quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Gaia


Gaia - A Mãe Terra

  • Raça: Deusa Primordial
  • Aspectos: Deusa-Mãe; Deusa-Terra, Deusa da Natureza.
  • Cônjuge: Urano
  • Filiação: Não possui.
  • Descendentes: Urano; Pontos; Óreas; ciclopes; hecatônquiros; Titãs; Píton; Ceto; Euríbia; Nereu; Fórcis; Taumante; Equídna; Tífon; dentre outros.
  • Aliados: Todos os seus descendentes da linhagem do Céu.
  • Plantas relaccionadas: Todas
  • Atributos e símbolos: Gestação; árvore; cereais.

Os romanos a chamavam de Tellus, os vikings de Nerthus, os yorubás de Oduduwá. Todos esses epitetos e nomes são a mesma Deusa, a Terra. Gaia (ou Géia) é a Terra, foi a primeira Deusa a ser cultuada como principal divindade. Gaia foi uma das primeiras divindades do Universo. Sem intervensão masculina, ela pariu Urano (o Céu), Pontos (o Mar) e os Óreas (montanhas). Ela teve relações com muitos Deuses, mas sua principal linhagem é com o Céu. Com ele, Gaia gerou várias criaturas, gerou ciclopes, hecatônquiros (centímanos), e os Titãs e Titanides. Podemos dizer que Gaia (a Terra) com Urano (o Céu) gerou a vida terrestre, gerou todos nós.
Neste tempo, Urano se tornou líder de todo o Universo e mantinha seus filhos trancados no ventre de Gaia (seu ventre é o Tártaro). Gaia não aguentava constante dor, e então pediu a seus filho Titãs que cortassem os testículos do pai com uma foice. O Titã que aceitou o plano foi Cronos (Saturno). Quando o Céu estava prestes a fecundar com a Terra (com a chuva vinda do Céu), Cronos aproveitou e cortou os testículos dele e salvou os irmãos. Entretanto, ele salvou apenas os Titãs, enquanto os ciclopes e hecatônquiros mantinham presos no Tártaro. Mais Tarde, Zeus, filho de Cronos, destronou o pai, salvou os irmãos, os ciclopes e os hecatônquiros e deixou preso os Titãs.
Gaia odiava (e ainda odeia) essa rivalidade entre seus descendentes. Ela só quer que todos os seus filhos sejam fraternos, não quer ver ninguém se odiando, fazendo guerra ou preso no Tártaro. Ela odiou quando Cronos prendeu os outros irmãos, e odiou quando seu neto Zeus prendeu os Titãs. Hoje em dia, Gaia está em constante perigo por causa de seus descendentes, nós mesmos, que Lhe devastamos, poluímos e acabamos com Seus recursos. Temos que preservar o que resta, temos que consumir com responsabilidade, para que a Terra possa novamente se erguer e continuar nos sustentando. Precisamos ajudar nossa matriarca, Gaia, assim como Ela nos ajuda.







Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento. Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência. 
A princípio, de Gaia nasceu Urano ou o Céu, que uniu-se a ela gerando os Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador Pai do Tempo. Entretanto, Urano tomou-se de aversão a todos os seus filhos: desde que nasciam, encerrava-os em um abismo e não os deixava ver o dia. Tal atitude motivou uma grande revolta e acabou, com o consentimento de Gaia, castrado pelo seu filho Cronos. O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes. Cheio de mágoa e em conseqüência da mutiliação de que fora vítima, Urano morreu. 

As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos. Em grego Cronos quer dizer o Tempo. Este Deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo, o Tempo que não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam. 

Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Temis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges. 

Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol. Deste modo, a sua natureza participa e todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.
A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele. 

Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo. As alegorias moderna descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrum, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite de seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares. 

Gaia foi também, a profetiza original do centro de advinhação da Grécia Antiga: o Oráculo do Delfos. O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam. 

Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses. Na mitologia romana é conhecida como Tellus. Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza. Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores. 

ARQUÉTIPO DA TERRA 

Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva. 

A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza. 

A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado. 

Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno. 

Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.

RECONHECENDO A DEUSA

As imagens mitológicas da Grande Mãe, Criadora do Universo, são numerosas, como numerosos são estágios da revelação do ser dela, mas a forma mais difundida e conhecida de sua manifestação, a forma que define sua essência é a de Terra Mãe.
Reverenciar os princípios femininos e a consciência da Deusa Gaia, nos ajuda a nos colocar em contato com a beleza e a magia da natureza e todas as suas criaturas.
Reconhecer esta Deusa da Natureza, como nossa Mãe Terra amorosa, ajuda a expandir nosso respeito ao meio ambiente e nossa busca do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas, para que, em lugar de competir, trabalhemos juntos, para o bem individual e coletivo.
A maioria das mulheres, já lançam mão da sabedoria da Deusa, para ocupar seu espaço na terra e no presente milênio.
Vamos deixar que a Deusa renasça e se expresse em nossas intenções, vontades e desejos, para que possamos extrair de nosso corpo os movimentos sagrados de sua dança e deixar que embale nossos sonhos.

