nascimento resultante de um dos vários casamentos que foram arranjados intencionalmente com o desejo de conseguir selar uma aliança duradoura entre Fomorianos e os Tuatha Dé Danann , o fato que Lugh era um filho amado por Cian e Ethniu que com o tempo fizeram frutificar o amor desta união oriunda de uma obrigação política infligida em nome da Paz .
Desde cedo revelou ser um hábil guerreiro e grande caçador o que rendeu o apelido entre os Fomorianos de "Lamhfada" (Mão Comprida ou Atirador a Distância) numa referencia a maestria como manejava armas como a funda, correntes e lanças.
Por sua vez, os Tuatha Dé Danann conheciam Lugh principalmente pelo título de "Ioldanach" (Mestre de Todas as Artes ou Senhor dos Mil Talentos), pois dominava com excelência todos os ofícios, era um artista consagrado em todas as Artes e não havia saber humano que lhe fosse estranho.
No campo de batalha Lugh podia ser visto a grande distancia, destacando-se do meio da multidão não só por sua alta estatura como pelo fato de carregar um enorme lança de prata que reluzia com uma luz cegante e vir sempre de perto acompanhado de um cão de pelo tão negro como a noite.
A lança dizem foi trazida pelos Tuatha Dé Danann de seu lar original(a mítica cidade de Gorias), possuindo propriedade mágicas que a faziam ter vida própria e sendo tão sedenta de sangue que era preciso até o momento de usa-la botar na sua ponta um preparado sonífero feito de folhas papoula sob o risco dela sair matando a todos a sua volta!
O cão de Lugh, chamado em algumas lendas de "Failius", mantinha-se fiel ao lado do dono durante todo tempo do combate como um feroz companheiro nas batalhas e possuindo virtudes mágicas em sua pele que fazia transformar em vinho qualquer água corrente em que se banhasse.
Lugh era uma rara prova de como superada as inimizades entre os Tuatha Dé Danann e Fomorianos poderia a união daqueles povos gerar como prole seres que estariam condenados pela mão do destino em sua superioridade a serem Mestres da Humanidade e Deuses entre os Homens!
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