Mostrando postagens com marcador Inicio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inicio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de setembro de 2011

VAMOS SER FELIZES?.....






"Escolha ser feliz. Ou seja infeliz mas sofra calado por favor. Não incomode quem decidiu ser feliz nessa vida."


Luna Peregrina


Olá, como vão?


Em uma conversa com Luna Peregrina lembrei de outras que tive anos atrás com alguns colegas de trabalho sobre a escolha de ser feliz. Para mim é possível realizar esta escolha. Loucura né? Sim, na época também me chamaram de louco e de idiota.


Mas acredito que podemos levantar da cama de manhã de uma maneira não mecânica, nos espreguiçarmos, calçar os chinelos, bater as mãos nos joelhos e fazer um pergunta interna: "quero ser feliz hoje?". Continua achando loucura? De fato, não é algo trivial para se perguntar. Mas tudo tem a ver com o Entusiamo.




Um Deus Dentro de Si


Escrevi certa vez sobre o Entusiamo (clica AQUI), esse pedaço do divino que mora em cada um de nós e nos leva adiante. É dessa loucura, desta inspiração que falo. Mas em geral não é algo que vem de fora. Como o próprio termo diz, este alimento a gente tem enfiando a colher na própria alma e se alimentando dela. Só que os efeitos são interessantes. Quanto mais se come, mas comida aparece, como o maravilhoso caldeirão Undry do Deus Dagda (Leia AQUI).


Aliás, o próprio Deus merece uma menção honrosa aqui. Dagda, de acordo com os Farrar é uma divindade ligada aos ritos da vida e da morte e de todo conhecimento que estes dois pólos abarcam. Mas apesar de todo este poder nossa visão dele o coloca mais como um deus bem-humorado que alguém sisudo e compenetrado.


"Parece que Dagda inspira ao mesmo tempo respeito e zombaria, sendo representado como um deus grosseiro e barrigudo com roupas de camponês."
O Deus dos Magos, de Janet e Stewart Farrar


Bem, como já escrevi aqui anos atrás sobre as Divindades Aristocráticas, o que esperar de um deus de camponeses? Que ele se vista como um caipira também. E não duvido que parte da zombaria a ele atribuída não venha de classes mais "nobres", como os guerreiros profissionais. Para quem vive no trabalho diário, o que importa são as ações de seu trabalho e a defesa dos frutos da terra. Neste ponto deuses como Dagda e Thor cumprem bem o seu papel de defensores bem-humorados dos campos um tanto tolos pela visão externa, mas extremamente amados pelos seus cultuadores.




Loucura do Mundo


Tal e qual Dagda, não dá para ser feliz e não ser louco aos olhos de todos. É preciso ter essa dose de insensatez para sobreviver ao dia, receber inspiração, olhar além daquilo que se apresenta.


É como canta o Poeta na balada do louco (Letra completa AQUI):


Dizem que sou louco
por pensar assim
Se eu sou muito louco
por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz


Mas apesar de tudo, do emprego, do passado, do presente e do futuro é preciso desanuviar os olhos. É preciso abrir o peito. É preciso ser louco. É preciso ser um idiota e fazer a pergunta simples.


Você quer ser feliz hoje?


Saúde, amizade, liberdade.




Sergio Thot.
Leia Mais ››

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tribo do Vento....

Terça-feira, Agosto 30, 2011

Tribo do Vento


Eu sou de uma tribo
Que cresceu como um vegetal,
Correu como um animal,
Voou como o vento.

Daí, eu morri e renasci...

E fui de uma tribo
Que queimou o vegetal,
Comeu o animal,
E tentou aprisionar o vento.

Daí, eu morri e renasci...

E faço parte de uma tribo
Que tenta se lembrar
Da importância do vegetal,
Do respeito ao animal,
e mudar o pensamento com o vento,
Espero que ainda haja tempo...
Leia Mais ››

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Contemplar



Leia Mais ››

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um pouco sobre Satanismo e Luciferianismo...