NUTRI TEU AMOR PELA TERRA

Reverenciar Gaia não requer nenhuma fé, a simples consciência das manifestações da natureza que ocorrem a nossa volta, já é o bastante para absorvermos sua energia. Nos conectarmos com Gaia é mais simples ainda:
Caminhe descalços na terra, areia ou grama, a sensação é deliciosa;
Em uma praça ou jardim, feche os olhos e tente identificar o cheiro das flores;
Coma seu alimento de cada dia consciente que tudo é presente de nossa Mãe Terra;
Abrace um bebê e admire conscientemente o milagre da vida;
Sente-se na grama e observe as formigas trabalhadeiras em seu diário trabalho de sobrevivência;
Coloque os pés descalços na terra e brinque de árvore, enraizando-se e sugando a seiva da Terra;
Você mesma pode inventar seu ritual, desde que esteja em contato com a Natureza, tudo é válido. 

Texto pesquisado e desenvolvido porRosane Volpatto


Fontes: http://dodecateismo.blogspot.com.br/2011/06/gaia.html
http://www.xamanismo.com.br/Consciencia/SubConsciencia1191766640It003

Um pouco sobre Satanismo e Luciferianismo...

Satanismo e Luciferianismo: uma Faca de Dois Gumes!

Por Cauê de Barros Braga
Satan LuciferHá algum tempo pessoas tem discutido a diferença entre o Luciferianismo e o Satanismo. Fóruns foram abertos, diálogos expostos, divergências alardeadas! De modo que pareceu formar-se um pelotão de fuzilamento a todos aqueles que mantivessem uma visão confluente destas duas vidas, que na realidade são uma só! Este ensaio visa conciliar e sanar esta encruzilhada crucial e preponderante...
O primeiro ponto que devemos expor sobre isso é o fato do Luciferianismo cultuar a figura de Lúcifer e o Satanismo cultivar a figura de Satã. Temos aqui a primeira diferença. Agora cá entre nós, se ambos os míticos seres evocam um simbolismo análogo e sincrético, como podemos afirmar que se trata de diferenças reais?! Não são dois nomes diferentes para uma mesma "divindade" e "energia"?! Assim como Ísis que tinha em si centenas de aparições, como o arquétipo da grande mãe universal?!
Satã é um nome peculiar que remonta na realidade ao Deus Egípcio Seth, o arquétipo da consciência de si (Selfiana) que todos guardamos em nós, imanentes. Lúcifer, por outro lado representa a Mônada, a essência divina em nós. O Portador da Luz que ilumina as mentes da humanidade. Satã é o fogo ao passo que Lúcifer é o ar! Eles não se alimentam mutuamente?! O fogo pode existir sem o oxigênio?! Mais uma vez, onde está a distinção de uma via e outra?! Não são arquétipos em comum?!
Alguns argumentam que o Satanismo é uma via idólatra, que cultua a figura de um papa, com corolários mais que argamassados. Entretanto, nada poderia estar mais longe da verdade, pois o satanismo é totalmente Libertário neste sentido! Sustentam ainda, destarte, que é uma via que endossa a histeria do ser humano como um super-herói, sendo necessariamente superior ao seus "semelhantes" e a expressão mais sórdida do reino animal por outro lado! Hora, sabemos muito bem que o Luciferianismo também advoga a excelência em seus padrões e também prima por uma busca pela auto-perfeição, pela magnificência, ao passo que tem a premissa de se aceitar enquanto ser humano, de ter níveis realistas de auto-análise. Esta não é uma busca símile em cada uma destas ideologias?!... Acaso o Satanismo não conclamou a derrota da ilusão da egolatria em suas premissas?!
Um aspecto que muitos utilizam para distinguir um viés do outro é justamente a crença em Deus e no Diabo, a forma como eles encabeçam estes aspectos em suas filosofias. Pois bem, se alguns são ateus e outros agnósticos e outros ainda deístas, todos sabemos. A questão é identificar que diferença isso faz no "conjunto" que se demonstra à nós!
Ser ateu não é um estigma ao qual o Satanismo tenha de carregar, mesmo que alguns de seus representantes alteiem-no mais alto a ponto de beirar a vertigem. O Satanismo não pode se resumir a este ou aquele concidadão apessoado, por mais talentoso que seja, pelo contrário, é uma ideologia livre deste fardo, tanto quanto o é o Luciferianismo! Acaso haveremos de negar que existem Luciferianos que são tão incrédulos quanto qualquer "Satanista Moderno"?! Outro disparate, aliás, que se arraiga em nossa sociedade!
Muitos movimentos sustentam que existem grupos tradicionais, agora nenhum deles carrega uma patente legítima em seus estandartes, apenas pretenções, é isso que temos! Pretenções! O Satanismo é um fenômeno universal que existia no passado tanto quanto no presente, isso quando falamos de Essência, pois o "Papel do Adversário" sempre se fez unânime em toda História! Há aparições dele aos quatro cantos do mundo, vestígios de seus rastros é só o que existe!
Doravante, se a problemática do âmbito Tradicional e Moderno não é suficiente para firmar uma distinção de um movimento e outro, o que será então que nos resta para auferir?! Tratar-se-á do fato de Lúcifer remontar à Grecia Antiga, estar aliado ao mito de Prometeu, do Demiurgo e por isso não estar aprisionado à ótica da Idade das Trevas?! O Satanismo também não é pré-cristão acaso?! Ambos os movimentos não lidam com o imaginário medieval que nos circunda até a presente data?! Não se nutrem dele para ser um movimento contra cultural por natureza?!
