terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por que aceitamos que alguém nos trate mal? ....
















Certa vez, disse a Lama Gangchen Rinpoche: Desta vez quero olhar para a negatividade de frente. Não vou negá-la. Ele, então, me respondeu: Olhar é bom, mas não a toque. É como quando você assiste ao noticiário na TV. Você vê a negatividade, mas não deixa que ela entre na sua casa. Você pode encarar a negatividade de frente, mas não deixe que ela entre na sua mente.

A maior parte das mensagens de nossa sociedade contém idéias destrutivas e negativas. Basta ligar a TV em qualquer noticiário para nos lembrarmos do quanto o mundo é perigoso. Na tentativa de tentarmos nos proteger das ameaças cotidianas, vamos nos tornando acuados ou até mesmo igualmente perversos ao ambiente hostil que frequentamos. Manter a mente limpa é um desafio que requer reflexão constante para não deixar as informações ou pontos de vista negativos de outras pessoas influenciarem nossa mente.

Lama Gangchen Rinpoche nos alerta: Não devemos seguir professores negativos ou comprar informações negativas no supermercado dos pensamentos. Em outras palavras, Marie France Hirigoyen, autora do livro Assédio Moral (Ed. Bertrand Brasil) nos diria para reconhecermos as características dos comportamentos perversos para não nos deixar levar por eles.

No entanto, não é tão simples nem fácil reconhecer um comportamento perverso. Marie France esclarece: Pequenos atos perversos são tão corriqueiros que parecem normais. Começam com uma simples falta de respeito, uma mentira ou uma manipulação. Não achamos isso insuportável, a menos que sejamos diretamente atingidos. Se o grupo social em que tais condutas aparecem não se manifesta, elas se transformam progressivamente em condutas perversas ostensivas, que têm consequências graves sobre a saúde psicológica das vítimas. Não tendo certeza de serem compreendidas, estas se calam e sofrem em silêncio. Uma vez em que aprendemos a olhar os maus tratos como algo aparentemente normal, e, portanto, teoricamente aceitável, nem pensamos que seja possível e saudável nos desvencilharmos destes maus tratos!

Afinal, por que aceitamos que alguém nos trate mal? Porque duvidamos de nossa própria sanidade mental. Neste sentido, saber de si, quer dizer, conhecer nossos potenciais, recursos e limitações é a base de nossa segurança interna.

Todos nós já sabemos que vivemos num mundo hostil, mas é preciso saber como não cair nas armadilhas da hostilidade alheia. Precisamos nos encorajar o tempo todo a não seguir a negatividade, especialmente se estivermos cercados dela. Assim como escreve Lama Gangchen Rinpoche, em seu livro Ngelso Autocura Tântrica III (Ed Gaia): a única mensagem que recebemos dos outros é: ‘Não me incomode’. Por isso, precisamos ter um forte refúgio interior, impenetrável às influências alheias.

Para melhor responder à questão por que aceitamos que alguém nos trate mal?, vamos conhecer as artimanhas do comportamento de quem nos trata mal. Uma característica comum a todo comportamento perverso é impedir o outro de pensar, para que ele não tome consciência do seu processo de dominância – ele cria fragilidade a fim de impedir que o outro possa se defender.

Marie France Hirigoyen esclarece: Entre casais, o movimento perverso instala-se quando o afetivo falha ou, então, quando existe uma proximidade excessivamente grande com o objeto amado. Excesso de proximidade pode dar medo e, exatamente por isso, o que vai ser objeto da maior violência é o que há de mais íntimo. Um indivíduo narcisista impõe seu domínio para controlar o outro, pois teme que, se o outro estiver demasiadamente próximo, possa vir a invadi-lo. Trata-se, portanto, de mantê-lo em uma relação de dependência, ou mesmo de propriedade, para comprovar a própria onipotência. O parceiro, mergulhado na dúvida e na culpa, não consegue reagir.

Por isso, aqui vai o primeiro conselho para impedir que alguém lhe faça mal: Não aceite críticas unilaterais. Ninguém é totalmente responsável por uma situação-problema. Portanto, não assuma a ‘culpa’ toda para si crendo que desta forma poderia aliviar a tensão presente.

Nestes momentos, nos ajuda lembrar que a origem do comportamento perverso está justamente no fato da pessoa não querer assumir a responsabilidade por seus atos. Portanto, ao assumir o que cabe ao outro, estamos nutrindo o seu comportamento hostil.