Satanismo e Luciferianismo: uma Faca de Dois Gumes!

Por Cauê de Barros Braga
Satan LuciferHá algum tempo pessoas tem discutido a diferença entre o Luciferianismo e o Satanismo. Fóruns foram abertos, diálogos expostos, divergências alardeadas! De modo que pareceu formar-se um pelotão de fuzilamento a todos aqueles que mantivessem uma visão confluente destas duas vidas, que na realidade são uma só! Este ensaio visa conciliar e sanar esta encruzilhada crucial e preponderante...
O primeiro ponto que devemos expor sobre isso é o fato do Luciferianismo cultuar a figura de Lúcifer e o Satanismo cultivar a figura de Satã. Temos aqui a primeira diferença. Agora cá entre nós, se ambos os míticos seres evocam um simbolismo análogo e sincrético, como podemos afirmar que se trata de diferenças reais?! Não são dois nomes diferentes para uma mesma "divindade" e "energia"?! Assim como Ísis que tinha em si centenas de aparições, como o arquétipo da grande mãe universal?!
Satã é um nome peculiar que remonta na realidade ao Deus Egípcio Seth, o arquétipo da consciência de si (Selfiana) que todos guardamos em nós, imanentes. Lúcifer, por outro lado representa a Mônada, a essência divina em nós. O Portador da Luz que ilumina as mentes da humanidade. Satã é o fogo ao passo que Lúcifer é o ar! Eles não se alimentam mutuamente?! O fogo pode existir sem o oxigênio?! Mais uma vez, onde está a distinção de uma via e outra?! Não são arquétipos em comum?!
Alguns argumentam que o Satanismo é uma via idólatra, que cultua a figura de um papa, com corolários mais que argamassados. Entretanto, nada poderia estar mais longe da verdade, pois o satanismo é totalmente Libertário neste sentido! Sustentam ainda, destarte, que é uma via que endossa a histeria do ser humano como um super-herói, sendo necessariamente superior ao seus "semelhantes" e a expressão mais sórdida do reino animal por outro lado! Hora, sabemos muito bem que o Luciferianismo também advoga a excelência em seus padrões e também prima por uma busca pela auto-perfeição, pela magnificência, ao passo que tem a premissa de se aceitar enquanto ser humano, de ter níveis realistas de auto-análise. Esta não é uma busca símile em cada uma destas ideologias?!... Acaso o Satanismo não conclamou a derrota da ilusão da egolatria em suas premissas?!
Um aspecto que muitos utilizam para distinguir um viés do outro é justamente a crença em Deus e no Diabo, a forma como eles encabeçam estes aspectos em suas filosofias. Pois bem, se alguns são ateus e outros agnósticos e outros ainda deístas, todos sabemos. A questão é identificar que diferença isso faz no "conjunto" que se demonstra à nós!
Ser ateu não é um estigma ao qual o Satanismo tenha de carregar, mesmo que alguns de seus representantes alteiem-no mais alto a ponto de beirar a vertigem. O Satanismo não pode se resumir a este ou aquele concidadão apessoado, por mais talentoso que seja, pelo contrário, é uma ideologia livre deste fardo, tanto quanto o é o Luciferianismo! Acaso haveremos de negar que existem Luciferianos que são tão incrédulos quanto qualquer "Satanista Moderno"?! Outro disparate, aliás, que se arraiga em nossa sociedade!
Muitos movimentos sustentam que existem grupos tradicionais, agora nenhum deles carrega uma patente legítima em seus estandartes, apenas pretenções, é isso que temos! Pretenções! O Satanismo é um fenômeno universal que existia no passado tanto quanto no presente, isso quando falamos de Essência, pois o "Papel do Adversário" sempre se fez unânime em toda História! Há aparições dele aos quatro cantos do mundo, vestígios de seus rastros é só o que existe!
Doravante, se a problemática do âmbito Tradicional e Moderno não é suficiente para firmar uma distinção de um movimento e outro, o que será então que nos resta para auferir?! Tratar-se-á do fato de Lúcifer remontar à Grecia Antiga, estar aliado ao mito de Prometeu, do Demiurgo e por isso não estar aprisionado à ótica da Idade das Trevas?! O Satanismo também não é pré-cristão acaso?! Ambos os movimentos não lidam com o imaginário medieval que nos circunda até a presente data?! Não se nutrem dele para ser um movimento contra cultural por natureza?!
O que poderemos dizer então do aspecto devocional?! Lúcifer e Satã ainda são seres distintos não é mesmo?! Então, está é meramente uma particularidade de cada um. Adotar o simbolismo particular de uma "heráldica" é uma possibilidade que cabe ao adepto, exclusivamente! O Satanismo foi o primeiro a dar o exemplo cultuando o panteão demoníaco como um todo, e de ter quatro príncipes infernais ao invés de um só mandachuva! O mesmo por sua vez não poderia ter surgido como "Luciferianismo" em seus primórdios, faz alguma diferença afinal?! A questão que levantamos é que o termo Satanismo sempre foi mais famoso e impactante, ao passo que o termo Luciferiano não era tão utilizado assim!
