sábado, 13 de outubro de 2012

O Ego e o Dragão de Mil Cabeças..........




Segundo o Dalai Lama, há dois tipos de ego:  um tipo só cuida de si mesmo para conseguir alguma vantagem para si, ignorando os direitos dos outros. O outro ego diz: "preciso ser um bom ser humano; preciso servir; preciso assumir plena responsabilidade". 

Para chegar até aqui, você precisou construir o seu ego mais egoísta. Moldando-o e enaltecendo-o, seu ego e toda a estrutura do seu psiquê te ajudaram a evoluir e vencer a corrida da sobrevivência e garantir o seu lugar ao sol, porém não é só de pão, água e sombra que vive o homem e para continuar a sua jornada, se faz necessário compreender que sempre chega o tempo em que, como dizia Sri Aurobindo, o auxilio inicial se torna um entrave.  

Chega um tempo em que o ego como um narciso apaixonado por um reflexo distorcido, não dá espaço para o que é novo se manifestar e começa a se defender de qualquer tentativa de mudança.  Como profundo conhecedor dos mecanismos biológicos de recompensa e satisfação,  o ego se auto-alimenta com os elogios que recebe, filtrando somente aquilo que o fortalece.

Aquilo que fortaleceu o ego no começo, já não é mais suficiente para sustentar o sistema complexo que você se tornou. Esse algo a mais que tanto te tira o sossego parece ser algo fora dos domínios do ego, e diante disso, para atingir esse objetivo, uma nova consciência  vai emergindo e se espalhando pelo seu ser e te mostrando que é tempo de perceber que nem ela nem o ego é verdadeiramente você. 

Desconfio que o ego é um dragão de múltiplas cabeças e cada vez que cortamos uma delas, uma outra aparece. Cada cabeça, cada ego tem seu tempo e possui o poder de nos ajudar - os observadores - a chegar na experiência que desejamos alcançar nessa dimensão.

Cabe a você, o observador central, trabalhar para manter essa percepção consciente diante das máscaras que vão surgindo para te levar até onde você quer chegar e não se identificar somente com elas para não perder a noção entre quem é o personagem e quem está atuando. 

Frank Oliveira
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. Os Mistérios de Baphomet

Nota Editorial: Este Artigo foi publicado como matéria de capa da Revista Sexto Sentido nº 45, de outubro de 2003, da Mythos Editora. Posteriormente, em maio de 2006, ele foi reeditado em Sexto Sentido Especial, “Os Templários”. Para esta versão on-line de “Os Mistérios de Baphomet”, foram mantidos o texto original completo, bem como as referências bibliográficas das obras consultadas pelo autor.
A esfinge grega tem cabeça e seios de mulher,
asas de pássaro e corpo e pés de leão.
Outros lhe atribuem corpo de cachorro e cauda de serpente.
Conta-se que devastava o país de Tebas, propondo enigmas aos homens
e devorando os que não sabiam resolvê-los.
(Jorge Luis Borges, O Livro dos Seres Imaginários)

APRESENTAÇÃO
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério?
Este pequeno exame sobre os Mistérios de Baphomet tem como principal objetivo fornecer algumas orientações iniciais ao tema, permitindo assim que cada Estudante possa encontrar subsídios para ir, aos poucos, formando sua própria opinião, de modo a melhor poder avaliar o que normalmente é encontrado ou divulgado nos círculos iniciáticos atuais.

 

BAPHOMET E OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS
Em relação a seus aspectos históricos, mesmo não sendo possível estabelecer com
precisão uma inequívoca e incontestável ascendência do termo, é sabido que talvez a origem do que veio a se tornar um mito esteja enraizada no princípio do século XIV da Era Cristã. Ocorre que em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois nobres Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição. No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia.(1) O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental,(2) sobremodo islâmica.
Dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos.(3) Todavia, examinando a acusação movida por Clemente V, encontraremos originalmente(4) o seguinte: item quod ipsi per singulas provincias habeant idola; videlicet capita quorum aliqua habebant tres facies, et alia unum; et aliqua cranuim humanum habebant.(5) Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma “cabeça”, um “crânio”, ou de um “ídolo com três faces”, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.
Assim, se não há como historicamente relacionar os Cavaleiros Templários diretamente com Baphomet, de onde então teria surgido este termo?

 

ORIGENS
Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall,(6) um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet,(7) sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, “Baphe” e “Metis”, significando “Batismo de Sabedoria”. A partir desta conjectura, Von Hammer especula livremente a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.
Dada a aversão de Von Hammer em relação aos Templários, os estudiosos do tema aceitam com reservas sua tese, embora a mencionem como referência original possível ao termo Baphomet. A tese de Von Hammer, todavia, ainda que muito criticada por alguns, encontra boa receptividade por parte de outros ocultistas, principalmente entre os “teósofos” de Madame Blavatsky, dado seu entendimento apontar para a Grécia Antiga como a plausível origem de Baphomet. Relacionando-o também livremente com o deus grego Pã, Blavatsky vê em Baphomet um andrógino, com um enorme aparato de ensinamentos de ordem hermética e filosófica.(8)
Também da pesquisa de Von Hammer(9) vêm algumas ilustrações, as quais, provavelmente, cerca de quatro décadas mais tarde, serviram de base para Eliphas Levi conceber sua própria ilustração de Baphomet, da qual logo trataremos. Segundo Von Hammer,(10) de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de tardias degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários.
Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um “homem velho”, o qual seria adorado pelos Templários. Este “homem velho” possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado “antes que tudo existisse”. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.(11)
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras “Baphe” e “Metros”, algo como “Batismo da Mãe”.(12) Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser “Baphe” e “Metros” uma corruptela de Behemot,(13) um fantástico ser bíblico(14) de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do Rio Nilo, sendo uma das representações da “Grande Mãe”, esposa do Deus Seth.(15) Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.(16)
De acordo com o pesquisador Raspe,(17) outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam “Baphe” e “Metios”. Assim, teríamos a expressão “Tintura de Sabedoria”, ou o já apresentado “Batismo de Sabedoria”, como o significado de Baphomet.
Blavatsky ainda relaciona Baphomet com Azazel,(18) o bode expiatório do deserto, deacordo com a Bíblia Cristã,(19) cujo sentido original – segundo a célebre ocultista russa – foi deploravelmente deturpado pelos tradutores das Sagradas Escrituras. Blavatsky ainda explica que Azazel vem da união das palavras Azaz e El, cujo significado assume a forma de um interessante “Deus da Vitória”. Não obstante a esta definição, em seus preceitos, Blavatsky vai além, quando equipara Baphomet – O Bode Andrógino de Mendes – ao puro Akasha, a Primeira Matéria da Obra Magna.(20)
Em meio a tantas referências quase que desconexas, não podemos deixar de mencionar a curiosa tese que diz ser o vocábulo Baphomet nada mais do que uma simples corruptela francesa para o nome Mahomet.(21) Tal conjectura, sustentada pelo erudito maçom Mackey,(22) vem em encontro com a suposição de que os Templários estariam sob influência das doutrinas islâmicas, conseqüência de suas freqüentes incursões no oriente por ocasião das Santas Cruzadas. No entanto, como bem lembrado por Mackenzie,(23) esta suspeita entraria em franco conflito com a premissa Templária de combate a fé Islâmica. Há de se ressaltar ainda que a religião islâmica não adota a prática de venerar ídolos, o que representaria uma contradição, considerando que Baphomet fosse de fato um ídolo adorado pelos Templários.
Considerando a possibilidade de que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para “Pai do Entendimento” ou “Cabeça do Conhecimento”.(24) Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma “Cabeça”, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito.