Outra artimanha do comportamento perverso consiste em recusar uma comunicação direta. Marie France Hirigoyen alerta: O parceiro vê-se obrigado a fazer as perguntas e dar as respostas e, caminhando a descoberto, evidentemente comete erros que são captados pelo agressor para enfatizar a nulidade da vítima. Portanto, se você percebe que anda falando sozinho num relacionamento a dois, está na hora de parar e perguntar-se se vale a pena ajustar-se a tal comportamento. Pois ele é autodestrutivo.

A esta altura, já entendemos que quem nos trata mal não está receptivo a conversar, pois isso significaria o fim do conflito, o que o impediria de extravasar a sua agressão. Portanto, é importante levarmos em conta os custos e benefícios de tal relacionamento. Neste sentido, ao invés de lamentarmos Me solta!, podemos nos dizer: Eu te solto!. Para tanto, teremos que nos tornar conscientes tanto de nossas limitações quanto de nossos recursos para, passo a passo, nos soltarmos da crença de que estamos presos a uma posição sem saída. Ainda que os outros nos tratem mal, podemos nos tratar bem!

Na medida em que cultivamos uma certeza interna inabalável de não querermos mais nos envolvermos em relacionamentos destrutivos, desenvolvemos amor e gentileza - uma energia positiva interior impede que nossos inimigos ou seres malignos nos causem mal, pois precisariam apoiar-se em alguma negatividade nossa para isso.

Assim como aconselha Lama Gangchen Rinpoche; A coisa mais importante do mundo é nunca abandonar nosso coração acolhedor, mesmo diante de uma ameaça de morte, pois esse é o nosso verdadeiro e eterno amigo.

Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano. Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.

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Postado por Marceli Marini
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

No Garimpo de Mamãe Oxum.....







Quem entrar nas Águas da Mamãe Oxum à procura de ouro, certamente encontrará.



Não a pepita em si. Encontrará o OURO DE DEUS, que nunca perece e nem se esconde entre cascalhos, mas é capaz de atrair para as nossas vidas todas as Bênçãos da Prosperidade.

Para entrar nessas Águas não é preciso levar e nem ficar girando e girando a bateia, no demorado processo de peneirar, separando o cascalho.
Para entrar nelas é preciso abrir o coração e as mãos, entregando-se ao Coração Divino da Mãe do Amor e se despojando dos desejos de posse e de controle.
É preciso livrar-se dos apegos, soltar as ilusões, para banhar-se na doçura de mel dessas Águas.
Quem entra sai um ser renovado, modificado intimamente, renascido, aberto e liberto.
Um ser que olha para as Águas e ali vê o CRIADOR e a Criação, espelhados, unidos, abraçados para toda a eternidade.

As Águas da Mamãe Oxum correm tranquilas nas fontes e rios e descem majestosamente nas cachoeiras, espalhando as Vibrações do Amor Maior por onde passam.
Vão a todos os lugares porque também evaporam e tornam à terra, como gotinhas poderosas no preparo da germinação, concebendo vidas e mais vidas, como agentes silenciosos da Vida Maior.

Como bem disse o Poeta GUILHERME ARANTES, numa das mais belas canções da nossa terra, à qual ele denominou “PLANETA ÁGUA”:


“Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre
Profundo grotão
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...”

O Poeta cantou como ninguém, as Águas da Divina Oxum...
E ao contemplar essas Águas, nossos olhos ficam banhados da Compaixão da Mãe Divina.
Ela Se compadece das nossas dores e aflições e nos envolve no Seu Manto, depositando nas gotas d’água o alívio e o conforto que buscamos.

Cada gota que nos toca modifica a nossa alma, o nosso pensar e o nosso querer.
Já não queremos como antes.
Não nos apegamos tanto a nada e a ninguém.
Começamos a aprender a amar...
Começamos a nos soltar e a soltar tudo, deixando a Vida fluir livremente em nós e através de nós.
Não nos apossamos de ninguém.
Começamos a compreender o valor da liberdade que somente o Amor pode trazer.
Deixamos ir quem precisa ir...
Deixamos ficar quem precisa ficar...
Começamos a nos respeitar de verdade.
Começamos a desejar para os outros a mesma Bênção do fluir daquelas Águas, daquelas gotas da Compaixão, daquele bálsamo do Divino Amparo...

