terça-feira, 18 de outubro de 2011

Confúcio - A Lei da Perseverança........

A Lei da Perseverança

Um Fragmento do Livro Tchung-Young, da China Antiga

Confúcio

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Traduzimos a seguir os parágrafos finais do capítulo 20

de “Tchoung-Young”, no volume “Doctrine de Confucius

Ou Les Quatre Livres de Philosophie Morale et Politique de

la Chine”, traduzido do chinês por G. Pauthier, Librairie

Garnier Frères, Paris, 1922, 485 pp., ver páginas 54-55. [1]

A filosofia chinesa não trabalha com o conceito de um “Deus”, no

singular. No texto a seguir, o termo “céu” se refere à natureza divina

e imortal, presente tanto no universo como na alma de cada indivíduo.

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O que é perfeito, verdadeiro e livre de toda impureza, é a lei do céu. O aperfeiçoamento é a lei do homem. Consiste em empregar todos os esforços para descobrir a lei celeste, o verdadeiro princípio do mandato do céu.

O homem perfeito [ching-tche] segue esta lei sem qualquer ajuda externa. Ele não necessita meditar nem refletir longamente para compreendê-la, mas chega a ela com calma e tranquilidade. Este é o homem santo [ching-jin].

Aquele que tende constantemente ao seu aperfeiçoamento é o sábio que sabe distinguir o bem do mal. Ele escolhe o bem e a ele se apega fortemente para não perdê-lo jamais.

É necessário estudar muito para aprender tudo o que é bom. É necessário fazer as perguntas certas para buscar o esclarecimento de tudo aquilo que é bom.

É preciso permanecer sempre atento em relação a tudo o que é bom, para não perdê-lo. E também é necessário meditar na própria alma sobre o que é bom. O estudante deve se esforçar sempre para conhecer tudo o que é correto, e fazer todo empenho para distingui-lo de tudo o que é errado. Em seguida, deve praticar firme e constantemente aquilo que é correto.

Aqueles que não estudam, ou que, ao estudar, não tiram proveito visível, não devem desanimar. Aqueles que não perguntam aos mais instruídos sobre aquilo de que têm dúvidas ou não entendem, ou que, ao perguntarem, não conseguem avançar na compreensão, não devem desanimar.

Aqueles que não meditam, ou que, se meditam, não chegam a alcançar um conhecimento claro do princípio do bem, não devem desanimar. Aqueles que não distinguem o bem do mal, ou que, se os distinguem, não conseguem uma percepção clara e nítida, não devem desanimar.

Aqueles que não praticam o bem, ou que, se o praticam, não conseguem empregar nele todas as suas forças, não devem desanimar. O que os outros fazem na primeira tentativa, eles conseguirão depois de dez tentativas. O que os outros conseguem em dez etapas, eles fazem em cem. O que os outros fazem em cem etapas, eles fazem em mil.

Aquele que seguir de fato esta regra de perseverança, por mais ignorante que seja, alcançará necessariamente o esclarecimento. Por mais fraco que seja, se tornará inevitavelmente forte.

NOTA:

[1] A versão de G. Pauthier preserva expressões simbólicas do chinês que são mais próximas da terminologia teosófica. Levamos em conta, ao traduzir, a versão da obra em espanhol: “Los Cuatro Libros Clásicos”, Confucio, Editorial Bruguera, Barcelona, 1978, 437 pp., ver pp. 92-93.

O Melhor Amigo do Homem

A amizade entre cachorros e seres humanos tem um valor inegável. Mesmo assim, William Judge formulou uma teoria própria sobre “o melhor amigo do homem”.

Judge escreveu:

“Lembre-se de que o maior e o mais leal amigo é o Eu Superior. Aquele que tem o seu Eu Superior como amigo possui todas as coisas. A ele nada falta. E o Eu Superior já é seu amigo: basta você aceitar a amizade dele. Tenha coragem e paciência: a luz está brilhando em seu coração. Basta você seguir adiante para encontrá-la, e ela é muito mais clara do que você imagina.” (“Letters That Have Helped Me”, William Q. Judge, Theosophy Co., Los Angeles, 1946, 300 pp., ver pp. 174-175.)