 
O “BODE DE MENDES” DE ELIPHAS LEVI
Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século XIX pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo mote Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi. De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o Bode de Mendes ou ainda o Bode do Sabbath, é feita do seguinte modo:(25)
Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu. O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina. Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.
Devido a eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente esta forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios. Apesar de Levi ter conseguido conceber uma arrebatadora e sintética efígie, recheando-a de múltiplos significados, não há como aceitá-la como sendo o “verdadeiro” Baphomet, senão apenas como um fruto da fértil imaginação religiosa do Abade. Indo um pouco além, diríamos até que esta idéia foi, entre outras influências, livremente inspirada pela curiosa representação do Diabo, esculpida alguns anos antes, em 1842 no pórtico da Igreja de Saint-Merri, em Paris.(26)
De qualquer modo, pelo texto de Levi,
fica claro que para conceber a “figura exata deste imperador da noite”, para usar as palavras do próprio Abade,(27) ele recebeu forte influência de uma série de informações advindas das mais diversas culturas. Assim, seja sua fonte os desenhos e ídolos descobertos por Von Hammer, seja o Egito ou a Grécia, ou as culturas hebréia, cristã ou gnóstica e até mesmo de Zoroastro, Levi, de cada uma delas foi extraindo elementos para conceber o seu extraordinário Bode do Sabbath.
Contudo, apesar das variadas fontes alegadas, valerá ao estudante mais atento examinar, com cuidado redobrado, a gravura denominada “Hermafrodita de Khunrath”,(28) citada como fonte pelo honesto Abade, visto ela guardar notáveis semelhanças com a concepção do Bode de Mendes, de Levi.
A figura emblemática do Bode de Mendes de Eliphas Levi foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou diretamente o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constatnt, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes.(29) Daí a denominação escolhida por Levi, o “Bode de Mendes”.
Porém, é significativo mencionar que o bode, do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o bode se relaciona às lunares.(30) Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados “positivos” das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os “negativos”. Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da divindade, enquanto que no segundo a expiação e morte do deus.
Numa variação deste símbolo, o carneiro é substituído por outro bode, passando-se assim a dois bodes sendo utilizados ritualisticamente. A primeira menção deste culto ocorre no Levítico, exatamente no mencionado Culto do Bode Expiatório.(31) Nesta ocasião, durante as festividades, o Sacerdote recebia dois bodes e de acordo com o resultado de uma escolha aleatória um deles seria imolado enquanto o outro era posto em liberdade. Não deixa de ser interessante se lembrarmos do Rito de escolha entre Jesus e Barrabás, onde um foi sacrificado e o outro posto em liberdade.
O mais importante para o momento, entretanto, é lembrar que tais considerações trazem, em si mesmas, um eterno jogo de contrários, apresentados ora na forma de um aspecto luminoso, ora na forma de um feitio sombrio. O dualismo é a característica mais evidente da gravura de Eliphas Levi. Nela encontramos propriedades masculinas e femininas, diurnas e noturnas, sugerindo o equilíbrio da criação através do retorno a androginia primordial. A mística sufi, inclusive, uma herança islâmica supostamente absorvida pelos Templários, menciona que apenas existirá a salvação se for superada a ilusão da dualidade deste mundo de aparências e erros, pelo retorno à unicidade original.(32)

 

O SOLVE ET COAGULA E O “Hermafrodita de Khunrath”
As inscrições SOLVE e COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do “Hermafrodita de Khunrath” (imagem mais abaixo), estes dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente.(33) As inscrições são dois pólos que marcam o clico solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida. A fórmula Solve et Coagula, todavia, não se resume apenas na vida material. Podemos entender aqui que o espírito pouco evoluído, ou primário, encontrará os meios pelos quais possa ser transformado em espírito evoluído, superior. A esta propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios,(34) supostamente a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II.

A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial.
Também de Eliphas Levi vem outra bem curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, explanação esta que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer TemOHPAB,(35) uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a estupenda sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis ABbas.(36) A explicação do acróstico, contudo, não traz maiores esclarecimentos ao termo Baphomet, senão a já bem conhecida menção a Unidade Primeira.