Quem poderá almejar maior riqueza?
Quem poderá nos tirar tamanha riqueza?
Salve o OURO e as Águas da Mamãe Oxum!
Salve o Divino Mel que verte sobre nós, do Coração da Mãe do Amor Maior!
Salve a Divina Senhora da Concepção!
(texto de Maria de Fátima)


http://casapaijoaquimdecambinda.blogspot.com/2011/06/no-garimpo-de-mamae-oxum.html
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Feitiço para Ferida.......

Instruções: Fechar a ferida firmemente com os dois dedos, e repetir estas palavras lentamente -

"Em nome de Dagda, Bridget e Diancecht a ferida era vermelha, o corte foi profundo, e a carne foi ferida;. mas não haverá mais sangue e dor, não mais, até que os deuses descem à Terra de novo."

Nota: Esta é uma adaptação de um charme cristianizada, tiradas de Wilde 'Speranza' Senhora - Legends Antiga, Charms Mystic e Superstições da Irlanda. publicado 1888.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

EU SABOTADOR DE MIM?.........

EU SABOTADOR DE MIM?

Somos seres sociais. Vivemos num mundo de influências recíprocas. Nunca estamos sós. Em momento algum. Mil olhos nos vigiam. Mil ouvidos capturam nossa fala. Estamos conectados, irremediavelmente; mesmo que não percebamos ou que não acreditemos.
Ao pensarmos em alguém nosso pensamento já o está influenciando.
E quando pensamos em nós mesmos?
Influenciamos quem?


Vivemos mais preocupados com o mal que os outros possam nos fazer do que com o bem que nos fazem.
Fomos treinados pela cultura a lutar contra o que está fora de nós e tentamos mudar o mundo e as pessoas para nosso conforto; ignorando que o grande adversário mora dentro de nós.

Nosso grande inimigo é o medo que gera todo tipo de conflitos.


Medo dos outros:
Mesmo dizendo o contrário, cada um do seu jeito, temos medo de sermos criticados e de como somos vistos. E, pelo injustificável receio das opiniões alheias deixamos de ser felizes para estarmos sob tormentos voluntários como moda, padrões e sistemas de crenças onde o sofrer traz benefícios e vantagens para a vítima.
Para camuflar as dúvidas nos tornamos críticos mordazes dos outros num processo de transferência de valores íntimos.

O mais grave é que fazemos isso com nós mesmos.


Somos nossos mais temíveis inimigos e algozes.
Para evitar a sabotagem aos nossos sonhos e desejos é preciso desenvolver auto – consciência de que somos merecedores do melhor que a vida oferece.
Adquirir consciência é despertar para resolver as próprias dúvidas compreendendo as responsabilidades íntimas e coletivas.

Ao adquirirmos consciência de nós mesmos descobrimos que somos complicados. Que temos problemas a resolver que não acabam mais.
É preciso, identificá-los um a um, e isolá-los, para que possamos determinar qual a melhor maneira de cuidarmos deles.

O que rotulamos de problemas, são como feridas.
Feridos em alguma parte do corpo, podemos ter com relação ao ferimento dois tipos de atitudes: deixar que o tempo se encarregue da cura ou proceder a um curativo imediato para a reparação dos tecidos lesados.


A necessidade de cada um cuidar dos próprios problemas é indiscutível, e não pode ser adiada, deve fazer parte das propostas diárias de todo aquele que já despertou para a consciência de si, não se permitindo cultivar conflitos mal resolvidos ou feridas da alma.
O auto - descobrimento deve ter como finalidade o bem-estar.

Mas, para começar há pré-requisitos:

Insatisfação pelo que se é, se possui ou como nos encontramos; desejo sincero de mudança. Persistência; disposição para aceitar-se e vencer; capacidade para desenvolver mais maturidade emocional.

Devemos estar insatisfeitos sempre: A insatisfação é a mola mestra da evolução do ser humano. Só progredimos quando estamos insatisfeitos.
Há dois tipos ou duas polaridades de insatisfação: a positiva e a negativa.
Na primeira tudo que já foi conquistado é valorizado; na segunda não se valoriza o que se tem, até que se perca; e vive-se descontente.
Para buscarmos continuamente o bem-estar é preciso positivar a insatisfação.

A polaridade oposta da insatisfação é : Acomodação.
A falta de maturidade condizente com nosso momento, nos faz buscar a segurança estática, afetiva, emocional, profissional, financeira.

Daí; sempre que conseguimos uma certa tranqüilidade tendemos a parar por aí, evitando riscos – e ao evitar riscos nos sabotamos.
Caímos no mesmismo, fazendo as coisas de forma rotineira e previsível.
Passamos a violar nossos próprios códigos de conduta, aceitamos situações exteriores desgastantes; e logo, estamos insatisfeitos, negativamente.