O que poderemos dizer então do aspecto devocional?! Lúcifer e Satã ainda são seres distintos não é mesmo?! Então, está é meramente uma particularidade de cada um. Adotar o simbolismo particular de uma "heráldica" é uma possibilidade que cabe ao adepto, exclusivamente! O Satanismo foi o primeiro a dar o exemplo cultuando o panteão demoníaco como um todo, e de ter quatro príncipes infernais ao invés de um só mandachuva! O mesmo por sua vez não poderia ter surgido como "Luciferianismo" em seus primórdios, faz alguma diferença afinal?! A questão que levantamos é que o termo Satanismo sempre foi mais famoso e impactante, ao passo que o termo Luciferiano não era tão utilizado assim!
O fato é que outros podem surgir com um tal de Belialismo, ou Leviatanismo, ou Belzebuísmo... Isso fica bem claro no caso da utilização do Altar Satânico, onde muitos dos seus devotos orientam-no para o norte (Belial) ou mesmo para o oeste (Leviatã) ao invés de firmá-lo no sul (Satã)! Tal aspecto é subjetivo e não importa tanto assim! O Importante mesmo é que todos eles lidam com o sinistro, com a noite, com a glória magistral da Escuridão! São epítetos que velam o mesmo mistério, todos estão fadados à se confrontar com seus demônios e diabos!
Se o Luciferianismo tem em Prometeu o contato com o Sol, em seu aspecto matutino (A Estrela D´alva), Satã tem em Seth a força que o mantém atrelado à dinâmica Ísis (Lua-Mãe), Osíris (Sol-Pai) e Hórus (Filho)! Ele é o mágico silêncio que movimento a grande dialética do princípio masculino e feminino, por isso mesmo também é solar em si, tanto quanto o Lúcifer o é! Seth mata Osíris, que representava o antigo reinado patriarcal; Ísis o recolhe em seu ventre, quando então surge Hórus, o filho do sol e da lua! Um arquétipo perfeito do Tao! Satã neste caso não é Luciferiano?!
A problemática de existirem Satânicos que se pautam no Bestiário Cristão não invalida a premissa desta Ideologia como um todo, por sua vez. Afinal, a mesma coisa pode acontecer no Luciferianismo! Grupos cultuando a figura de Lúcifer à lá Cristianismo Invertido, tendo em Lúcifer o seu Grande Mestre da Noite, do Profano Sabá! E isso existe de fato, como é o caso do sincretismo existente em cultos afrobrasileiros!
Agora nos contem, porque o Luciferianismo pode se dar ao luxo de ser imune à tal problema e o Satanismo não?! Não estamos desvelando agora um acordo que não partiu de nós, Satanistas, mas de déspotas ridículos e miseráveis?! Que intentam nada mais que empossar o archote da luz em seus berços imundos de trevas literais! O Templo de Seth não é um exemplo nítido de que o Satanismo pode ser tão Luciferiano quanto qualquer movimento autointitulado?! Não é o retrato da própria maleabilidade (Ar-Lúcifer) que esta ideologia sustenta em si mesma, desde os seus primórdios?!
Claro, o intuito deste manuscrito não é pregar uma uniformidade, mitigando a capacidade dos homens de buscarem a diversidade e a individualidade tão salutar. Só o que estamos a fazer é tentar acabar com a suposta superioridade do Luciferianismo em relação ao Satanismo, o que é uma postura totalmente conveniente da parte de alguns, que acabam descambando para uma postura ególatra de vida, que só vêem a verdade em seus berços ao invés de identificá-la também nos demais. Somos, portanto, totalmente contra tal posicionamento!
O Satanismo e o Luciferianismo são, doravante, uma faca de dois gumes, um instrumento só que tem em si amplas finalidades, tanto a de ser um instrumento mortal e destrutivo (que ataca a velha ordem!) como uma ferramenta utilizada para a secção de áreas mórbidas da mente subconsciente. Um aparato metamórfico de transmutação do ser como um todo... Socialmente ambos têm uma finalidade única em termos estruturais, possibilitando a cobertura de novos diálogos culturais!
O Satanismo como Elemental Fogo retrata e evoca a fúria e a violência. Lúcifer como o Elemental Ar concentra as qualidades da maleabilidade e docilidade, mas que pode tanto ferir como acalentar! Todos eles são símbolos duais. Enquanto o Satanismo pode destruir os templos das arcaicas teologias, para reformá-lo (reconstruí-lo) por inteiro! Lúcifer, como Iluminação, tem o papel de construtor dos novos arautos da Religião e do Homem. Sendo estes o compasso e o esquadro do hexagrama thelêmico, o mundo espiritual e carnal unidos num só plano, no duplo contexto que compõe a vida!
O Fogo ao mesmo tempo que destrói também ilumina; a descoberta e o domínio dele representou um dos momentos mais imprescindíveis da evolução humana, quando o homem primitivo pode ter seus primeiros momentos de reflexão e "viagens siderais", sob o véu da noite, despertando seus poderes psíquicos... Foi a época também que adquiriu uma maior confiança em si e que teve uma maior proteção contra as adversidades que envolviam o entardecer! O Fogo era o Símbolo da luz, as vestais são exatamente a representação da pureza! Satã em tal aspecto não é um Lúcifer?! Acaso podemos negar tal evidência?!
Pensem meus amigos! Não é preciso ir muito longe para se dar conta de que tal disparate é fruto apenas da ignorância, e tal homologação não sairá do papel! Este estatuto foi rasgado ao meio, e limpamos com ele o rabo de nosso Ilustre Diabo das Eras, para continuarmos a praticar, nos tempos modernos, o nosso honorável e sublime Osculum Obscenum! Amém...

Beau Geste


Indicação dos livros do Maleficence...