Quatro Regras Para o Caminho Místico

Preceitos da Literatura Esotérica de Todos os Tempos

Nas duas edições anteriores de “O Teosofista”, publicamos os primeiros parágrafos de “Luz no Caminho”, traduzindo-os diretamente da edição original em inglês.[1] Reproduzimos agora mais um trecho da obra. Colocamos em itálico, entre colchetes, as notas de pé de página das regras 20 e 21.

As Regras Finais da Parte I de “Luz no Caminho”:

18. Procura o caminho retirando-te para o teu interior.

19. Procura o caminho avançando ousadamente para o exterior.

20. Não o busques de qualquer modo em especial. Para cada temperamento há um modo que parece mais desejável. Mas o caminho não é encontrado só pela devoção, nem apenas pela contemplação religiosa, por um avanço intenso, por um trabalho com auto-sacrifício, ou pela observação atenta da vida. Nenhuma destas trilhas pode levar o discípulo mais do que um passo adiante. Todos os degraus são necessários para que haja uma escala. Os defeitos dos homens tornam-se degraus, um após o outro, à medida que são vencidos. As virtudes dos homens são degraus de fato necessários, e não podem ser dispensadas de modo algum. No entanto, embora elas criem uma atmosfera agradável e um futuro de felicidade, elas são inúteis se permanecerem sozinhas. Toda a natureza do ser humano deve ser usada com sabedoria por aquele que deseja ingressar no caminho. Cada um é para si mesmo absolutamente o caminho, a verdade e a vida. Mas isso só se torna um fato quando ele domina firmemente toda a sua individualidade, e, com a força da sua vontade espiritual despertada, reconhece que esta individualidade não é ele próprio, mas um instrumento que com a sua dor ele criou para seu próprio uso, e graças ao qual ele pretende, à medida que seu crescimento lentamente desenvolve sua inteligência, chegar até a vida que está além da individualidade. Quando ele percebe que é para isso que a sua maravilhosa vida complexa e separada existe, então, de fato, e só então, ele está no caminho. Procura o caminho mergulhando nas profundezas misteriosas, e gloriosas, do teu próprio ser mais profundo. Busca-o testando todas as experiências. Utilizando os sentidos para compreender o crescimento e o significado da individualidade, e a beleza e a obscuridade dos outros fragmentos divinos que lutam a teu lado, e que formam a humanidade a que tu pertences. Procura-o estudando as leis do ser, as leis da natureza, as leis do sobrenatural; e procura-o estabelecendo uma profunda obediência da alma à estrela que brilha fracamente no interior. À medida que vigias com reverência, a luz da estrela se tornará gradualmente mais forte. Então poderás saber que encontraste o começo do caminho. E quando tiveres chegado ao fim, a sua luz se transformará subitamente na luz infinita.

[Busca o caminho testando toda experiência, e lembra de que com isso não quero dizer “Cede às seduções dos sentidos para conhecê-lo”. Antes de tornar-te um ocultista tu podes fazer isso; mas não depois. Quando tiveres escolhido e entrado no caminho não poderás ceder a tais seduções sem sentires vergonha. No entanto, podes experimentá-las sem horror; podes medi-las, observá-las e testá-las, e esperar com paciência e confiança pelo momento em que elas já não te afetarão mais. Mas não condena o homem que cede a elas; estende tua mão a ele como a um irmão peregrino cujos pés se tornaram pesados devido ao lodo. Lembra, ó discípulo, que embora possa ser grande a diferença entre o homem bom e o pecador, é maior a distância entre o homem bom e o homem que alcançou o conhecimento; e que é imensurável a distância entre o homem bom e aquele que está no limite da divindade. Portanto, evita pensar demasiado cedo que já te apartaste da massa. Quando tiveres encontrado o começo do caminho, a estrela da tua alma mostrará sua luz; e por esta luz perceberás como é grande a escuridão em que ela brilha. A mente, o coração e o cérebro todos são escuros até que a primeira grande batalha tenha sido vencida. Não fiques assustado nem aterrorizado por esta visão; mantém os teus olhos fixos na pequena luz e ela crescerá. Mas permite que a escuridão em teu interior te ajude a compreender o desamparo daqueles que não viram a luz, e cujas almas estão em escuridão profunda. Não os acuses - não te afastes deles, mas tenta erguer um pouco do pesado Carma do mundo; dá a tua ajuda às poucas mãos fortes que impedem a vitória completa das forças da escuridão. Então tu começarás a compartilhar de um contentamento que traz, de fato, um trabalho terrível e uma profunda tristeza, mas também provoca uma satisfação grande, e cada vez maior.]