O fato é que outros podem surgir com um tal de Belialismo, ou Leviatanismo, ou Belzebuísmo... Isso fica bem claro no caso da utilização do Altar Satânico, onde muitos dos seus devotos orientam-no para o norte (Belial) ou mesmo para o oeste (Leviatã) ao invés de firmá-lo no sul (Satã)! Tal aspecto é subjetivo e não importa tanto assim! O Importante mesmo é que todos eles lidam com o sinistro, com a noite, com a glória magistral da Escuridão! São epítetos que velam o mesmo mistério, todos estão fadados à se confrontar com seus demônios e diabos!
Se o Luciferianismo tem em Prometeu o contato com o Sol, em seu aspecto matutino (A Estrela D´alva), Satã tem em Seth a força que o mantém atrelado à dinâmica Ísis (Lua-Mãe), Osíris (Sol-Pai) e Hórus (Filho)! Ele é o mágico silêncio que movimento a grande dialética do princípio masculino e feminino, por isso mesmo também é solar em si, tanto quanto o Lúcifer o é! Seth mata Osíris, que representava o antigo reinado patriarcal; Ísis o recolhe em seu ventre, quando então surge Hórus, o filho do sol e da lua! Um arquétipo perfeito do Tao! Satã neste caso não é Luciferiano?!
A problemática de existirem Satânicos que se pautam no Bestiário Cristão não invalida a premissa desta Ideologia como um todo, por sua vez. Afinal, a mesma coisa pode acontecer no Luciferianismo! Grupos cultuando a figura de Lúcifer à lá Cristianismo Invertido, tendo em Lúcifer o seu Grande Mestre da Noite, do Profano Sabá! E isso existe de fato, como é o caso do sincretismo existente em cultos afrobrasileiros!
Agora nos contem, porque o Luciferianismo pode se dar ao luxo de ser imune à tal problema e o Satanismo não?! Não estamos desvelando agora um acordo que não partiu de nós, Satanistas, mas de déspotas ridículos e miseráveis?! Que intentam nada mais que empossar o archote da luz em seus berços imundos de trevas literais! O Templo de Seth não é um exemplo nítido de que o Satanismo pode ser tão Luciferiano quanto qualquer movimento autointitulado?! Não é o retrato da própria maleabilidade (Ar-Lúcifer) que esta ideologia sustenta em si mesma, desde os seus primórdios?!
Claro, o intuito deste manuscrito não é pregar uma uniformidade, mitigando a capacidade dos homens de buscarem a diversidade e a individualidade tão salutar. Só o que estamos a fazer é tentar acabar com a suposta superioridade do Luciferianismo em relação ao Satanismo, o que é uma postura totalmente conveniente da parte de alguns, que acabam descambando para uma postura ególatra de vida, que só vêem a verdade em seus berços ao invés de identificá-la também nos demais. Somos, portanto, totalmente contra tal posicionamento!
O Satanismo e o Luciferianismo são, doravante, uma faca de dois gumes, um instrumento só que tem em si amplas finalidades, tanto a de ser um instrumento mortal e destrutivo (que ataca a velha ordem!) como uma ferramenta utilizada para a secção de áreas mórbidas da mente subconsciente. Um aparato metamórfico de transmutação do ser como um todo... Socialmente ambos têm uma finalidade única em termos estruturais, possibilitando a cobertura de novos diálogos culturais!
O Satanismo como Elemental Fogo retrata e evoca a fúria e a violência. Lúcifer como o Elemental Ar concentra as qualidades da maleabilidade e docilidade, mas que pode tanto ferir como acalentar! Todos eles são símbolos duais. Enquanto o Satanismo pode destruir os templos das arcaicas teologias, para reformá-lo (reconstruí-lo) por inteiro! Lúcifer, como Iluminação, tem o papel de construtor dos novos arautos da Religião e do Homem. Sendo estes o compasso e o esquadro do hexagrama thelêmico, o mundo espiritual e carnal unidos num só plano, no duplo contexto que compõe a vida!
O Fogo ao mesmo tempo que destrói também ilumina; a descoberta e o domínio dele representou um dos momentos mais imprescindíveis da evolução humana, quando o homem primitivo pode ter seus primeiros momentos de reflexão e "viagens siderais", sob o véu da noite, despertando seus poderes psíquicos... Foi a época também que adquiriu uma maior confiança em si e que teve uma maior proteção contra as adversidades que envolviam o entardecer! O Fogo era o Símbolo da luz, as vestais são exatamente a representação da pureza! Satã em tal aspecto não é um Lúcifer?! Acaso podemos negar tal evidência?!
Pensem meus amigos! Não é preciso ir muito longe para se dar conta de que tal disparate é fruto apenas da ignorância, e tal homologação não sairá do papel! Este estatuto foi rasgado ao meio, e limpamos com ele o rabo de nosso Ilustre Diabo das Eras, para continuarmos a praticar, nos tempos modernos, o nosso honorável e sublime Osculum Obscenum! Amém...