Fazendo um pouco de merchandising, nosso querido amigo Maleficence está com dois livros publicados, aos que puderem prestigiar esse autor maravilhoso, agradecimentos infinitos.......rs

Ensaios do Maleficence
Impresso
R$ 55,85
Ebook
R$ 12,06
Satanomicon
Impresso
R$ 52,08
Ebook
R$ 12,06






Namastê!

Luna

Qual a sua música?.....

Qual a sua música?





Durante minhas vivências com o grupo Piracema, em uma das palestras que apresentamos e assistimos, ouvi de uma palestrante uma história muito interessante.

"Há uma tribo de índios na amazônia que prepara o bebê desde a sua germinação.
O Pajé da tribo, chega próximo da barriga da mãe e ouve a canção do bebe.
Enquanto ele ouve, começa a entonar a canção e todos da tribo em volta
Começam a entoar a mesma canção, dando as boas vindas a nova vida.

Perguntei ao Pajé, como ele ouve essa canção e qual o motivo?
O Pajé em sua sabedoria olha nos meus olhos e diz em sua serenidade.
- Todos possuem uma música, ela é cantada sempre que necessária para cada um da tribo.
- Cantamos nos seus ritos de passagem, e principalmente quando a criança esquece quem é.
- Se ele se desarmonizar com a tribo, todos cantamos sua canção para ele se lembrar de quem é!"

http://alcorujao.blogspot.com/2011/08/qual-sua-musica.html?showComment=1314643378842#c8972503476484881007

Visão geral sobre os mitos celtas

Visão geral sobre os mitos celtas


Os mitos celtas foram preservados através das tradições orais e através dos registros escritos de monges cristãos, poetas e escribas medievais, que se ocupavam em traduzir as lendas e os contos, que os celtas e seus descendentes contavam entre si.

O universo irlandês foi o que melhor conservou as tradições celtas, pois a Irlanda nunca fora invadida por Roma, portanto, seus mitos se tornaram mais precisos, mesmo que de forma oral. A escrita entre os celtas se deu, por volta do século V d.C. com a chegada do cristianismo através do monge São Patrício.

Os mitos irlandeses

Muitos dos mitos irlandeses sofreram modificações conforme o contexto cristão, como é o caso dos contos irlandeses de "Lebor Gabála Érenn - O Livro das Invasões", uma coleção de manuscritos redigidos em forma de poema e prosa, que narram as origens míticas e histórias da Irlanda até o século XI.

O mais antigo manuscrito irlandês é o compêndio conhecido como, "O Livro da vaca marrom - Leabhar na hUidre", que contém parte da "Invasão do gado de Cooley - Cúailnge Tain Bó", no Ciclo de Ulster e que nos conta a saga do grande herói celta CuChulainn e suas façanhas.

A maioria dos registros históricos sobre os mitos celtas na mitologia irlandesa, está guardada e preservada em universidades e bibliotecas nacionais da Irlanda. Os manuscritos mais famosos são:

- Lebor Gabála Érenn (O Livro das Conquistas).

- Lebar na Núachongbála (O Livro de Leinster).

- Leabhar Baile an Mhota (O Livro de Ballymote).

- Leabhar Mór Mhic Fhir Bhisigh (O Grande Livro de Lecan).

- Leabhar Buidhe Lecain (O Livro Amarelo de Lecan).

- Leabhar Feirmoithe (O Livro dos Fermoy).

Existem algumas versões diferentes dos mesmos contos em cada um desses manuscritos. O mais famoso deles "Lebor Gabála Érenn - O Livro das Conquistas" possui interpretações mais detalhadas sobre vários contos, que também estão descritas no "Livro de Leinster", no "Livro de Ballymote", no "Livro Amarelo de Lecan" e no "Livro dos Fermoy".

Diante das várias formas de descrever os mitos irlandeses, citaremos uma visão geral sobre os contos celtas mais conhecidos, facilitando a pesquisa e o estudo, os quais foram divididos em quatro grandes ciclos principais:

1°- O Ciclo Mitológico Irlandês: o ciclo sobre a história mítica da Irlanda e suas origens, com uma série de invasões, dos Tuatha Dé Danann até a chegada dos Milesianos.

2°- O Ciclo de Ulster: ciclo sobre o reinado de Conchobar Mac Ness, Rei de Ulster, no início da era cristã e os feitos do herói CuChulainn e os guerreiros Ulaid, chamado antigamente de "Ciclo do Ramo Vermelho".

3°- O Ciclo Feniano: ciclo das histórias populares, por volta do século III, conhecido também como Ciclo Ossiânico, que conta a trajetória de Finn Mac Cumhail e os Fianna.

4°- O Ciclo Histórico ou dos Reis: ciclo das histórias e feitos dos reis Milesianos, que inclui alguns períodos históricos do Ciclo do Ulster, contada pelos antigos bardos.

Há ainda outras histórias que não se enquadram em nenhum desses ciclos e que falam sobre aventuras e viagens ao Outro Mundo, associados ao oeste e à água, conhecidas como immram ou immrama, no plural, em que se descrevem as jornadas místicas de heróis pelo mar rumo a Tir na nÓg.

Os mitos galeses

Os mitos celtas também são retratados através da mitologia galesa, seguindo a tradição oral e conservados, nos onze contos do Mabionogion, agrupados em três grupos, uma coletânea de manuscritos em prosa escritos em galês medieval, nome dado à coletânea pela tradutora inglesa Lady Charlotte Guest, em 1849. São eles:

Quatro Ramos do Mabinogi: ciclo mitológico das três famílias de Deuses.