O caminho para atingir o equilíbrio entre a insatisfação e a acomodação é: Questionamento.

Devemos questionar sempre nossas posições. Mesmo quando tudo pareça bem; principalmente quando tivermos certeza absoluta.
Levar o pensamento sobre auto- avaliações positivas para o campo da dúvida é saudável e positivo.

Quando nos questionamos sobre nossas supostas qualidades: “Será que...?” criamos incerteza saudável e abrimos as portas para mudanças.

Para que abramos as portas a novos desafios é preciso: Aceitação de nós mesmos.

Nada a ver com acomodação. Aceitar as coisas como são no momento facilita a vida, pois cria uma predisposição para buscar soluções de forma mais racional.
Aceitar não quer dizer ficar estático.
É dar o primeiro passo para reagir e procurar soluções e saídas para o que nos perturba.
A atitude de não aceitar é uma forma de criar sofrimento.
E sofrer, é uma escolha como outra qualquer, às vezes, até, é apenas um tipo de interpretação.

Quem começa a se conhecer já sabe: Não devemos buscar culpados externos.

Somos as matrizes das nossas dificuldades.
As situações, os acontecimentos e as outras pessoas são apenas ferramentas naturais que atraímos para o nosso aperfeiçoamento - como também o somos para os outros.

Quando a consciência começa a se ampliar, perdemos o medo; nos enchemos de coragem e surge o desejo sincero de Mudança.

Esse ponto torna-se um marco; é como um renascer do indivíduo.
Permite uma tranqüila avaliação de quem nós somos, e de como estamos buscando os meios que nos tornem melhores no momento.

Querer verdadeiramente mudar permite que separemos dentre os nossos valores aquilo que importa daquilo que é secundário; ou não nos pertence. É como se a partir desse momento do pensar com lucidez, nos recriássemos de forma clara.

O segredo está no pensamento.
Mas antes de começar a tentar pensar de forma mais criativa e amorosa; recorde que: Há duas formas básicas de pensar.
Há os pensamentos conscientes, investigadores, que se formam quando observamos, analisamos, comparamos.
E os já padronizados, fixados no inconsciente, e, nos quais depositamos nossa fé; esse, é o nosso sistema de crenças.

É preciso agregar as conclusões dos pensamentos especulativos que hoje percebemos como verdadeiros e interessantes, confrontando-os com os já padronizados para reciclá-los, atualizá-los.

Dessa forma, a coragem de reivindicar nosso direito de ser feliz; substituirá o medo de não merecer o privilégio da felicidade; e trará consigo a paz nascida do esforço e da conquista; que reinará dentro de nós e em torno de nós; para sempre.

Namastê
Fonte: http://americocanhotoblogspot.com
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Afinidade



A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.

Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.

Arthur da Távola

Publicado originalmente por Cira Munhoz.

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Belenos se aproxima.......





Ele tem o cavalo branco de crina brilhante
Sua prata brilha enquanto cavalga sobre o prado
Sua espada é a luz do Sol
Cabelos libertos em tom dourado
Brilham em sua cabeça

E as patas do seu cavalo tocam a terra
A fecunda
E ele caminha do leste ao Oeste

Belenos o Brilhante
Que de seu arco dourado cruze flechas ao horizonte
Brilha e incendeia o céu azul

E todos os seres o reverenciam
E as fogueiras são acessas
E o fogo a pureza em bênçãos

Belenos da sabedoria e da cura
Da procriação e da prosperidade
Aceita minhas honras em tua homenagem

Faz de mim sábio e horonso
Fértil e viril
Própero e Simples


AF-DR
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

‘O Labirinto do Fauno’.......

Postado porGrupoMI On



"O Labirinto do Fauno" é um filme profundo que conta a história da busca de uma garota em escapar da crueldade do fascismo espanhol. O filme também contém uma grande quantidade de símbolos arquetípicos ocultos e também conta outra história: uma iluminação esotérica através do teste de caráter e do ritual de iniciação. Vamos olhar para o simbolismo oculto e arquetípico encontrado durante todo o filme e sua relação com a busca de Ofélia.


O Labirinto do Fauno (título espanhol: El laberinto del fauno) é um filme de fantasia de idioma espanhol, escrito e dirigido por Guillermo del Torro, diretor de A Espinha do Diabo, Hellboy e Blade II. O enredo cativante do filme, de fundo mitológico rico e o estranho mundo de fantasia do filme causaram muitos críticos a considerá-lo como o melhor filme de 2006.