Beau Geste


Leia Mais ››

Indicação dos livros do Maleficence...

Fazendo um pouco de merchandising, nosso querido amigo Maleficence está com dois livros publicados, aos que puderem prestigiar esse autor maravilhoso, agradecimentos infinitos.......rs

Ensaios do Maleficence
Impresso
R$ 55,85
Ebook
R$ 12,06
Satanomicon
Impresso
R$ 52,08
Ebook
R$ 12,06






Namastê!

Luna
Leia Mais ››

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.

O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.


Ouço esse provérbio muito antes de começar a trilhar o caminho do "conhecer". Muitas são as pessoas que em bate-papos informais, consultas e amigos que pedem ajuda para encontrarem um Mestre que possa ajudá-las em seus sofrimentos. Nós, ocidentais, somos incumbidos desde crianças a esperar o "Salvador" para todos os nossos sofrimentos e com isso esperamos que uma outra pessoa venha e resolva todos os nossos problemas, sejam, financeiros, amorosos, familiares, enfim, não nos ensinam que somos responsáveis por nossos próprios atos e ações. Desenvolvemos uma cultura de dependência e condicionamentos que nos deixam frustados quando atingimos certa maioridade e nos deparamos com a realidade e percebemos que não é a mesma coisa quando nós éramos completamente dependentes de nossos pais (ou familiar) e nos sentimos injustiçados e indefesos perante situações adversas.