 

DUAS OUTRAS HIPÓTESES: SOFIA E ADÃO
Outra técnica cabalística de cifrar mensagens (chamada Athbsh) sugere que o verdadeiro significado de algumas palavras apenas aparece caso seja escrito, a partir da palavra original, um outro termo. Conforme esta regra, a primeira letra do alfabeto hebraico (Aleph) na verdade equivaleria a última (Tau), a segunda letra (Beth) corresponderia a penúltima (Shin), a terceira letra (Gimel) a antepenúltima (Resh) e assim por diante. A palavra BaPhOMeT, neste caso escrita com as letras hebraicas Beth, Pe, Vav, Mem e Tau aparece, após ter sido aplicada esta técnica, como Shin, Vav, Pe, Yod, Aleph, correspondendo então a palavra SOPHIA, Sabedoria em grego.
Seguindo com a teoria que aponta Baphomet como o Hermafrodita, pode ser feito um extraordinário paralelo entre esta efígie e a citação bíblica “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher”.(37) Examinando o texto em latim encontraremos: ad imaginem suam Dei creavit illum, masculum et feminam creavit eos, ou seja “à sua imagem Deus o criou, o criou macho e fêmea“. Assim, conforme mostram as Sagradas Escrituras, Deus criou um Adão que era, ao mesmo tempo, macho e fêmea, um Andrógino.(38) Adão, portanto, o primeiro ser da natureza, foi dotado com as duas naturezas do andrógino. Baphomet então surge como um ícone tardio para o homem primordial, Adão.

 

SÉCULO XX: BAPHOMET E ALEISTER CROWLEY
As alusões sobre a expressão Baphomet, ora apresentadas, são de extrema valia para os estudantes do simbolismo mágico e iniciático. Não obstante o volume de ponderações feitas já ser considerável, uma nova e recente forma de abordagem destes Mistérios vem ganhando terreno no estudo da Tradição, principalmente nos aspectos relacionados ao que hoje se convencionou chamar de neo-templarismo e neo-gnosticismo.
No século XX, o controvertido ocultista inglês Aleister Crowley, desenvolveu um culto e uma religião que têm como um de seus principais fundamentos exatamente o alegado ídolo templário, segundo sua própria e peculiar concepção de Baphomet. O entendimento de Crowley por certo lançará mais matéria à reflexão sobre este discutível tema, bem como ajudará a avaliar o modo polêmico de abordagem deste mistério, modo este típico de uma crescente vertente de ocultistas contemporâneos.
Ao longo das obras de Crowley, são fartas as referências a Baphomet, por ele chamado de “Mistério dos Mistérios”, no cânone central de sua religião, cânone este composto na forma de um missal denominado Liber XV – A Missa Gnóstica.(39) Tal era sua identificação com Baphomet, que este nome foi adotado como um de seus mais preclaros pseudônimos ou Motes Mágicos. O assunto é tão relevante que nos Rituais de Iniciação da Ordo Templi Orientis, uma das Ordens lideradas por Crowley, praticamente todas as consagrações são feitas em nome de Baphomet, não importando se os consagrados estejam conscientes ou não a respeito do sentido de tal ato e muito menos de suas implicações futuras. Tamanha é a proeminência do conceito implícito ao termo que no Grau VI da referida Ordem, a título de ilustração, numa clara referência a suas supostas raízes orientais, a palavra Baphomet é declarada como sendo aquela que comporta os Oito Pilares (as oito letras que formam a palavra) que sustentam o Céu dos Céus, a Abóbada do Templo Sagrado dos Mistérios, no qual está o Trono do Rei Salomão.(40)
Ainda em sua Missa Gnóstica, Crowley identifica Baphomet com um símbolo chamado “Leão-Serpente”.(41) O Leão-Serpente, assim como Baphomet, é a representação do andrógino ou hermafrodita. Mais especificamente, ele é um composto que possui em si mesmo o equilíbrio das forças masculinas e femininas transmutados num só elemento. O Leão-Serpente, na verdade, é uma forma cifrada de mencionar a concepção humana, a união dos princípios masculinos (Leão) com femininos (Serpente), ou do espermatozóide com o óvulo, formando o zigoto. Há, seguindo com os preceitos de Crowley, diversos modos de mencionar esta dualidade: Sol e Lua, Fogo e Água, Ponto e o Círculo, Baqueta e Taça, Sacerdote e Sacerdotisa, Pênis e Vagina, além de várias outras duplas de eternos polares.
Originalmente, o símbolo representado pelo Leão-Serpente, consta em alguns dos mais antigos documentos gnósticos, os quais remontam a começos do século II d.C. Apresentado sob a forma de uma figura arcôntica com cabeça de leão e corpo de serpente, o Leontocéfalo era a própria imagem do Demiurgo do Mundo, sendo a versão gnóstica para o Jeová mosaico.(42) Crowley, ao se utilizar deste mesmo simbolismo, pretendia assim resgatar os cultos de um cristianismo hoje considerado primitivo.
Crowley e seus adeptos, entretanto, não se detêm apenas em demonstrar o Mistério de uma forma puramente alegórica. A “Luz da Gnose”, como é chamada, é celebrada de modo literal. Assim, o ponto máximo da encenação de seu missal consiste na celebração do Supremo Mistério, ou seja, durante a realização das Missas Gnósticas ocorre a comunhão, por parte de todos os partícipes da Cerimônia, das hóstias, também chamadas de Hóstias dos Céus, ou Bolos de Luz, preparadas com sêmen e fluido menstrual.(43) De acordo com Crowley, Baphomet, sob o nome Leão-Serpente, surge deste composto, da Matéria Primeva, oriunda da Grande Obra, ou seja, do ato sexual entre Sacerdote e Sacerdotisa. Através dos alegados poderes mágicos dos Operantes do Rito da Grande Obra, a Matéria Primeva é transmutada em “Elixir”, ou Amrita.(44) A Grande Obra, contudo, através das propriedades mágicas da fórmula de Baphomet, ainda teria a capacidade de transmutar também os Operantes do Rito e não apenas as substâncias que o compõem.(45)
Baphomet, assim como concebido por Crowley, é então o Elixir ou Tintura da Sabedoria, o veículo da Luz da Gnose, a qual compõe o Mistério Místico Maior, também chamado segredo central de sua Ordo Templi Orientis. Crowley também considerava Baphomet como o supremo Mistério Mágico dos Templários, segredo este que estaria concentrado nos graus superiores de sua Ordem. Da mesma forma, ele clamava que este era o mesmo mistério oculto aos graus superiores da Maçonaria.(46)
Crowley e seus discípulos se consideram herdeiros deste conhecimento, o qual, segundo eles, foi transmitido de geração em geração, desde tempos remotos até eles mesmos, seus sucessores, através dos Santos Gnósticos. Curioso constatar é que, dentre os inúmeros Santos relacionados por Crowley em sua Missa Gnóstica,(47) estejam presentes os nomes Valentin e Basilides, os mesmos gnósticos aqui já citados, cujas doutrinas supostamente deram origem ao termo Baphomet. Inclusive, no Credo de sua religião, recitado nesta mesma Cerimônia, há referência oculta a Baphomet ou Leão-Serpente, na forma do mencionado “Batismo de Sabedoria”, ato responsável pelo Milagre da Encarnação(48) (i.e. a reprodução humana).
Crowley também usa uma forma particular de grafia para Baphomet, forma esta que segundo o seu relato, lhe fora revelada em visões obtidas durante a realização de determinados trabalhos mágicos.(49) Assim, esta palavra aparece curiosamente grafada como BAFOMIThR.(50) Com isso, Crowley – externamente – sugere que o termo Baphomet seja para ele equivalente ao que Pedro representou para Cristo,(51) ou seja, analogamente, sobre esta “pedra” fundamental, Baphomet, Crowley edificou a sua Igreja.(52) Internamente, contudo, em um dos Graus Superiores de sua Ordem, dado ao caráter supostamente Templário, de acordo com a interpretação pessoal de Crowley deste tipo de mistério, em seus diários a palavra BAFOMIThR(53) por vezes aparecia para indicar Ritos de Magia Sexual onde havia prática de sodomia.(54)
As concepções de Crowley, entretanto, não param por aí. Ao que tudo indica, tal é a amplitude de valores presentes em seus ensinamentos relacionados a Baphomet, que se tem nítida impressão de que ele se valeu de todas as atribuições cabíveis a esta imagem, para dali avocar alguma mensagem, apropriada tanto a difusão quanto a justificação de sua religião.