- Pwyll, Príncipe de Dyfed
- Branwen, a Filha de Llyr
- Manawyddan, o Filho de Llyr
- Math, o Filho de Mathonwy

Contos Nativos: lendas célticas compiladas por Lady Charlotte Guest.

- Magnus Maximus
- Lludd e Llefelys
- Culhwch e Olwen
- Hanes Taliesin

Romances Arthurianos: versões galesas dos contos arthurianos.

- Owain, a Dama da Fonte
- Peredur, filho de Efrawg
- Geraint e Enid

Conheçamos, então, os grandes ciclos e seus contos extraordinários.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Fontes da pesquisa:
BELLINGHAM, David - Introdução à Mitologia Céltica - Lisboa: Ed. Estampa, 1999.
GUEST, Lady Charlotte - The Mabinogion - Ed. Kinkley, 1887.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MONAGHAN, Patricia - The Encyclopedia of Celtic Mythology and Folklore - Facts On File: New York, 2004.
SQUIRE, Charles - Mitos e Lendas Celtas - Ed. Nova Era, 2003.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
http://brumasdotempo.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Índios

Índios


Traduzido de "Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn por Leela

Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio
e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos e pretos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríam pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

Mais uma celebração!

Mais uma celebração!






Nyctaluz Noctula





Gira a roda do ano de novo
é momento de celebração
alegria ao rever nosso povo
só contento vai no coração
Encontramos na hora marcada
combinados, de novo afinal
organizados, já a hora passada
é chegado mais um festival
Lá Brigid nos espera radiante
com seu fogo intenso a brilhar
Novamente estamos no instante
com os irmãos outro comemorar
Alegiras, a noite vem calma
Trazendo os seres da floresta
Felicidade e energia vai nalma
Tudo vibra, é hora de festa
Auxiliando companheiros antigos
E também aos rescém chegados
É tão bom estar-se entre amigos
Vendo todos assim maravilhados
Voltando aos nossos lares agora
Vivenciando ainda esta celebração
Sabedoria que passou em boa hora
Nos trazendo aprendizado e lição
Mais um Oimelc já se passou
Gira a roda do ano outra vez
Na primavera que tempo esquentou
Na semente que ao chão se fez


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ENERGIAS TELÚRICAS - DOS CELTAS AOS DIAS ATUAIS

ENERGIAS TELÚRICAS - DOS CELTAS AOS DIAS ATUAIS


Envoltos numa aura de mistério e magia, os celtas despertam um grande fascínio sobre nós através de seus antigos símbolos perdidos no tempo, da arte e dos mitos, onde espirais e círculos sagrados vibram intensamente até os dias de hoje, com tamanha vivacidade, que nos chega a ser irreal.

Os antigos montes de Newgrange, Knowth, Dowth, Fourknocks, Loughcrew e Tara, na Irlanda, são maravilhosos exemplos de espirais celtas, conhecidos como "As Espirais da Vida", representando de um modo geral o ciclo da vida, da morte e do renascimento.

As primeiras referências que temos sobre os povos celtas encontram-se na literatura greco-romana, por volta de 500 a.C., considerados como sendo os introdutores da metalurgia do ferro na Europa, dando origem à Idade do Ferro, neste continente. Há indícios, também, de uma cultura pré-cética ao redor do Danúbio, no ano de 1000 a.C., chegando à Idade do Bronze por volta do ano 1500 a.C.

Os celtas eram compostos de várias tribos, sendo que cada uma possuía seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, possuíam uma cultura em comum, uma raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes, a religião e, conseqüentemente, os sacerdotes.

Os druidas eram os sacerdotes dessas tribos e o druidismo, por sua vez, um fenômeno exclusivamente celta, ou seja, o druidismo era a religião dos celtas. É quase impossível falar dos celtas sem falar dos druidas e vice-versa.

Para os celtas, os fenômenos naturais eram forças sobrenaturais reconhecidas, na sua maioria, como divindades femininas na forma de Deusas Mãe e veneradas de alguma forma. Eles acreditavam que toda árvore, montanha, pedra ou fonte de água possuía um espírito próprio e, por isso, eram dignos de veneração.

A mulher na sociedade celta era vista como a imagem simbólica da soberania e da fertilidade. Eram reconhecidamente guerreiras, mães, mulheres feéricas (fadas), rainhas, druidesas e sacerdotisas.

"As heroínas femininas épicas apresentam múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como o triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão." Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.

O triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas". Este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida, do universo e aos três reinos: a Terra, o Céu e o Mar.

Sacralidade da Terra

A ligação entre o sagrado e o mundano é muito estreita, na visão druídica, chegando a ser quase impossível separar o profano do espiritual ou o divino dos aspectos comuns da sociedade.

Os pensamentos, palavras e ações é que tornam todo este processo sagrado. Alguns lugares com características especiais, como os montes, as rochas, as árvores, os lagos, as fontes e os rios, também são considerados sagrados, constituindo o elo dessa ligação e representando assim, uma passagem entre o mundo profano e o divino.

Essas passagens, consequentemente, irradiam uma vibração muito forte, conhecidas como correntes telúricas, que são correntes elétricas de baixa freqüência que e se movem através do subsolo ou do mar, irradiando energias formidáveis, conectando-nos às grandes forças cósmicas.

Uma vez estabelecido este contato podemos observar um perfeito estado de harmonia e um equilíbrio muito grande em nosso interior, favorecendo as celebrações solares, lunares e a meditação.

Portanto, toda natureza em si é considerada um princípio sagrado!