Passamos nesse momento a realizar uma busca, uma procura que se inicia e parece não ter fim. Começamos na adolescência com a busca pelo parceiro perfeito, aquele que nos irá realizar em todos os momentos de nossa vida, esperamos amor, sexo, dinheiro. Iludimo-nos na expectativa de que ele(a) irá suprir todos os nossos sentimentos, carência e nos esquecemos muitos vezes de retribuir para que isso se torne um ciclo de retribuição, mas como estamos condicionados a dependência, acabam-se muitas vezes os romances, namoros, casamentos e culpa-se o outro(a) por essa desilusão e aumenta a ânsia de encontrar algo, alguém. É comum encontrarmos pessoas em nossas vidas que reclamam do parceiro, por ele não dar a devida atenção, mas até que ponto EU estou retribuindo essa atenção? E geralmente o final é uma separação, com apontamentos de culpados e vítimas.

Em seguida buscamos no emprego ou na faculdade a esperança de encontrar a profissão que irá nos estabilizar financeiramente, a fonte da busca de muitos sonhos, o alicerce para encontrar a pessoa perfeita e viver feliz para sempre. Com o passar do tempo esse sentimento de realização começa a decair e percebemos que lutar para alcançar esse objetivos são árduos e precisamos nos sacrificar para almejar um cargo, passar com boas notas nas provas e trabalhos da faculdade. E novamente caímos naquela sensação de vazio, parece que falta algo para me sentir completo. Preciso encontrar a solução do meus problemas em alguém, colega, chefe, professor, mas eles muitas vezes não suprem essa ânsia e acabamos trocando de empresa, mudando ou trancando de curso ou até mesmo de faculdade. Criamos desculpas para o nossa total sensação de dependência, que a empresa não supria minhas expectativas ou meu chefe não me dava o apoio necessário, o curso não era o que esperava ou os professores não ensinam direito. E novamente tenteamos sair como vítimas.

Com o passar do tempo, pensamos que devemos encontrar alguém que supra as nossas dúvidas de existência, alguém que nos salve desse desespero, dessa sensação de vazio. Começamos a busca por uma religião, por gurus, mestres que no começo nos fascinam com promessas de melhorias em todos os âmbitos de nossa vida. Chegamos em casa com a sensação de ter achado o "Salvador", mas com o passar do tempo, percebemos que esse ser que intitulados como Mestre, tem suas falhas e novamente nos frustramos e sentimo-nos vazios, porque em determinado momento ele nos disse que não sou especial ou deixou de fazer algo que para mim era importante e muitas outras situações que ocorrem em nossas vidas. E novamente começamos a criar desculpas para as nossas desilusões, tais como – a religião não presta; aquele fulano se diz mestre, mas não sabe nada; as pessoas não condizem com o que dizem e assim por diante.

E assim são em todas as situações de nossa vida, sempre buscamos e acabamos com a sensação de estarmos sendo enganados. Por quê? – Muitos se perguntam. O que estou fazendo de errado? Qual o caminho que devo seguir? – E com isso culpam a algum Deus ou Demônio, aos pais ou formadores de opinião, ao governo e caem em depressão ou se tornam pessoas rudes consigo mesmo, com os que estão a sua volta ou com a própria vida.

Perceberam o quanto estamos enredados nessa cultura de dependência? Tudo começa na infância com nossos pais, passamos pela adolescência em busca da pessoa perfeita e na fase adulta em busca do melhor emprego e crenças/religião e na velhice por segurança. Cada vez é maior a busca por um "Salvador", algo ou alguém que nos complete. Procuramos a sabedoria em alguém iluminado, com a expectativas de nos proporcionar todas as respostas, alguém que seja o tutor e nos guarde pelo resto de nossa vida, mas esquecemos que os únicos que possuem essas respostas somos nós mesmos. Somos nós que experenciamos nossa vida e não o Mestre, somente nós temos o poder em nossas mãos de decidirmos o que desejamos.