21. Procura pela flor que se abre durante o silêncio que vem após a tempestade: não antes.

A planta crescerá, se desenvolverá, criará galhos e folhas e formará botões, enquanto a tempestade continua e a batalha prossegue. Mas só quando toda a personalidade do homem tiver-se dissolvido e derretido - só quando ela for mantida pelo fragmento divino que a criou como mero instrumento eficaz de experimentos e experiências - só quando toda a natureza tiver cedido e tiver-se tornado uma auxiliar do seu eu superior, o botão da flor poderá abrir-se.

Então virá uma calma tal como ocorre em um país tropical após uma chuva pesada, quando a natureza trabalha tão rapidamente que se pode ver a ação dela. Esta é a calma que surgirá para o espírito fatigado. E no silêncio profundo ocorrerá algo misterioso para provar que o caminho foi encontrado. O fato pode ser mencionado de muitas maneiras; é uma voz que fala onde não há voz alguma para falar; é um mensageiro que vem, um mensageiro sem forma ou substância; ou é a flor da alma que se abre. Nenhuma metáfora pode descrever o fato. Mas ele pode ser buscado, procurado e desejado, mesmo no auge da batalha. O silêncio pode durar um só instante, ou pode durar um milênio. Mas ele terminará. No entanto, tu levarás contigo a força do silêncio. Uma e outra vez a batalha terá de ser travada e vencida. É só durante um intervalo que a natureza pode estar imóvel.

[ O abrir da flor é o momento glorioso em que a percepção desperta. Com ele surgem a confiança, o conhecimento, a certeza.A pausa da alma é o momento de assombro, e o momento seguinte, de satisfação, é o silêncio.

Deves saber, ó discípulo, que aqueles que passaram pelo silêncio, e sentiram a sua paz, e conservaram a sua força, eles esperam que tu passes pelo silêncio também. Portanto,quando consegue entrar no Salão do Aprendizado [2], o discípulo sempre encontra lá o seu mestre.

Aqueles que pedem, obterão. Mas, embora o homem comum possa pedir perpetuamente, sua voz não será ouvida. Porque ele pede apenas com a sua mente; e a voz da mente só é escutada no plano em que a mente age. Portanto, eu digo que aqueles que pedem só obterão depois de colocar em prática as primeiras 21 regras. [3]

Ler, no sentido oculto, é ler com os olhos do espírito. Pedir é sentir a fome interna - a força da aspiração espiritual. Ser capaz de ler significa ter obtido, em uma pequena medida, o poder de matar aquela fome. Quando o discípulo está pronto para aprender, então ele é aceito e reconhecido como tal. Isso é necessário, porque ele tem sua luz, e ela não pode ser escondida. Mas é impossível aprender até que a primeira grande batalha seja vencida. A mente pode reconhecer a verdade, mas o espírito não é capaz de recebê-la. Uma vez tendo passado pela tempestade e alcançado a paz, sempre é possível aprender, mesmo quando o discípulo oscila, hesita e se afasta. A voz do silêncio permanece nele, e ainda que ele deixe o caminho completamente, algum dia a voz soará de novo e fará com que ele fique distante, separando os seus sentimentos pessoais das suas possibilidades divinas. Então, com dor e com gritos desesperados por parte do eu inferior abandonado, ele voltará.

Portanto eu digo, Que a paz esteja contigo. “Dou para ti a minha paz” são palavras que só podem ser ditas pelo Mestre aos discípulos amados que são como ele próprio. Há alguns, mesmo entre aqueles que ignoram a sabedoria oriental, a quem isto pode ser dito, e a quem isso pode ser dito diariamente de modo mais completo.

[4] Observa as três verdades. Elas são iguais.]

Estas, escritas acima, são as primeiras regras registradas nos muros do Salão do Aprendizado. Aqueles que pedem, obterão. Aqueles que desejam ler, lerão. Aqueles que desejam aprender, aprenderão.

Que a Paz esteja contigo.

[5]

NOTAS:

[1] “Light on the Path”, Mabel Collins, Theosophy Company, Mumbai, India, 90 páginas.