Como muitos contos de fadas, O Labirinto do Fauno é uma história alegórica que pode ser interpretado de várias maneiras e em muitos níveis simultâneos. Enquanto pesquisava para este filme, me deparei com interpretações psicológicas, sociológicas e políticas de O Labirinto do Fauno, mas quase nenhum relativo ao simbolismo oculto que permeia o trabalho, e eu encontrei quase nada a respeito de sua história subjacente de iniciação esotérica. Isso veio como uma surpresa, Del Torro mesmo descreveu o filme como uma "parábola", e as inúmeras referências ao ocultismo certamente apontam este caminho. Vamos, portanto, olhar para o simbolismo místico e arquetípico encontrado no filme e ver como eles se encaixam nesta história rica de iniciação esotérica.


Uma das razões pelas quais o filme move profundamente seus telespectadores, é provavelmente, a presença de mitos e símbolos arquetípicos ressoam profundamente no coletivo e inconsciente pessoal, vejamos:

"Na verdade, era uma vez" é um bom lugar para começar com um filme como O Labirinto do Fauno. É um conto de fadas, acima de tudo, especialmente escuro e também contém todos os clássicos arquétipos míticos de Jung do inconsciente coletivo. Pensamos, por exemplo, o rei do mal, a heroína em perigo, universos paralelos, criaturas quiméricas, e a batalha de marcha entre o bem e o mal, como retratado na história. Estes são todos os temas universais, padrões e tipos de personagens que vemos em contos de fadas clássicos e outra vez;. "Quando os recursos humanos disponíveis e recursos arquetípicos vão se apresentar" o tipo que levou o analista junguiano Donald Kalsched afirmar que o mesmo pode ser dito da nossa princesa chumbo, Ofélia. Uma menina despida de humanidade, esmagada pela dura realidade e forçada a recorrer aos mitos arquétipos do imaginário do coletivo humano. “
- Análise Psico-crítica de "O Labirinto do Fauno": Mito, Psicologia, realismo perceptivo, olhos e desânimo Traumático


Resumo do Filme
O fauno protege Ofélia da crueldade do mundo

O filme se passa nas montanhas da Espanha fascista em um acampamento militar de luta contra os rebeldes. Ofélia, uma rapariga com uma imaginação fértil, obcecada com os livros e contos de fadas, viaja com a mãe, grávida e fraca para satisfazer seu novo padrasto, um capitão impiedoso do exército espanhol. Após a sua chegada, ela descobre um labirinto e encontra um fauno que lhe diz que ela é uma princesa do "submundo". Ele promete que ela pode ir lá e se reencontrar com seu pai, enquanto ela completar três tarefas para ele. Em suas tentativas de realizar essas tarefas, Ofélia é obrigada a lidar com a realidade da mortalidade, o absurdo da guerra e do significado do auto-sacrifício.


O conto gira em torno da justaposição de natureza severa e opressiva do mundo real com o mundo mágico e, por vezes perturbador conto de fadas da menina. O fauno (chamado Pan na tradução do Inglês) é uma besta de chifres que orienta Ofélia através de seu processo de iniciação e mostra-lhe o caminho para afastar o absurdo do mundo material para re-introduzir a glória do plano espiritual, onde vivem os seres iluminados: o Submundo.


Tendo os "Olhos que Vêem"

Colocando de volta olho faltando no fauno


No início do filme, Ofélia é quase instintivamente levada a um misterioso monumento representando o fauno com um olho faltando. Ela encontra o olho que falta e o coloca de volta em seu suporte. Um inseto mágico de repente aparece: a busca mágica de Ofélia pode começar. Há uma grande importância colocada nos olhos e na vista do filme a essa cena, informa os espectadores desde o início, que a busca de Ofélia está oculta na natureza e que muitos não têm os "olhos que vêem" o mundo invisível, ela está prestes a experimentar .