 

CONCLUSÃO
Apesar de muito ter sido dito concernente a questão Baphomet, apenas uma única certeza aparece de modo irrefutável: Os Mistérios de Baphomet ainda seguirão, dando a oportunidade para que cada um de seus Estudantes penetre num rico e fantástico universo de signos, símbolos e enigmas a serem desvelados.
O próprio enigma da Esfinge Egípcia nos desafia e ameaça, prometendo maravilhas conquanto nos indaga sobre sua misteriosa natureza. Talvez o que de melhor tenhamos a fazer neste momento, após tanto considerar sobre esta outra enigmática Esfinge, Baphomet, é seguir o sábio exemplo de um dos maiores Mestres Gnósticos, o próprio Basilides, conhecido como o Mestre do Silêncio,(55) e quedar-nos em sossego.
Abrindo espaço ao Silêncio, damos vez à reflexão. Refletindo, confiamos que a verdadeira Fraternidade, aquela que se reúne na Igreja Invisível do Espírito Santo, continuará sempre a providenciar nosso sustento espiritual, sem os excessos tão comuns a falsa religião, mas com a tranqüilidade da Verdadeira Sabedoria, que garantirá justiça e perfeição para todos os seus Reais Adeptos.
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NOTAS:
01) Demurger, Alain. Os Cavaleiros de Cristo, Jorge Zahar Editor (Rio de Janeiro, 2002); p. 191.
02) Figueiredo de Lima, Adelino. Os Templários, Bradil (Rio de Janeiro, 1972); p. 41.
03) Read, Piers Paul. Os Templários, Imago Editora (Rio de Janeiro, 2001); p. 286.
04) Citada por Mackey, Albert Gallatin. Enciclopedia de la Francmasonería, Editorial Grijalbo (México, 1981). Vol. I, p. 205.
05) “também em todas as províncias têm ídolos ou cabeças representativas, algumas possuindo três faces, outras uma e algumas com crânio humano”.
06) Citado por Mackenzie, Kenneth. The Royal Masonic Cyclopedia, The Aquarian Press (England, 1987), p. 67.
07) Von Hammer-Pürgstall, Joseph. Mysterium Baphometis Revelatum, (1816). Ver também Hammer-Purgstall, Joseph von, Die Geschichte der Assassinen(Stuttgart-Tubingen, 1818); tradução Inglesa: The History of the Assassins, tr. O.C. Wood (London, 1835).
08) Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico, Editora Ground (São Paulo, edição sem data).
09) Citado por King, Charles William. The Gnostics and Their Remains, Wizards Bookshelf (Minneapolis, 1973), p. 128.
10) Citado por Angebert, Jean-Michel. Hitler et la tradicion Cathare, Editions Robert Laffont (Paris, 1971); cap. III.
11) King, C. W. – Op. Cit., p. 235.
12) King, C. W. – Op. Cit., p. 406.
13) King, C. W. – Op. Cit., p. 406.
14) Jó, 40:10-15.
15) Graves, Robert; Patai, Raphael. Los Mitos Hebreos, Alianza Editorial (Madri, 1988); p. 46.
16) Graves, Robert; Patai, Raphael. Op. Cit., p. 43.
17) Citado por King, C. W. – Op. Cit. , p. 407.
18) Blavatsky, Helena P. Isis Sin Velo, Ediciones Novedades de Libros (México, 1954); tomo III, p. 413.
19) Levítico, 16:5-10.
20) Blavatsky, Helena P. A Doutrina Secreta, Editora Pensamento (São Paulo, 1973); vol I, p. 286.
21) King, C. W. Op. Cit., p. 406.
22) Mackey, A. G. Op Cit., vol I, p. 205.
23) Mackenzie, Kenneth. Op. Cit., p. 67
24) Shah, Idries. Os Sufis, Círculo do Livro (São Paulo, 1991); p. 252.
25) Levi, Eliphas. Dogma e Ritual da Alta Magia, Editora Pensamento (São Paulo, 1963); p, 448.
26) Demurger, Alain. Auge e Caída de los Templários, Ediciones Martinez Roca, (Barcelona, 1986); p. 261.
27) Levi, Eliphas. Op. Cit., p. 323.
28) Ver análise “O Andrógino de Khunrath”, presente em: Guaita, Stanislas. No Umbral do Mistério, Ed. Martins Fontes (São Paulo, 1985); p. 73. Originalmente esta imagem foi publicada por Heinrich Khunrath, no Amphitheatrum sapientiae aeternae. (Hamburg: s.n., 1595).
29) Lurker, Manfred. The Gods and Symbols of Ancient Egypt, Thames and Hudson (London, 1980); p. 55.
30) Chevalier, Jean; Geerbrant, Alain. Dicionário de Símbolos, José Olympio Editora (Rio de Janeiro, 2000); p. 134.
31) No já citado Levítico, 16:5-10.
32) Chevalier, Jean; Geerbrant, Alain. Op. Cit., p. 52.
33) Guaita, Stanislas. Op. Cit., p 86.
34) Fulcanelli. As Mansões Filosofais, Edições 70 (Lisboa, 1977); p. 237.
35) Levi, Eliphas. Op. Cit., p. 329.
36) “Pai do Templo, Paz Universal dos Homens”.
37) Gênesis, I:25. Também encontramos referência a este princípio em Mateus, 19:4 e em Marcos, 10:6.
38) Fulcanelli. Op. Cit., p. 182.
39) Crowley, Aleister. Magick, editado por John Symonds e Kenneth Grant, Samuel Weiser, (Maine,1987); p. 424.
40) King, Francis. The Secrets Rituals of the O.T.O., Samuel Weiser (New York, 1973); p. 164.
41) Crowley, Aleister. Op. Cit., p. 424.
42) Gómez de Liaño, I. El Círculo de Sabedoria, Ediciones Siruela (Madrid, 1998); p. 139.
43) Kenneth, Grant. Hecate´s Fountain, Skoob Books Publishing (London, 1992); p. 103.
44) King, Francis. Sexuality, Magic & Pervesion, Feral House (Los Angeles, 2002); p 98.
45) Kenneth, Grant. Beyond the Mauve Zone, Starfire Publishing (London, 1999); p. 201.
46) Kenneth, Grant. Op. Cit., p. 31.
47) Crowley, Aleister. Op. Cit., p. 430.
48) Crowley, Aleister. Op. Cit., p. 424.
49) “Os Trabalhos de Amalantrah”, realizados em 1918.
50) Crowley, Aleister. The Magickal Record of the Beast, editado por John Symonds e Kenneth Grant, Duckworth, (London, 1993); p. 54.
51) No entendimento de Crowley, “BAFOMIThR”, de acordo com a Gematria, técnica de atribuir valores as letras, possui valor igual a 729. Este é o mesmo atribuído a palavra grega “Kephas”, que significa “pedra”.
52) Mateus, 16:18.
53) Mencionada por Crowley como a “Fórmula 729”.
54) Crowley, Aleister. Op. Cit., p. 179.
55) Salvan, Paule. No Prefácio para Gillabert, Émile. Jésus et la Gnose, Dervy-Livre (Paris, 1981); p. 17.