Correntes Telúricas

Os druidas transmitiam seus ensinamentos apenas de forma oral, então, tudo o que sabemos hoje sobre os druidas, fora o fato de que eles adoravam o carvalho e o visco, vem dos relatos de militares e historiadores greco-romanos e, posteriormente, na Idade Média, de monges e abades.

Na visão druídica, os gigantescos blocos de granito e construções megalíticas, incluindo Stonehenge, eram utilizados como captadores de correntes telúricas. Lembrando que os druidas não construíram Stonehenge (monumento megalítico situado em Salisbury - Inglaterra), eles utilizaram os círculos de pedras, conhecidos como "cromlech", para fins religiosos, eventos astronômicos e também para prever outros acontecimentos, como eclipses e as mudanças nas estações do ano.

Atualmente, podemos usufruir dos benefícios das correntes telúricas positivas, de uma maneira prática, através da técnica conhecida como Radiestesia. Ao que se sabe, essa técnica não tem nenhuma ligação com os celtas, nem com os antigos druidas.

A Radiestesia ficou mais conhecida na Europa a partir do início do século XX, apesar das suas referências históricas virem de tempos longínquos. Ela era usada principalmente para encontrar veios de água, poços artesianos e jazidas subterrâneas de minérios, utilizando-se de uma varinha de madeira em forma de forquilha.

Essa investigação energética também pode ser feita nos ambientes de casas ou escritórios, com o auxilio de um pêndulo, que irá captar as vibrações emitidas por um objeto e todo o seu campo de atuação.

Para identificar se as correntes telúricas estão fluindo de forma positiva ou não, coloque o pêndulo no local onde será medida a vibração e observe: se ele girar no sentido horário quer dizer que a energia está positiva, se girar no sentido anti-horário quer dizer que a energia está negativa.

Caso ele se mantenha parado ou trêmulo significa que há falta de energia.

Para corrigir essas falhas energéticas, podemos contar com o auxilio de pedras ou cristais, como o quartzo branco, por exemplo, que serão colocados no local afetado. As pedras preciosas são canais de energia, que possuem centros vibratórios e, por serem sagradas, nos remetem novamente à espiritualidade dos druidas.

Que assim seja... Bênçãos plenas do céu, da terra e do mar!

Referências bibliográficas:
BOSTRÖM, Francisco - A sabedorias das Pedras - Ed.Best Seller, 1994.
GREEN, MIRANDA JANE ALDHOUSE - Exploring the World of the Druids - London: Thames and Hudson, 1997.
JUBAINVILLE, Henri-Marie D‘ Arbois - Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de
Animais - São Paulo: Ed. Madras, 2003.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MARKALE, Jean - A Grande Epopéia dos Celtas - Ed. Ésquilo, 1994.
SIQUEIRA, Renato Guedes - Cinestesia do Saber - Radiestesia - Ed. Roka, 1996.

Rowena Arnehoy Seneween ®


O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.

O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.


Ouço esse provérbio muito antes de começar a trilhar o caminho do "conhecer". Muitas são as pessoas que em bate-papos informais, consultas e amigos que pedem ajuda para encontrarem um Mestre que possa ajudá-las em seus sofrimentos. Nós, ocidentais, somos incumbidos desde crianças a esperar o "Salvador" para todos os nossos sofrimentos e com isso esperamos que uma outra pessoa venha e resolva todos os nossos problemas, sejam, financeiros, amorosos, familiares, enfim, não nos ensinam que somos responsáveis por nossos próprios atos e ações. Desenvolvemos uma cultura de dependência e condicionamentos que nos deixam frustados quando atingimos certa maioridade e nos deparamos com a realidade e percebemos que não é a mesma coisa quando nós éramos completamente dependentes de nossos pais (ou familiar) e nos sentimos injustiçados e indefesos perante situações adversas.

Passamos nesse momento a realizar uma busca, uma procura que se inicia e parece não ter fim. Começamos na adolescência com a busca pelo parceiro perfeito, aquele que nos irá realizar em todos os momentos de nossa vida, esperamos amor, sexo, dinheiro. Iludimo-nos na expectativa de que ele(a) irá suprir todos os nossos sentimentos, carência e nos esquecemos muitos vezes de retribuir para que isso se torne um ciclo de retribuição, mas como estamos condicionados a dependência, acabam-se muitas vezes os romances, namoros, casamentos e culpa-se o outro(a) por essa desilusão e aumenta a ânsia de encontrar algo, alguém. É comum encontrarmos pessoas em nossas vidas que reclamam do parceiro, por ele não dar a devida atenção, mas até que ponto EU estou retribuindo essa atenção? E geralmente o final é uma separação, com apontamentos de culpados e vítimas.

Em seguida buscamos no emprego ou na faculdade a esperança de encontrar a profissão que irá nos estabilizar financeiramente, a fonte da busca de muitos sonhos, o alicerce para encontrar a pessoa perfeita e viver feliz para sempre. Com o passar do tempo esse sentimento de realização começa a decair e percebemos que lutar para alcançar esse objetivos são árduos e precisamos nos sacrificar para almejar um cargo, passar com boas notas nas provas e trabalhos da faculdade. E novamente caímos naquela sensação de vazio, parece que falta algo para me sentir completo. Preciso encontrar a solução do meus problemas em alguém, colega, chefe, professor, mas eles muitas vezes não suprem essa ânsia e acabamos trocando de empresa, mudando ou trancando de curso ou até mesmo de faculdade. Criamos desculpas para o nossa total sensação de dependência, que a empresa não supria minhas expectativas ou meu chefe não me dava o apoio necessário, o curso não era o que esperava ou os professores não ensinam direito. E novamente tenteamos sair como vítimas.