"Tendo em vista mencionados, o filme tem muito a dizer sobre isso. Guillermo Del Toro quase parece pressupor que o espectador precisa de um terceiro olho "zen" para capturar a essência das verdades enterradas dentro de margens arquetípica do filme. Como Derrida diz, os significados mais importantes não estão no texto em si, mas "à margem", ou no subtexto. Em outras palavras, os cientistas e os secularistas necessitam de deixar o teatro. Quando Ofélia retorna com o olho na estátua ao seu devido lugar, a sua fantástica jornada começa imediatamente. Seus olhos lhe permitem ver as coisas visíveis e invisíveis, reais e irreais, isso contrasta fortemente com o vilão fascista, o Capitão Vidal, punções que aos olhos dos outros não crêem no que não pode ser visto fisicamente. “
- IBID


A importância do olho é de extrema importância no simbolismo oculto e pode ser datada para o antigo Egito com o mito do olho de Hórus "que está sendo restaurado por Toth. Enquanto o olho direito está associado com a percepção de informação concreta e factual (o lado masculino do cérebro), o olho esquerdo de Hórus percebe a mística, espiritual e da intuição (o lado feminino do cérebro). Ao colocar o olho de volta em seu lugar, Ofélia restabelece o equilíbrio de suma importância necessária para embarcar em sua transformação alquímica.


Ofélia logo percebe, contudo, que os adultos em torno dela certamente não acreditam no que não pode ser visto fisicamente, tornando sua busca muito solitária.


O Ditador Opressivo Pai e o Complexo de Cronos

Capitão Vidal amaldiçoando a Ofélia


Assim que ela chega ao acampamento de guerra, Ofélia encontra-se com seu novo padrasto, o cruel e sádico Capitão Vidal. O personagem é uma representação do fascismo espanhol e, num nível filosófico, do mundo material opressivo, onde a maioria das pessoas permanece sem questionar, que proíbe a emancipação completa do ser. Este fenômeno é conhecido como " Complexo de Cronos ", Cronos é a figura mitológica grega que representa a morte, tempo e colheita.

Labirinto 5Cronos devorando um filho de Goya


"O Complexo de Cronos não é uma tendência assassina por assim dizer, uma vez que Cronos não só se livrou de sua descendência, mas um processo destrutivo ingestivo, o que dificulta a capacidade da criança de existir separada e autônoma do pai. A criança o consome, Cronos não visa apenas aniquilá-lo, mas fazendo dele parte de si mesmo. Segundo Bolen, desde os tempos antigos, o Complexo de Cronos é uma tendência do sexo masculino através do qual as culturas orientadas têm mantido o poder. Isso é evidente em sistemas como o fascismo, uma das mutações mais radicais do patriarcado.”
- John W. Crandall, O Complexo de Cronos


Cronos é também conhecido como "tempo do pai". Capitão Vidal é muitas vezes aparece olhando para o relógio, enquanto a limitação mais contundente do mundo material. Ofélia e todos ao seu redor são aterrorizados pelo Capitão Vidal, mas, a fim de completar sua iniciação, Ofélia terá de emancipar-se desta figura do pai opressor e, principalmente, entrar em contato com seu lado feminino e oprimido mágico. Restabelecer o equilíbrio da dualidade é um passo necessário em transformação alquímica.


O Fauno e seu Labirinto


Desgostosa com sua nova vida, Ofélia é levada por uma fada a um labirinto coberto onde os Faunos saem das sombras. Quando ela perguntou "Quem é você?", Ele responde: "Eu fui chamada de tantos nomes que apenas o vento e as árvores podem pronunciar. Eu sou a montanha, a floresta, a terra... Eu sou um fauno "Ele continua:" Foi à lua que te trouxe. E o seu verdadeiro pai aguarda seu retorno, mas, primeiro, precisamos ter certeza de que você não se tornará mortal.


Na mitologia antiga, faunos, sátiros do deus grego Pan, foram um pouco semelhantes quanto a todos ter os quartos traseiros, pernas e chifres de um bode. Pan é um protótipo de energia natural e é, sem dúvida, uma divindade fálica, representando o poder de impregnação do sol. O fauno se torna uma espécie de guia espiritual de Ofélia, ajudando-a através do real e figurativo labirinto ela deve passar. Apesar do fauno ter a aparência monstruosa, que leva os espectadores a pensar na primeira vez que ele é o "cara mau", ele na verdade é o único ser na vida de Ofélia que entende seu desejo de se tornar "mais" e alcançar seu pleno potencial. O "bandido" real do filme não é a criatura horrível, mas o cruel padrasto.


O Labirinto

Labirinto 7


"Labirintos e labirintos foram favorecidos locais de iniciação entre os muitos cultos antigos. Restos desses labirintos místicos, foram encontrados entre os índios americanos, hindus, persas, egípcios e gregos. "

- Manly P. Hall, Ensinamentos Secretos de Todas as Idades


Encontrado nos ritos de iniciação de muitas civilizações antigas, labirintos eram um símbolo de envolvimentos e ilusões do mundo inferior através da qual vagueia a alma do homem na sua busca da verdade. O Labirinto do Fauno é mais um figurativo como Ofélia deve evitar as armadilhas e os becos sem saída do mundo material, a fim de se reencontrar com seu verdadeiro pai.