 

Bibliografia:
Angebert, Jean-Michel. Hitler et la tradicion Cathare, Editions Robert Laffont (Paris, 1971).
Bíblia Sagrada – Edição Claretiana (São Paulo, 1995)
Blavatsky, Helena P. A Doutrina Secreta. Editora Pensamento (São Paulo, 1973).
Glossário Teosófico, Editora Ground (São Paulo, edição sem data).
Isis Sin Velo, Ediciones Novedades de Libros (México, 1954).
Borges, Jorge Luis. O Livro dos Seres Imaginários, Editora Globo (Porto Alegre, 1981).
Crowley, Aleister. Magick. editado por John Symonds e Kenneth Grant, Samuel Weiser, (Maine,1987).
The Magickal Record of the Beast 666, editado por John Symonds e Kenneth Grant, Duckworth, (London, 1993).
Demurger, Alain. Auge e Caída de los Templários. Ediciones Martinez Roca, (Barcelona, 1986).
Os Cavaleiros de Cristo. Jorge Zahar Editor (Rio de Janeiro, 2002).
Figueiredo de Lima, Adelino. Os Templários. Bradil (rio de Janeiro, 1972).
Fulcanelli. As Mansões Filosofais. Edições 70 (Lisboa, 1977).
Chevalier, Jean; Geerbrant, Alain. Dicionário de Símbolos. José Olympio Editora (Rio de Janeiro, 2000).
Gillabert, Émile; Jésus et la Gnose. Dervy-Livre (Paris, 1981); p. 17.
Gómez de Liaño, I. El Círculo de Sabedoria. Ediciones Siruela (Madrid, 1998).
Grant, Kenneth. Beyond the Mauve Zone. Starfire Publishing (London, 1999).
Hecate´s Fountain. Skoob Books Publishing, (London, 1992); p. 103.
Guaita, Stanislas. No Umbral do Mistério, Ed. Martins Fontes (São Paulo, 1985).
Graves, Robert; Patai, Raphael. Los Mitos Hebreos, Alianza Editorial (Madri, 1988).
King, Charles William. The Gnostics and Their Remains, Wizards Bookshelf (Minneapolis, 1973).
King, Francis. Sexuality, Magic & Pervesion. Feral House (Los Angeles, 2002).
The Secrets Rituals of the O.T.O., Samuel Weiser (New York, 1973).
Levi, Eliphas. Dogma e Ritual da Alta Magia, Editora Pensamento (São Paulo, 1963).
Lurker, Manfred. The Gods and Symbols of Ancient Egypt. Thames and Hudson (London, 1980).
Mackenzie, Kenneth. The Royal Masonic Cyclopedia, The Aquarian Press (England, 1987).
Mackey, Albert Gallatin. Enciclopedia de la Francmasonería, Editorial Grijalbo (México, 1981).
Read, Piers Paul. Os Templários, Imago Editora (Rio de Janeiro, 2001).
Shah, Idries. Os Sufis, Círculo do Livro (São Paulo, 1991).
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Dimensão Totêmica Ancestral


Miasthenia - Dimensão Totêmica Ancestral (Lyrics)




http://www.musikiwi.com/paroles/miasthenia-dimensao-totemica,ancestral,213427.html


Nós evocamos a força do espírito animal
Os mistérios da Grande Serpente
Leve-nos de volta à dimensão totêmica ancestral
Onde a sabedoria de um povo antigo
Ressurge límpida e forte!!!

Quando a noite reinava sobre a Mãe Terra
Um xamã concebeu nosso destino
Em um sonho mítico que dizia:
Que nós viemos ao mundo para a batalha
Para reviver o mítico na magia do caos
Para reviver a barbárie pagã

Vejo através dos olhos do Puma
Mágicas visões da existência
É o instinto selvagem em minhas veias

Renovando meus laços eternos
Com o Totem ancestral

Eu sou o espaço através do qual viaja o tempo
Eu sou o grito de todo mortal
Que alcança o mistério da consciência
Criador e criatura...
Trazendo os rumores da escuridão para o mundo mortal...
A força selvagem das garras do Puma na vingança ancestral...
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Liberdade Satânica...........