[2] “Salão do Aprendizado”. A expressão aparece na obra “A Voz do Silêncio”, disponível na íntegra em www.FilosofiaEsoterica.com . As duas obras têm a mesma origem.

[3] A primeira parte das 21 regras iniciais de “Luz no Caminho” foi publicada nas edições de Agosto e Setembro de 2011 de “O Teosofista”.

[4] Neste ponto do texto, há o desenho de um triângulo, que constitui a marca ou símbolo de um alto iniciado.

[5] Neste ponto, um triângulo ilustra a conclusão do texto.

Descobrindo a Filosofia Esotérica

Leitora Descreve Seu Primeiro Contato com a Teosofia

Joana Maria Pinho

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Cada pessoa tem seu próprio modo de

aproximar-se do estudo das verdades

universais. A descoberta da sabedoria

esotérica pode ocorrer das mais diferentes

formas, devido a aparentes acasos. Trazemos

aqui o testemunho de uma jovem leitora de Portugal.

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Conheci o termo “Teosofia” através de um amigo. Falou-me muito por alto. Sugeriu-me um livro sobre o tema que, devo confessar, nunca li. Somente registrei a palavra “Teosofia” como um tema a pesquisar. Fui adiando - ou talvez ainda esse não fosse o momento -, até o dia em que outro amigo me questionou sobre a Teosofia e eu não tive nenhuma resposta para dar.

Sou ativa na minha busca de conhecimento e graças a essa atividade vou conhecendo pessoas com a mesma sede de saber. A Internet e o Facebook têm sido uma boa ajuda, pois têm tornado possível a partilha de conhecimento somente com um click.

Somos cada vez mais aqueles que têm consciência de que há algo mais para ser descoberto, uma verdade que ninguém conta. Mas que verdade é essa? O que é esse mais que tanto procuramos? Penso que sei o que é, mas neste momento não me vou atrever a mencioná-lo. Seria infantil da minha parte.

Esse amigo tem-me levado a questionar. Numa dessas conversas, sugeriu-me um link e um vídeo. Acedi, e na ilusão consegui ver alguma verdade. Falavam de muitas coisas e chamavam a tudo isso Teosofia. O vídeo focava-se muito no fantástico, assim como o site. Não fiquei por ali. Decidi então ver o que havia mais na internet. Surgiu então uma dificuldade: muita informação, sem nenhuma orientação. Decidi focar a minha pesquisa em orientações para o estudo da Teosofia. Mas fiquei desiludida ao ver que tal conhecimento e estudo implicavam pagamentos em dinheiro e módulos de estudo, como se de um curso se tratasse. Continuei a pesquisar e descobri o blog da loja luso-brasileira da LUT. [1] Tanta informação, sem normas, sem dificuldades, sem alusões ao fácil e ilusório… Comecei a ler um artigo e amor à primeira vista. Decidi enviar um email a pedir orientação, pois ao iniciar o meu estudo não sabia por onde começar. Aprendi então a primeira lição de Teosofia, a verdade está em ti, o estudo da teosofia apenas a vai despertando.

Mal acabei de enviar o email à LUT Portugal, virei o olhar para as flores e um pássaro surgiu de um aparente nada, ficou quase parado no ar e depois pousou em cima das flores. O tempo parou e esse momento transformou-se na eternidade. Aí soube que estava a fazer o correto.

Comecei a ler artigos da página FilosofiaEsotérica.com e vi, mais uma vez, que aqui estariam as pessoas certas. Por quê? Na filosofia esotérica vejo liberdade e verdadeira essência. Ninguém apela ao fantástico nem ao fácil. Vocês limitam-se apenas a disponibilizar conhecimento, para que cada um descubra a verdade por si mesmo; partilham a informação sem estarem à espera de nada em troca. No fundo, vocês permitem que o conhecimento seja aquilo que realmente é, eterno; e a eternidade não se encontra na matéria, mas na alma. O encontro com a alma jamais poderá ter hora marcada. Ele se dá na consciência do momento. Assim começo a entender a Teosofia. Vejo que não me iludem nem estão iludidos. Estou aqui para viver a autenticidade da Teosofia.