A Primeira Tarefa: Encontrar o Sagrado Feminino

Ofélia vestindo uma versão preta do vestido de Alice no País das Maravilhas. Além disso, a imagem de um útero, no caso de você esquecer o que se parece


A primeira tarefa dada pelo Fauno a Ofélia é recuperar uma chave de um sapo gigante que está sugando a vida de uma figueira antiga. Ali começa a busca do "retorno ao útero" e reacender o oprimido feminino. O interior da árvore está úmido, simbolizando novamente o útero doador da vida. A árvore em si parece um útero.

O trauma/fascínio de Ofélia com o princípio feminino se expressa muitas vezes no filme, principalmente através de sua mãe fraca e grávida que em última análise, tem que dar sua vida para dar à luz. Em uma cena perturbadora, Ofélia vê em seu Livro da Encruzilhada o esboço de um útero que se torna vermelho, prevendo as complicações de sua mãe.


A Segunda Tarefa: O Homem Pálido

O homem pálido imóvel com seus olhos em um prato na frente dele


Tendo concluído com êxito a primeira tarefa, Ofélia recebe uma segunda missão do fauno, que é a recuperação de uma adaga do Homem Pálido. Há, porém, uma condição importante: Ela não pode comer nada lá.

O Homem Pálido é uma criatura grande, flácida e sentada em frente a uma grande festa. Olhando ao redor, Ofélia vê pilhas de sapatos e representações do Homem Pálido comendo crianças, que é, mais uma vez lembra a descrição de Goya de Cronos. O Homem Pálido é uma representação brutal do poder opressivo do mundo de Ofélia - Capitão Vidal, fascismo espanhol e a Igreja Católica. Para promover essa comparação, uma cena de Vidal jantando com seus convidados, incluindo um sacerdote católico, são mostrados em paralelo, em que ninguém se atreve a questionar os motivos cruéis do Capitão.


Ofélia consegue recuperar o punhal, mas na sua saída, não pode resistir à tentação de comer uma suculenta uva grande, simbolizando a riqueza acumulada pelos números de Cronos. Isso desperta o homem pálido, que imediatamente coloca seus globos oculares em suas mãos e começa a perseguir Ofélia.


O homem tem é claro os olhos nas mãos, representando o fato de que ele só vê o que é palpável. Ele pode representar possíveis estigmas

Ofélia consegue escapar o homem pálido, mas a que custo?


A Terceira Tarefa: O Último Sacrifício

O fauno aguardando Ofélia, segurando o punhal


O fauno ficou furioso com Ofélia para ceder às tentações do mundo material e questionar a sua dignidade para se tornar uma verdadeira imortal. Ele, portanto, a deixa na frieza do mundo real, onde Ofélia tem de ser testemunha da guerra, tormento e tristeza. Logo após a morte da mãe de Ofélia, no entanto, o fauno reaparece, para grande alegria da menina. Ele lhe permite completar o seu início, mas ele exige a sua completa obediência. Por sua tarefa final, o Fauno e Ofélia trazem seu irmão recém-nascido para o labirinto à noite durante a lua cheia, o horário nobre para completar a transformação espiritual no ocultismo.


Ofélia deve roubar o bebê de Capitão Vidal, drogando-lo, corre para o labirinto, onde o fauno espera por ela.

O fauno pede a Ofélia para lhe dar o bebê para que ele possa fincar o punhal e obter uma gota de sangue dele. Ofélia se recusa. O fauno perde a paciência e lembra a ela que ele precisa de sua total obediência, mas ela se recusa. Neste ponto, o Capitão Vidal encontra Ofélia, a quem, no seu ponto de vista, está falando consigo mesma (como ele não pode ver o fauno). Ele leva o bebê dela e atira.

Ofélia, que sangrenta no chão após ser baleada pelo Capitão Vidal


Gotas de sangue da própria Ofélia caem no labirinto, assim, realiza a tarefa final necessária para a sua iniciação: o auto-sacrifício.


A Iniciação

Ofélia se reúne com seus pais, que simboliza a sua iniciação bem sucedida


Enquanto vemos que Ofélia sangrenta no chão, ela também é mostrada em outra esfera, o mundo inferior, reunindo-se com seus pais verdadeiros.