Liberdade Wallpaper
 
Por Cornelius Barbatus
2011 e.v. (XLVI Anno Satanas)
 
Liberdade é uma palavra muito cara aos satanistas. Talvez, junto com a indulgência, seja o termo mais forte quando nos vem à cabeça a palavra satanismo, pois liberdade é sinônimo de satanismo.
Ser satanista é ansiar por sua liberdade e mais ainda, saber conquistá-la, com sabedoria e determinação.
O satanista é aquele que se liberta serenamente das coisas e das pessoas que são inúteis a ele. Para que termos que nos culpar por nos sentirmos (e de fato, sermos) diferentes dos demais nesta sociedade em que vivemos? Devemos respeitar nosso verdadeiro jeito de ser e deixar fluir nossa própria natureza especial.
A liberdade deve chegar naturalmente ao satanista, adequando-se a cada situação em que for vivendo. Aceitamos o curso normal da vida e procuramos resolver nossos problemas sem reprimir nossas vontades.
Liberdade para nós é, sobretudo, a liberdade individual, questão de aprendizagem do uso de nossa experiência de vida. Quanto mais o indivíduo tiver certeza do que quer e coragem de dizer não, com decisões firmes e sem arrependimentos, mais estará compreendendo o que é liberdade. Isso serve para suas próprias decisões na busca de um objetivo. Essa afirmação tem grande aplicação na prática mágica, onde é requisito básico para o sucesso que o indivíduo esteja decidido sobre o que almeja, cônscio de seus objetivos na execução de um ritual, não havendo espaço nem para a indecisão momentânea, nem para o arrependimento posterior.
Assim, não deve o satanista ter receio de ser ele mesmo e sacrificar sua liberdade pelos outros, cabendo aqui um alerta sobre determinadas correntes políticas e de pensamento que recriminam esta postura e insistem no contrário: os satanistas não devem se submeter a seu dogma coletivista, medíocre e repressor!
A liberdade satânica demanda responsabilidade. Para os satanistas nenhum conceito de liberdade escapa ao exercício responsável dessa dádiva. Sabemos de nossas responsabilidades e que uma vivência epicurista pautada no desfrute equilibrado é muito mais produtiva, por isso mesmo, não abrimos mão de julgar os demais de acordo a nossos princípios e vivências. A defesa de nossos interesses e da liberdade que tanto conquistamos e que pela qual zelamos contra aqueles que ousarem retirá-la, é ponto pacífico em nossa filosofia.
Liberdade é uma palavra bonita para muitos, sendo constantemente usada em nossa sociedade em um sentido coletivo, como um grande fetiche político, social e cultural, quase sempre impraticável e abstrato. Já a liberdade satânica é mais realista, pragmática e cognoscível. Ela é concreta e realizável, realizações das quais somos capazes e não abrimos mão em hipótese alguma.
Quantos estão preparados para gozarem de sua vida em liberdade, individualidade e com responsabilidade?
Viva a liberdade satânica e a majestade dos satanistas!

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Energia Reiki - Mitos e Discernimento........

Energia Reiki - Mitos e Discernimento



Mensagem de 2004 na Voadores, revisada e ampliada em Set/2006
Por Lázaro Freire

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O ReiKi em si é um ótimo sistema de cura, acessível e didático, que não requer grandes preparos especiais dos aplicadores. Compreendo que tenha uma função evolutiva no momento espiritual do ocidente. 

Vou além: a popularização do Reiki ajudou a questionar as exageradas obrigações doutrinário-religiosas impostas a médiuns de outros sistemas. Antes, estes eram obrigados a engolir anos de evangelização imposta, apenas porque desejar - ou PRECISAR - doar energias de cura, em amor, como ensinado por todos os grandes Mestres do planeta.

Mas se vejo o PRINCÍPIO do Reiki como positivo, infelizmente há em grande número um "reiki® fast-food" que se baseia mais em "ouvi falar" do que em discernimento. Não é culpa da técnica, nem da egrégora Reiki original. Mas este reiki, inicialmente comércio, para muitos se tornou uma nova religião - e pior, sem a espiritualidade que normalmente acompanha as religiões.

A maioria dos "cursos" por aí são de um fim de semana, sem maior compromisso, e o que "ensinam" de bioenergias, chakras, auras, nadis, kundalini, sintonia, passes, técnicas, mudança consciencial, ética, sabedoria, meridianos, etc é muito superficial - quando não ausente. O interesse passou a ser, em muitos casos, comercial.

Assim, é importante avaliarmos COM DISCERNIMENTO alguns dos mitos sobre o Reiki e seus princípios de funcionamento que tanto ouvimos por aí:



MITO: A "energia reiki" jamais faz mal a alguem e independente da conduta espiritual do reikiano. 

Não é bem assim. Discernir é simples, como veremos a seguir. Mas contra isso há uma arrogância quase religiosa de alguns reikianos, movida às vezes por interesses ou ego. 

Não existe "energia reiki". A energia é uma só, modulada por diversas técnicas, e assumindo as características do meio. E o passista, ainda que reikiano, também é um desses meios - e a influencia, sim. 

A conduta de qualquer pessoa influencia as bioenergias de qualquer outra com a qual ela se acople auricamente. Mesmo se uma técnica usasse uma nova modalidade de energia, recém descoberta no universo (e não uma modulação diferente de outra), AINDA ASSIM as demais energias anímicas do aplicador TAMBÉM estariam passando, sem parar.

Se a pessoa é espiritualista, e acredita em consciências extra-físicas, há outra coisa fácil de perceber: não dá para deixar o
obsessor do reikiano nem do paciente fora da sala, só porque queremos aplicar uma energia supostamente "especial". Obsessores são universalistas e democráticos, se acoplam em qualquer um, sem ligar para a "linha" da pessoa. Ou seja, se o passista (reikiano ou não) não cuida de sua conduta e sintonia, vai deixar o paciente MUITO pior.