Esta descoberta é também intensa. Noto que quanto mais me entrego, mais ela me dá a conhecer. A Teosofia revela que apesar de a verdade ser universal, o caminho é individual; o bom senso é fundamental nesta descoberta e o caminho só poderá ser simples, pois só assim temos todos a oportunidade de fazê-lo.

Agora começo a entender a frase “a verdade retorna sempre”, pois ela está em todos nós. Qualquer um consegue aceder a ela quando alcança a devida maturidade, a devida consciência. Sem o verdadeiro trabalho interior jamais conheceremos a verdade. Não é possível conhecer e tocar no divino, se não o reconhecemos em nós. É esta a visão que tenho, aqui e agora, da Teosofia, e a esta visão me entrego.

NOTA:

[1] www.TeosofiaOriginal.com .

Filosofia Produz Felicidade?

A Visita Imaginária de um Extra-Terrestre

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Investigamos a seguir o que aconteceria

se um ser extra-terrestre, em visita ao

planeta Terra, tivesse algo inteligente para dizer.

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Em “Cartas dos Mahatmas Para A. P. Sinnett(Ed. Teosófica, vol. I, pp. 98-99), um raja iogue dos Himalaias escreve, ironicamente, que não seria fácil para um Iniciado inspirar à distância um pintor para que ele fizesse um esboço dos habitantes de Arcturus.

Ao lado dessa vaga sugestão feita pelo Mahatma, Ana Maria Costa Ribeiro registra em seu livro “Conhecimento da Astrologia” (Ed. Novo Milênio, p. 549) que a tradição relata haver naquela estrela um planeta com uma antiga civilização.

Vamos supor que um habitante de um planeta da estrela fixa Arcturus - situada a 40 anos-luz do nosso sistema solar - venha de fato em visita à Terra para observar o estágio atual de evolução da nossa humanidade. Depois de algumas semanas de pesquisas, é possível que ele pergunte, com um ar perplexo, em entrevista coletiva de imprensa:

“Há muita gente nesse planeta que lamenta seu sofrimento e tenta fugir dele o tempo todo. Mas por que são tão poucos aqueles que buscam compreender o caminho que efetivamente produz felicidade?”

Os terráqueos ficariam surpresos. Cada um deles teria diferentes justificativas e explicações para esse contraste entre querer algo e não tomar providências práticas para chegar à meta. Porém, antes mesmo que tentassem responder, o arcturiano diria:

“Não tenham pressa de achar respostas. Mantenham essa pergunta em aberto. Perguntem a si mesmos se estão agindo com eficiência para identificar e eliminar a fonte do seu próprio sofrimento e sua auto-ilusão.”

Então os terráqueos lembrariam que, segundo o método filosófico de Sócrates, as perguntas são mais importantes que as respostas, e devemos aprender a conviver com incógnitas - se a meta é viver com sabedoria. E os terráqueos admitiriam: “Pensar que sabemos tudo sobre a vida é uma das piores formas de nada saber sobre coisa alguma”.

Nos debates públicos com o arcturiano, ficaria óbvio que a maior parte das pessoas da Terra busca colher os frutos da felicidade com muito mais entusiasmo do que plantar as suas sementes.

Mas ele destacaria que não se trata apenas de optar entre buscar os frutos e plantar as sementes da felicidade. Trata-se, também, de que tipo de frutos colher, e de como colhê-los. Porque estamos tirando proveito a todo momento das incontáveis oportunidades que a vida nos oferece. E a escolha é nossa.

Há formas moderadas de satisfação que são duráveis e não invalidam o plantio e a colheita contínuos de mais felicidade. Outras formas de satisfação parecem ser intensas, mas destroem as bases da felicidade, invalidam a continuidade da satisfação e abrem de par em par as portas de um sofrimento muito mais longo. Por que fazer a escolha de modo inconsciente?

E, por outro lado, de que modo podemos vencer a preguiça mental e emocional e assumir as rédeas da nossa própria vida? É possível que o arcturiano citasse, para encerrar sua fala, estas palavras do décimo-quarto Dalai Lama:

“Quando a pessoa chega a compreender até que ponto os prazeres são obtidos pagando um alto preço por eles, até que ponto a experiência de prazeres é insegura, como eles surgem devido a um conjunto complexo de condições, e quão instável e passageira é a sua natureza, então, devido ao fato de que a pessoa vê a necessidade de Dharma, a Lei, a sua vida é radicalmente transformada” [1].