O palácio tem toda a forma de uma vesica piscis, um símbolo oculto antigo representando a vulva, a entrada do útero e a porta de entrada para outro mundo. Permanente em três pilares, o pai, a mãe e logo para ser princesa irá completar a trindade do Submundo. O fauno diz a Ofélia que ela fez bem em ir contra suas ordens e sacrificar sua vida para proteger seu irmão inocente. De fato, uma forte vontade, sacrifício e renascimento são necessários para a realização de uma iniciação nos mistérios ocultos.

Ofélia é, então mostrada novamente deitada no chão com sangue, fazendo com que os espectadores se perguntam: será que isso realmente aconteceu ou é tudo na imaginação da menina?


Conclusão


O Labirinto do Fauno descreve a busca de uma jovem incapaz de lidar com a dureza do mundo físico, onde a desumanização e a repressão esmagam seu espírito inocente e brincalhão. Tem sido demonstrado que as crianças muitas vezes psicologicamente respondem a uma realidade insuportável de dissociar em um mundo de fantasia, onde a aventura, magia e maravilhas são encontradas. Ofélia é muitas vezes lembrada por sua mãe que "não existe mágica e mais ninguém". O mundo mágico, no entanto parece existir além da imaginação de Ofélia. Um exemplo é a planta mística dada pelo fauno, o Mandrake, que era a cura mãe de Ofélia de seus males, até que encontrou debaixo da cama e, desgostosa com isso, queimou.

Ofélia com o Mandrake, a "planta que queria ser um homem". Sua presença no filme é um lembrete de que toda a magia não é um conto de fadas e que o conhecimento oculto pode ter aplicações na vida real


A mandrágora é uma planta importante na tradição do ocultismo, principalmente devido ao fato de que suas raízes são muitas vezes a forma de um corpo humano, com braços e pés.


Labirinto 17
A mandrágora em documentos antigos:



"As propriedades ocultas do Mandrake são pouco entendidas, mas tem sido responsável pela aprovação da planta como um talismã capaz de aumentar o valor ou a quantidade de qualquer coisa com a qual estava associada. Como um amuleto fálico, a mandrágora era considerada uma cura infalível para esterilidade. Foi um dos símbolos fálicos que os Cavaleiros Templários, que foram acusados ​​de adorar. A raiz da planta parecida com um corpo humano e muita vez da os contornos da cabeça humana, braços ou pernas. Esta impressionante semelhança entre o corpo do homem e da mandrágora é um dos enigmas da ciência natural e é a base real para a veneração em que esta planta foi realizada. Em Ísis, a Senhora Blavatsky assinala que a mandrágora parece ocupar a terra do ponto onde os reinos vegetal e animal se encontram, como os zoófitos. Esse pensamento abre um vasto campo de especulação sobre a natureza desta planta-animal ".
- Manly P. Hall, Os Ensinamentos Secretos de Todas as Idades


Este é um filme dos opostos e reversões: realidade versus ficção, bem contra o mal inocência versus a idade adulta, masculino versus feminino, mundo exterior contra submundo, e etc.. Até mesmo o próprio termo pode ser interpretado de duas maneiras opostas: ou Ofélia criou um conto de fadas em sua cabeça para escapar da vida real e, finalmente, cometeu uma forma de suicídio ou ela é simplesmente um ser desperto, que viu o que as massas ligavam ao mundo material em que não podem ver, e finalmente, terminou seu processo de iluminação para se tornar uma verdadeira imortal.


A história também é uma inversão do paradigma usual para a auto-realização: a transformação de Ofélia acontece nas sombras e no escuro, enquanto a iluminação, como o nome diz, é associada à luz, a iluminação de Ofélia acontece no submundo enquanto transformação espiritual é geralmente associada com "os céus", o iniciador de si mesmo, Pan, é uma divindade conhecida por embriaguez na floresta e de brincar com ninfas, enquanto a iluminação se baseia no domínio de seus impulsos mais baixos; a realização do início de Ofélia exige que ela rasteje na lama, sendo perseguida por um homem pálido e, finalmente, derramando seu sangue, enquanto o caminho habitual para a iluminação é baseado no mestre de virtude própria e não corrompido. Então qual é o verdadeiro destino de Ofélia? Como a última linha dos estados do filme: as pistas para a resposta pode ser encontrada por aqueles que têm olhos para ver.


Fonte: Vigilant Citizen

Extraído de /midiailluminat

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