MITO: A energia do Reiki é outra, "melhor", diferente das que quaisquer espiritualistas estudam.

Raros mestres de reiki tem noções adequadas de prana, apana, vyana,
udhana e samana; e suas diferenças. O que torna pouco provável uma correta compreensão do vyana, auto-regulador, envolvido na técnica "reiki".

Poucos ainda tem noções básicas de kundalini, envolvida no processo - e ainda assim saem fazendo "iniciações" (?) que lidam com ela, baseados em repetições ritualísticas do que aprenderam ou "ouviram dizer".



MITO: Quem aprende a técnica de sintonização torna-se um "Mestre" Reiki, ou um Mestre "de Si Mesmo" (?).

Nada contra o ReiKi - ao contrário, sou, digamos, "mestre reiki" em vários sistemas. Prefiro o termo "iniciador" ou "sintonizador" - mas, convenhamos, não vende tanto nem dá o mesmo status.

Acho muito bom haver uma técnica de aprendizado rápido, a qual as pessoas já conseguem sair praticando e ajudando após um único fim de semana. Embora seja evidente que isso traga as limitações de qualquer fast-food, as quais, DEVERIAM ser devidamente compensadas e complementadas em módulos posteriores.

Mas observem que, para alguém se dizer MESTRE em algo, lamento, precisaria estudar um pouco de muito mais. E não só estudar: Mestres discernem. Mestres são a expressão máxima da sabedoria, do discernimento, da conduta reta. Mestres conseguem transformar consciências com sua simples presença. Mestres transmitem, numa simples prática ou palavra de poder, "algo mais" do que simples resultados de ritos, ou pirotecnias bioenergéticas. Mestre compreender profundamente o consciente e inconsciente de cada um de seus discípulos, inclusive no transpessoal. E os acompanham, depois.

NENHUM mestre, nem mesmo o Usui, sairia dizendo que a conduta de seu
discípulo "tanto faz". É só pensar um pouco, muito pouco. E notaremos
que a maior parte dos "mestres reiki®" que temos por aí sequer acompanham seus iniciados. E boa parte não anda lá muito interessada em que as pessoas PENSEM, discirnam, os questionem. É mais comercial e prático criar um mito onde a sua própria responsabilidade é transferida de forma mágica para o universo "inteligente", espalhando também que a técnica que eles vendem é "melhor" - e, consequentemente, a do outro, pior.



MITO: Caráter, conduta e sintonia do Reikiano não afetam a aplicação.

Reiki, insisto, é muito prático e bom. Mas os melhores reikianos que já vi eram EXCELENTES pessoas, de conduta maravilhosa. Que já emanavam ótimas bioenergias antes do Reiki. Pessoas excelentes usando uma técnica excelente, conectados a uma egrégora também excelente. Adivinhem o resultado?

Agora imagine um fumante, carnívoro, ciumento, encrenqueiro, brigão e
que tenha bebido. Sem entrar no julgamento moral e discernimento de cada um desses atributos, é FATO que cada um deles altera, de alguma modo, as bioenergias, em sentido menos sutil. É claro que o que essa pessoa faz com seu corpo, psiquismo e sintonia espiritual afetará aqueles com quem cruzar. Imagine então um acoplamento de "cura" com um reikiano assim.

Precisamos SER a cura que desejamos levar.



MITO: O símbolo do Reiki é um bambo, exatamente porque somos apenas canais que não afetam a energia.

Ouvi alguns "justificando" que o símbolo do reiki seria um bambu, por este ser oco (?) e através dele a energia reiki passar, "provando" que o bambu seria um "simples instrumento".

Até onde sei, o símbolo do Reiki NÃO É um bambu. Alguém pode ter adotado este símbolo depois, mais para o mito que divulgava do que para a prática original, mas isso não significa que a energia passará por um bambu. 

Resumindo o princípio real do REI-->KI, a modulação de energia utilizada no Reiki envolve energia cósmica, fohat, REI, passando pelo nadi chitrini (que fica dentro do vraja, que fica dentro do sushumna), ativando kundalinicamente o muladhara (já é outra forma de energia), e acionando o KI do hara. Ou seja, REI (cósmica), KUNDALINI (telúrica) e KI (animica) estarão envolvidos no processo. Em um mecanismo como esse, é IMPOSSÍVEL a porção KI e KUNDALINI do aplicador não afetar de algum modo aquilo que teve como gatilho uma energia sutil.

Aliás, imagine um médium descontrolado kundalínica e sexualmente, possivelmente em processo de assédio, entrando em comunhão fortissima e quente via ReiKi com um paciente do sexo oposto, particularmente interessante e receptivo no momento. Ainda que de forma inconsciente, consegue ver o "resultado"?

O símbolo do Reiki mostra ideogramas kanji para Rei (energia cósmica) e para Ki (energia vital) reuinidas, exatamente falando da natureza energética acima explicada.

O bambu, por sua vez, é um conhecido símbolo de FLEXIBILIDADE, tanto no zen quanto no tao. Ele é o mole que se verga com o vento, e por isso resiste, ao contrário da árvore dura, seca e firme que se quebra. Se depois mestres bem ocidentais "adaptaram" o símbolo às lendas comerciais que criaram, transformaram Usui em cristão, trocaram o longo contexto iniciático por mero ritual de fim de semana, não é mais Reiki, é marketing. Mas o contato áurico ainda existe, e a conduta do reikiano continuará fazendo muita diferença naquilo que deseja passar.



MITO: Os símbolos ReiKi são secretos, e só podem ser revelados a "iniciados".

Na verdade, sequer o ChoKuRei e demais símbolos são do ReiKi, ou secretos. Eram simbolismos de uma vertente do budismo de Usui, que o ReiKi incorporou - antes de inventarem a internet e termos como saber da origem dos paradgimas. Evidentemente, não foram passados magicamente a Usui: há registros históricos anteriores do uso dos símbolos, inclusive onde Usui frequentava antes. A técnica é apenas como usar os velhos símbolos para cura, via iniciação.



MITO: Se um reikiano estiver embriagado, a energia reiki, independente de seu estado, irá fluir. 

Eu acrescento: E o bafo também, assim como os assediadores espirituais e seu campo psíquico e bioenergético COMPLETAMENTE turvo pelo lastimável estado de embriaguês.