Com o passar do tempo, pensamos que devemos encontrar alguém que supra as nossas dúvidas de existência, alguém que nos salve desse desespero, dessa sensação de vazio. Começamos a busca por uma religião, por gurus, mestres que no começo nos fascinam com promessas de melhorias em todos os âmbitos de nossa vida. Chegamos em casa com a sensação de ter achado o "Salvador", mas com o passar do tempo, percebemos que esse ser que intitulados como Mestre, tem suas falhas e novamente nos frustramos e sentimo-nos vazios, porque em determinado momento ele nos disse que não sou especial ou deixou de fazer algo que para mim era importante e muitas outras situações que ocorrem em nossas vidas. E novamente começamos a criar desculpas para as nossas desilusões, tais como – a religião não presta; aquele fulano se diz mestre, mas não sabe nada; as pessoas não condizem com o que dizem e assim por diante.

E assim são em todas as situações de nossa vida, sempre buscamos e acabamos com a sensação de estarmos sendo enganados. Por quê? – Muitos se perguntam. O que estou fazendo de errado? Qual o caminho que devo seguir? – E com isso culpam a algum Deus ou Demônio, aos pais ou formadores de opinião, ao governo e caem em depressão ou se tornam pessoas rudes consigo mesmo, com os que estão a sua volta ou com a própria vida.

Perceberam o quanto estamos enredados nessa cultura de dependência? Tudo começa na infância com nossos pais, passamos pela adolescência em busca da pessoa perfeita e na fase adulta em busca do melhor emprego e crenças/religião e na velhice por segurança. Cada vez é maior a busca por um "Salvador", algo ou alguém que nos complete. Procuramos a sabedoria em alguém iluminado, com a expectativas de nos proporcionar todas as respostas, alguém que seja o tutor e nos guarde pelo resto de nossa vida, mas esquecemos que os únicos que possuem essas respostas somos nós mesmos. Somos nós que experenciamos nossa vida e não o Mestre, somente nós temos o poder em nossas mãos de decidirmos o que desejamos.

Acredito que esse dito popular deveria ser diferente: "O Mestre aparece, quando o discípulo está pronto para ouvir!". Se prestarmos atenção, nós somos Mestres de nós mesmo, porque aprendemos com os vários Mestres que entram em nossa vida. Devemos fazer um re-interpretação desse ditado. Somos discípulos de nossos pais, quando nossa Mãe nos ensina o ato de amar com aquele olhar de afetuosidade, aprendemos os limites com o olhar de reprovação. Com nosso Pai aprendermos a valorizar o que possuímos, a agradecer por cada obstáculo vencido. Os professores na escola e na faculdade que nos tornam pessoas de opinao. Os colegas de trabalho que nos incentivam a buscar o aperfeiçoamento. A pessoa amada que nos mostra o quanto somos importante, e geralmente nos influencia a mudar atitudes e pensamentos para sermos melhores e manter um relacionamento e, principalmente, nos ensinam à reciprocidade através da correspondência dos sentimentos e empatia.

E por ultimo, ao mediador que buscamos e muitas vezes encontramos. Não devemos esperar que vá aparecer um guru e ele será o tutor por toda a nossa vida. Devemos aprender a identificar aquele que irá nos ajudar a cuidar do nosso sagrado. Acredito que o bom Mestre é aquele que ensina seus discípulos a não terem dependência, mas sim, ensina a caminhar com independência, o ajuda a criar consciência da pessoa que é e incentiva a seguir sempre adiante em sua verdadeira liberdade. Dessa forma, criando pessoas conscientes de suas vidas, suas experiências e seus amores. Cria pessoas adultas com lucidez em suas escolhas, fazendo com que elas encontrem equilíbrio em suas vidas.

Isso é estar de bem consigo mesmo, isso é auto-conhecimento. O fato de sermos humanos e tratarmos os indivíduos a nossa volta como tais, é estar em equilíbrio. Mestres entram em nossa vida o tempo todo, cabe a cada um ouvir com atenção e obterá a resposta. Ter responsabilidade pelos atos e comportamentos é estar em sintonia e ser independente, não existe culpado, só aquele que aprende a encontrar o verdadeiro Mestre, que é a Si Mesmo, encontrará a liberdade e o Amor. Pois aquele que não segue a vida com Amor, não vive, apenas espera um futuro que nunca chega. Aquele que sabe Amar, vê em sua vida possibilidades, oportunidades e riqueza. Seja o seu Salvador e aprenda a Viver.

Alessio
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Reflexões sobre a busca pagã

Reflexões sobre a busca pagã


Observar o que acontece no paganismo, onde às vezes acontece de alguns usarem do pouco que sabem para tirar algum proveito e explorar aqueles que buscam de coração sincero por um caminho ou filosofia que possa melhor lhes satisfazer, leva a indagar os porquês de tantos desencontros e desencantos.

Algumas pessoas questionam, outras querem dar respostas, poucas, no entanto são capazes de perceber as particularidades e individualidades de cada questão formulada. Num cenário onde o sonho de uns pode ser o pesadelo de outros, aqueles que se aventuram em busca do conhecimento tem que estar estruturados o suficiente para passar pelas agruras do caminho e ficar mais motivados sentindo-se melhor a cada dia que passa e prosseguir sempre que perceber que ainda falta muito caminho a trilhar.