Acredito que esse dito popular deveria ser diferente: "O Mestre aparece, quando o discípulo está pronto para ouvir!". Se prestarmos atenção, nós somos Mestres de nós mesmo, porque aprendemos com os vários Mestres que entram em nossa vida. Devemos fazer um re-interpretação desse ditado. Somos discípulos de nossos pais, quando nossa Mãe nos ensina o ato de amar com aquele olhar de afetuosidade, aprendemos os limites com o olhar de reprovação. Com nosso Pai aprendermos a valorizar o que possuímos, a agradecer por cada obstáculo vencido. Os professores na escola e na faculdade que nos tornam pessoas de opinao. Os colegas de trabalho que nos incentivam a buscar o aperfeiçoamento. A pessoa amada que nos mostra o quanto somos importante, e geralmente nos influencia a mudar atitudes e pensamentos para sermos melhores e manter um relacionamento e, principalmente, nos ensinam à reciprocidade através da correspondência dos sentimentos e empatia.

E por ultimo, ao mediador que buscamos e muitas vezes encontramos. Não devemos esperar que vá aparecer um guru e ele será o tutor por toda a nossa vida. Devemos aprender a identificar aquele que irá nos ajudar a cuidar do nosso sagrado. Acredito que o bom Mestre é aquele que ensina seus discípulos a não terem dependência, mas sim, ensina a caminhar com independência, o ajuda a criar consciência da pessoa que é e incentiva a seguir sempre adiante em sua verdadeira liberdade. Dessa forma, criando pessoas conscientes de suas vidas, suas experiências e seus amores. Cria pessoas adultas com lucidez em suas escolhas, fazendo com que elas encontrem equilíbrio em suas vidas.

Isso é estar de bem consigo mesmo, isso é auto-conhecimento. O fato de sermos humanos e tratarmos os indivíduos a nossa volta como tais, é estar em equilíbrio. Mestres entram em nossa vida o tempo todo, cabe a cada um ouvir com atenção e obterá a resposta. Ter responsabilidade pelos atos e comportamentos é estar em sintonia e ser independente, não existe culpado, só aquele que aprende a encontrar o verdadeiro Mestre, que é a Si Mesmo, encontrará a liberdade e o Amor. Pois aquele que não segue a vida com Amor, não vive, apenas espera um futuro que nunca chega. Aquele que sabe Amar, vê em sua vida possibilidades, oportunidades e riqueza. Seja o seu Salvador e aprenda a Viver.

Alessio
Mais textos no blog
http://alcorujao.blogspot.com/

Leia Mais ››

Reflexões sobre a busca pagã

Reflexões sobre a busca pagã


Observar o que acontece no paganismo, onde às vezes acontece de alguns usarem do pouco que sabem para tirar algum proveito e explorar aqueles que buscam de coração sincero por um caminho ou filosofia que possa melhor lhes satisfazer, leva a indagar os porquês de tantos desencontros e desencantos.

Algumas pessoas questionam, outras querem dar respostas, poucas, no entanto são capazes de perceber as particularidades e individualidades de cada questão formulada. Num cenário onde o sonho de uns pode ser o pesadelo de outros, aqueles que se aventuram em busca do conhecimento tem que estar estruturados o suficiente para passar pelas agruras do caminho e ficar mais motivados sentindo-se melhor a cada dia que passa e prosseguir sempre que perceber que ainda falta muito caminho a trilhar.

O que se percebe no paganismo é uma infinidade de informações e pessoas naufragando num mar de palavras, onde poucos têm habilidade para nadar em direção de uma ilha onde poderão descansar, ou de um porto seguro de onde prosseguir sua caminhada com passos firmes e o sustento de um solo forte sob seus pés.

Isso acontece, muitas vezes, porque quando curioso questiona o que faz de sua vida, a primeira impressão que tem é que vive um grande engano, logo culpa a família, a religião e a sociedade pelas suas inquietações, entretanto alguns percebem que o tempo da infância passou e que agora é preciso assumir as rédeas em sua estrada, domar seus cavalos selvagens e guiar-se em um caminho mais consistente, então quando a força de sua dúvida é maior do que a fé em sua antiga crença, ele se lança em busca de novas respostas.