Vários certamente já presenciaram a cena inconveniente: Em uma festa, alguém de porre lembra que é reikiano, e cisma que é capaz de "curar" os outros, diagnosticando quem está "passando mal" - em geral, de bebedeira também. E se alguém de bom senso pondera sobre sintonia, o "reikiano" começa um discurso sobre o reiki não ser afetado, falando de espiritualidade movido a embriaguez e fluidos densos, com direito a manipulação de energias e tudo. O curioso é que em geral não tem a espiritualidade tão "prática" assim quando está sóbrio. A clarividência fornece cenários espirituais, digamos, "curiosos", em casos de "cura" assim.



MITO: A energia reiki simplesmente existe independente das coisas.

A estes, recomendo estudar um pouco, seu reiki certamente se beneficiará... Na verdade, "REI" e "KI" já existiam bem antes do "Reiki", independente das técnicas. O ReiKi não inventou as energias.



MITO: A intencão do reikiano em passar o reiki, é que faz essa energia correr através das mãos. É como um "ON" "OFF".

Em termos. Não é BEM assim que FUNCIONA. Não é a intenção que faz correr, há um processo envolvido, relacionado com uma abertura kundalinica no chitrini, e a conexão a uma egrégora. E este egrégora, aliás, tem MUITO de espiritual.

Mas, para os que tem credo espiritualista, pondero que assim como há pseudo-mestres reiki no físico, há também consciências extra-físicas simpatizantes. Assim, acredito mesmo que um desencarnado pseudo-mestre Reiki possa atender a um reikiano bebado e desequilibrado também, na falta de uma conexão mais sutil. Especialmente se o tal pseudo-mestre desencarnou com essas crenças. Aliás, se crê que a energia da bebida não será passada mesmo para o paciente, é até provável que este espírito vampirize o reikiano, e ainda ache que está fazendo um favor à "inteligência" do princípio sutil. O paciente fica com a energia sutil, o espírito com a densa, e o reikiano sem nenhuma. Mas como o acoplamento é dos três, todos influenciam todos, e ainda ganham. 

Eu certamente não gostaria de tomar reiki com este. Outros, veja só, até pagam por ele.

Aos que tiverem oportunidade, recomendo meus cursos de passes, reiki e cura pranica comparados, com sistema "reikiano" de iniciação próprio e individual - justamente para o sintonizado "desconstruir" os princípios. 



MITO: Reiki é sempre bom, em qualquer circunstância.

Em termos. Se o princípio acelera a cura e cicatrização, aplicá-lo em um osso quebrado e fora do lugar pode comprometer a correta cicatrização. Diane Stein também relata sobre um dedo amputado que foi levado para cirurgia apenas uma hora depois, tendo recebido reiki durante o transporte. Os médicos não puderam reimplantar, alegando que o amputamento havia ocorrido no dia anterior, e que os dedo e/ou mão já estavam em um processo mais avançado de cicatrização.



MITO: Algumas pessoas podem utilizar o simbolo do reiki para fazer o mal, usando o símbolo, a distância.

Em termos. Emanar algo bom para alguém melhora a pessoa. Desconheço contra-indicações graves relacionadas aos símbolos usados no Reiki tradicional. Mas, como uma técnica de concentração de energia, deve ser usada com discernimento em caso de acúmulo de energia, onde seria mais adequada uma técnica de dispersão.

Fora do tradicional, é preciso compreender a egrégora de cada símbolo utilizado, e o mecanismo da transmissão. Há um caso envolvendo o Harth, um símbolo de Karuna Reiki, que teria prejudicado a mediunidade de alguém que estava sendo "ajudada" sem saber, por alguém de "boa intenção" - e sem discernimento. Por clarividência, notaram um escudo protetor acima do chakra coronário do médium, formado por pequenas pirâmides Harth. O objetivo do símbolo tem mesmo a ver com proteção, mas certamente uma sensitiva não queria ser "protegida à revelia" de seu contato com os planos sutis - pelo mesmo motivo óbvio pelo qual ninguém em sã consciência colocaria um filtro de sonhos no quarto quando tem pretensões de fazer viagens astrais.



MITO: O Reiki precisa ser cobrado. Tudo tem que ter trocas. Só se pode aplicar Reiki quando as pessoas nos dão algo em troca.

Lei de Talião aplicada à espiritualidade. Esse é um discurso de quem cobra caro. Se a energia é a do universo, e o reikiano acredita não fazer nada, porque deveria cobrar por ela? A resposta é simples: para ser ressarcido do alto valor que algum "mestre" lhe cobrou.

Por outro lado, o TEMPO é do reikiano. Se ele se dedica integralmente a isso, se pesquisa e investe nisso, se mantém espaços para este fim, é justo que possa viver e se alimentar, como em qualquer profissão.

O ideal nem é o exagero de alguns espíritas, onde quem doa ou dá um curso muitas vezes faz menos do que pode por não conseguir arcar com os prejuizos e custos operacionais, nem tampouco a justificativa pobre com fins claramente comerciais.

Se a pessoa elabora cursos de reiki, ou espíritas; se viaja para ministrar seus cursos; se pesquisa e se aprimora; se faz transparências e aluga salas para cursos ou atendimentos; notem que todos envolvidos cresceram, lucraram, evoluiram e mantiveram seu projeto de vida: a papelaria, a empresa de ônibus ou avião, o espaço que alugou a sala, a fábrica de computadores, o dono da parada em que o professor lanchou, a indústria que fez a roupa que usou para se apresentar bem...

Como sempre digo, a papelaria não dá descontos quando compramos tinta de impressora ou transparências para usar com "fins espirituais". Até mesmo quem fez o curso cresceu, de algum modo. É sem sentido exigir que justamente quem movimentou tudo isso não possa crescer, lucrar e evoluiur, apenas por seu tema (que lhe custou caro) ser supostamente "espiritual".

Mas notem que isso não justifica, por si só, o mercantilismo abusivo das iniciações, e MUITO MENOS o constante disseminar de inverdades prejudiciais, que seriam mitos quase religiosos, não fossem na verdade intenções escusas por mero apelo comercial.



Cure. Se cure. 
Em todos os aspectos.
SEJA a cura que deseja levar.


--
Lázaro Freire
lazarofreire@voadores.com.br
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