O que se percebe no paganismo é uma infinidade de informações e pessoas naufragando num mar de palavras, onde poucos têm habilidade para nadar em direção de uma ilha onde poderão descansar, ou de um porto seguro de onde prosseguir sua caminhada com passos firmes e o sustento de um solo forte sob seus pés.

Isso acontece, muitas vezes, porque quando curioso questiona o que faz de sua vida, a primeira impressão que tem é que vive um grande engano, logo culpa a família, a religião e a sociedade pelas suas inquietações, entretanto alguns percebem que o tempo da infância passou e que agora é preciso assumir as rédeas em sua estrada, domar seus cavalos selvagens e guiar-se em um caminho mais consistente, então quando a força de sua dúvida é maior do que a fé em sua antiga crença, ele se lança em busca de novas respostas.

Porém como está habituado a receber tudo explicadinho dos outros, ele continua procurando alguém que lhe dê as novas respostas e é nessa hora que pode se tornar vítima das correntezas que levam em seu fluxo aqueles que não prestam atenção no fato de que, tudo o que já escutou antes é o mesmo que está ouvindo agora em nova forma e com outras palavras, elaboradas para manter o engodo e favorecer uns em detrimento de outros.

Muitos se perdem pelo caminho, isso acontece quando param de refletir e crêem já ter encontrado aquilo que buscavam, todavia a luz que ilumina é a mesma que cega e alguns imaginando já ter chegado ao final da estrada, olhando para trás e enxergando tantos outros em passos trôpegos como já foram os seus próprios, tornam-se tão enganados quanto enganadores, deixam de ser um caminhante para se tornar uma barreira no meio da estrada, um obstáculo a ser vencido pelo verdadeiro caminhante.

Nesse momento o questionador escuta, depois pensa sobre o que está ouvindo e quando tem argúcia compreende que ainda continua estacionário e que não está se dirigindo a rumo algum, contudo quando a força de sua coragem é maior do que seu desânimo perante o primeiro obstáculo, ele continua buscando a despeito dos tropeços naturais nos primeiro passos em qualquer caminho desconhecido.

Superado um dos primeiros grandes obstáculos, que é o de depositar sua esperança em outrem, o caminhante percebe que seu caminho pessoal é também individual e é dele mesmo, bem como o único reservatório de forças para Si é em Si mesmo que encontrará. Assim já pode começar sua busca com segurança de estar verdadeiramente indo em alguma direção.

A atenção e cuidado com o caminhar, a partir desse momento em diante, evitará muitas quedas e trará grande experiência, o Peregrino deixará de olhar para o horizonte distante na trilha onde segue como se aquele ponto fosse a meta final, porque sabe que a cada passo que dá, o horizonte também se movimenta para mais longe e então aprenderá a contemplar as margens do caminho, as peculiaridades da estrada, subidas e descidas, descansos e encontros.

Enquanto prossegue percebe que cada caminho é diferente e desde o momento em que se decidiu e dedicou por este caminho, aquele outro que era uma opção antes de iniciar seu trajeto, ficou para trás, em outra parte, em outras montanhas e em outros vales. Não está sob seus pés. Mas por não ter passado o tempo todo olhando para o inicio de diversas estradas tentando enxergar o mais longe possível em cada uma delas, e sim por ter iniciado um trajeto e seguido nele, então poderá falar com segurança sobre um caminho que terá trilhado e se tornado parte dele.

Refletindo sobre os lugares onde passou, o caminhante percebe que o propósito que move as pessoas em busca de respostas para suas indagações, as leva primeiro a revolta contra sua situação, depois a busca de uma situação nova, nessa busca muitas vezes elas não passam dos primeiros passos, algumas das que não prosseguem se arvoram em sábios e acabam sendo charlatães, outras desistem, outras pegam atalhos que conduzem de um caminho a outro e terminam por não conhecer nenhum, outras mais continuam tentando buscar um horizonte que não percebem ser inatingível e na ilusão da chegada a uma sólida meta definida, perdem a fluidez que deveriam ganhar na caminhada e que poderia transporta-las até limites incomensuráveis, ou até onde não há mais limites.

Sabendo que tudo o que passar, tudo o que fizer, tudo o que viver, valerá para si e só poderá ser compartilhado de um modo que estimule a caminhada dos interessados na peregrinação e ciente de que, tudo o que contar e tudo que disser provavelmente será esquecido pelos outros, mas a maneira como tratar aos demais e a forma como vivenciar os momentos de comunhão, ficará para sempre na memória dos companheiros de jornada, o Buscador prossegue.


Atlante Lemuriano

The Lady of Shalott

John William Waterhouse - The Lady of Shalott



The Lady of Shalott
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John William Waterhouse (6 de abril de 1849 – 10 de fevereiro de 1917) foi um pintor neo-clássico e Pré-rafaelita do Reino Unido, famoso por seus quadros representando personagens femininas da mitologia e da literatura.
Filho de artistas, as suas primeiras incursões na pintura foram influenciadas pelo neoclassicismo vitoriano, pelo pré-rafaelismo e mais tarde sentiu-se atraído pelos impressionistas franceses. Se no princípio da carreira se dedicou a temas da Antiguidade Clássica, mas tarde debruçou-se por temas literários, sempre com um estilo suave e misterioso, repleto de romancismo, que o permitem enquadrar no simbolismo.
O seu quadro mais famoso é The Lady of Shalott, um estudo Elaine de Astolat, Este quadro teve três versões: de 1888, 1896 e de 1916.


texto: Wikipédia


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