Porém como está habituado a receber tudo explicadinho dos outros, ele continua procurando alguém que lhe dê as novas respostas e é nessa hora que pode se tornar vítima das correntezas que levam em seu fluxo aqueles que não prestam atenção no fato de que, tudo o que já escutou antes é o mesmo que está ouvindo agora em nova forma e com outras palavras, elaboradas para manter o engodo e favorecer uns em detrimento de outros.

Muitos se perdem pelo caminho, isso acontece quando param de refletir e crêem já ter encontrado aquilo que buscavam, todavia a luz que ilumina é a mesma que cega e alguns imaginando já ter chegado ao final da estrada, olhando para trás e enxergando tantos outros em passos trôpegos como já foram os seus próprios, tornam-se tão enganados quanto enganadores, deixam de ser um caminhante para se tornar uma barreira no meio da estrada, um obstáculo a ser vencido pelo verdadeiro caminhante.

Nesse momento o questionador escuta, depois pensa sobre o que está ouvindo e quando tem argúcia compreende que ainda continua estacionário e que não está se dirigindo a rumo algum, contudo quando a força de sua coragem é maior do que seu desânimo perante o primeiro obstáculo, ele continua buscando a despeito dos tropeços naturais nos primeiro passos em qualquer caminho desconhecido.

Superado um dos primeiros grandes obstáculos, que é o de depositar sua esperança em outrem, o caminhante percebe que seu caminho pessoal é também individual e é dele mesmo, bem como o único reservatório de forças para Si é em Si mesmo que encontrará. Assim já pode começar sua busca com segurança de estar verdadeiramente indo em alguma direção.

A atenção e cuidado com o caminhar, a partir desse momento em diante, evitará muitas quedas e trará grande experiência, o Peregrino deixará de olhar para o horizonte distante na trilha onde segue como se aquele ponto fosse a meta final, porque sabe que a cada passo que dá, o horizonte também se movimenta para mais longe e então aprenderá a contemplar as margens do caminho, as peculiaridades da estrada, subidas e descidas, descansos e encontros.

Enquanto prossegue percebe que cada caminho é diferente e desde o momento em que se decidiu e dedicou por este caminho, aquele outro que era uma opção antes de iniciar seu trajeto, ficou para trás, em outra parte, em outras montanhas e em outros vales. Não está sob seus pés. Mas por não ter passado o tempo todo olhando para o inicio de diversas estradas tentando enxergar o mais longe possível em cada uma delas, e sim por ter iniciado um trajeto e seguido nele, então poderá falar com segurança sobre um caminho que terá trilhado e se tornado parte dele.

Refletindo sobre os lugares onde passou, o caminhante percebe que o propósito que move as pessoas em busca de respostas para suas indagações, as leva primeiro a revolta contra sua situação, depois a busca de uma situação nova, nessa busca muitas vezes elas não passam dos primeiros passos, algumas das que não prosseguem se arvoram em sábios e acabam sendo charlatães, outras desistem, outras pegam atalhos que conduzem de um caminho a outro e terminam por não conhecer nenhum, outras mais continuam tentando buscar um horizonte que não percebem ser inatingível e na ilusão da chegada a uma sólida meta definida, perdem a fluidez que deveriam ganhar na caminhada e que poderia transporta-las até limites incomensuráveis, ou até onde não há mais limites.

Sabendo que tudo o que passar, tudo o que fizer, tudo o que viver, valerá para si e só poderá ser compartilhado de um modo que estimule a caminhada dos interessados na peregrinação e ciente de que, tudo o que contar e tudo que disser provavelmente será esquecido pelos outros, mas a maneira como tratar aos demais e a forma como vivenciar os momentos de comunhão, ficará para sempre na memória dos companheiros de jornada, o Buscador prossegue.


Atlante Lemuriano
Leia Mais ››

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...