NOTA:

[1] “The Opening of the Wisdom Eye”, XIV Dalai Lama, Editora TPH, EUA, pp. 18-19.

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Textos Seletos de Helena P. Blavatsky

Um Lançamento do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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Foi lançado em Portugal, na primeira quinzena de Outubro, o volume “Textos Seletos de Helena P. Blavatsky”.

O livro é uma edição do Centro Lusitano de Unificação Cultural, CLUC, de Lisboa. Resultado de colaboração entre o CLUC e a website www.FilosofiaEsoterica.com, a obra tem 252 páginas e reúne textos até agora inéditos em forma de livro, em língua portuguesa.

O texto da contra-capa afirma:

“Helena Blavatsky (1831 - 1891) é a fundadora do movimento esotérico contemporâneo e, podemos dizê-lo sem receio de errar, a notável precursora de um novo ciclo na história do pensamento e da cultura humanos. Progressivamente, têm vindo a ganhar força os ideais por que lutou, na altura quase sozinha: desde a ecologia à ética animal, desde o multiculturalismo às iniciativas ecuménicas, desde a consideração respeitosa pelas tradições espirituais do Oriente ao estudo atento do Gnosticismo. Nunca expressaremos admiração nem gratidão suficientes por essa mulher extraordinária, nem pela imensa Sabedoria que nos deixou.”

E ainda:

“Da sua pena saiu a magistral obra A Doutrina Secreta, como também Ísis Sem Véu, A Chave Para a Teosofia, A Voz do Silêncio, Glossário Teosófico e alguns contos; e, além disso, centenas de escritos (que complementam os mencionados trabalhos), abundantes em indicações para a vida e as questões de todos os dias. Todavia, em mais de cem anos de existência, estes últimos textos não haviam sido ainda vertidos para a língua portuguesa e editados em livro, pelo que, a fim de obviar a uma tão grande lacuna, inauguramos agora a sua publicação na coletânea Textos Seletos de Helena P. Blavatsky.”

A tradução ao português brasileiro foi mantida nesta edição do CLUC. O volume aborda os mais diversos tópicos, desde as Três Proposições Fundamentais da Doutrina Secreta até a elucidação do que é a Teosofia, passando por esclarecimentos sobre o progresso ao longo do caminho espiritual e a vivência prática da Ética.

O valor do livro é 17 euros e ele pode ser adquirido diretamente do Centro Lusitano de Unificação Cultural, Rua Pascoal de Melo, 4 -1º, 1170-294 Lisboa – Portugal. O telefone é 2181.28597. Outra opção para a compra é o e-mail info@centrolusitano.org .

Exemplares estão a caminho do Brasil. Nas próximas semanas, o website www.FilosofiaEsoterica.com e o blog www.TeosofiaOriginal.com poderão oferecer a obra a seus leitores.

O Supremo Talismã

A Chave Para Obter um Progresso Real

O caminho espiritual é um empreendimento de longo prazo, e William Q. Judge escreveu:

“O tempo é necessário para todo crescimento, toda mudança e todo desenvolvimento. Deixem que o tempo faça o seu trabalho perfeito e não o impeçam.”

Poucas linhas mais adiante, Judge acrescentou:

“Qual é, então, a panacéia, em última instância - o supremo talismã? É o cumprimento do DEVER, o inegoísmo. O dever colocado em prática com persistência é a ioga mais elevada. É melhor do que mantras, melhor que qualquer postura, que qualquer coisa. Se vocês só podem cumprir o seu dever, isso é suficiente para chegar à meta. E, meus caros amigos, os Mestres estão observando a todos nós...” [1]

NOTA:

[1] “Letters That Have Helped Me”, William Q. Judge, Theosophy Co., Los Angeles, 1946, 300 pp., ver p. 68.

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O Teosofista - Notas e Informações Sobre Teosofia e o Movimento Esotérico

Ano V, Número 53, Outubro de 2011. O Teosofista é o boletim eletrônico mensal do website www.FilosofiaEsoterica.com e do blog www.TeosofiaOriginal.com . Entre em contato com os editores e faça perguntas e sugestões pelo e-mail: lutbr@terra.com.br . No Facebook, procure por FilosofiaEsoterica.com.

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